Publicidade

Publicidade
Brasil
11/03/2009 - 01h38

Justiça dos EUA suspende bloqueio a bens de Dantas e Opportunity

Publicidade

da Folha Online

O juiz John Bates, do Distrito de Colúmbia (Washington, DC), suspendeu o congelamento de parte dos bens do banqueiro Daniel Dantas e do fundo Opportunity nos Estados Unidos, bloqueados desde janeiro por suspeita de que Dantas e seu fundo praticavam lavagem de dinheiro.

De acordo com a agência de notícias Bloomberg, o juíz alegou "falta de autoridade" para manter as contas bloqueadas uma vez que o Congresso americano já teria se manifestado pela suspensão do bloqueio.

Das seis contas que estavam bloqueadas, uma, entretanto, continuará congelada, justamente a de maior valor, com cerca de US$ 400 milhões, aberta no banco Brown Brothers Harriman. Essa conta também poderá ser desbloqueada caso o Brasil "não apresente boas razões para que [a Justiça dos EUA] amplie a ordem de retenção".

Entre os motivos para o desbloqueio está o fato de o Brasil ainda não ter apresentado à Justiça americana uma sentença judicial transitada em julgado (esgotadas as possibilidades de recursos) contra Dantas. Aqui, um processo contra o banqueiro por crimes financeiros não foi sequer aberto, uma vez que o caso ainda está sendo investigado pela Polícia Federal.

De acordo com o secretário nacional de Justiça do Brasil, Romeu Tuma Jr., citado pela agência Bloomberg, a decisão [de exigir uma sentença transitada em julgado para manter o bloqueio] "pode abrir portas muito perigosas para casos similares de congelamento de bens nos EUA". "Ela não atrapalha nossa investigação no Brasil mas mostra que o crime compensa". Em entrevista à Folha, Tuma disse que a decisão contraria a Convenção de Palermo, que prevê "justamente o bloqueio para situações como essa".

Já o procurador da república Rodrigo de Gandis, responsável no Ministério Público Federal pela investigação do caso Satiagraha no Brasil, minimizou a decisão. Para De Grandis, a decisão é meramente formal e não avalia o "mérito das investigações de lavagem de dinheiro e outros crimes que o dono do Opportunity e outras pessoas respondem no Brasil". ""Se o juiz americano entendesse que as provas brasileiras não eram boas, não teria decretado o bloqueio antes", completou o procurador.

Bloqueio

Em janeiro, o Ministério da Justiça brasileiro conseguiu o bloqueio de mais de US$ 2 bilhões, (R$ 4,5 bilhões) em contas bancárias mantidas no exterior e relacionadas à Operação Satiagraha, da Polícia Federal.

Segundo o ministério cerca de US$ 500 milhões desse montante foram bloqueados graças à cooperação do governo americano e se tratou do maior bloqueio de recursos suspeitos de ilícitos da história do Brasil.

No dia 5 de fevereiro, uma reportagem publicada pela Folha mostrava que US$ 450 milhões bloqueados nos EUA eram do grupo de Dantas, atingindo todo seu entorno pessoal e profissional.

Com informações da Folha de S.Paulo

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
avalie fechar
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
avalie fechar
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (4924)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca