Brasil
13/03/2009 - 17h31

Diretor de RH do Senado pede demissão após denúncia de uso irregular de apartamento funcional

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GABRIELA GUERREIRO
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O diretor de Recursos Humanos do Senado, João Carlos Zoghbi, pediu demissão do cargo nesta sexta-feira em meio às acusações de que teria utilizado apartamento funcional da Casa para acomodar parte da sua família. Ele mora em uma mansão localizada num bairro nobre de Brasília.

Divulgação
Zoghbi pediu demissão do cargo após denúncia de uso irregular de apartamento
Zoghbi pediu demissão do cargo após denúncia de uso irregular de apartamento

Zoghbi encaminhou hoje pedido de exoneração ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), que acatou a solicitação do servidor. A informação da demissão é da assessoria do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

Zoghbi vai se afastar da diretoria, mas permanece como funcionário efetivo do Senado. Reportagem publicada pelo jornal "Correio Braziliense" acusou Zoghbi de ceder o imóvel aos seus filhos, apesar de ele morar em outro local.

Ele era cotado para assumir o lugar de Agaciel Maia, afastado da Diretoria-Geral do Senado após denúncia de não declarar a posse de uma mansão de R$ 5 milhões.

O apartamento teria sido reformado no ano passado para acomodar o filho recém-casado do diretor. Antes da reforma, segundo a reportagem, o imóvel foi ocupado por outro filho de Zoghbi e sua ex-mulher, sem que o diretor morasse no local.

Após a denúncia, o diretor decidiu ontem devolver o imóvel ao Senado. Em nota, Zoghbi confirmou que o imóvel foi ocupado pelos seus filhos, mas disse que preencheu todos os "requisitos legais" para ocupar o apartamento cedido pela Casa Legislativa. O diretor afirma, na nota, que não cometeu ilegalidades porque não tem imóveis próprios na capital federal.

Zoghbi disse que arcou com todas as despesas do imóvel, como o pagamento de condomínio e taxa de ocupação regulamentada pelo governo federal. O diretor argumenta que se desfez de uma casa própria em Brasília, em 1992, e prestou auxílio financeiro a um dos filhos para aquisição de um lote. Mas que não possui apartamento ou casa própria na cidade, o que justificaria a ocupação do imóvel funcional.

"Desde então, a família vem construindo uma casa, ainda inacabada, e para a qual têm sido usados recursos oriundos de financiamentos junto à Caixa Econômica Federal e salários. Estando o imóvel parcialmente em condições de habitabilidade, a família passou a usá-lo precariamente, sem o desligamento total do imóvel funcional", diz a nota divulgada nesta quinta-feira.

Segundo a nota, devido a "problemas familiares ocorridos por um período", a ocupação do imóvel funcional se restringiu a "parte da família". A reforma realizada no apartamento, segundo Zoghbi, foi consequência de infiltrações no local que prejudicavam outros vizinhos.

"Já era intenção do servidor desocupar o imóvel funcional, motivo pelo qual, para que não haja qualquer dúvida, ele já protocolou pedido de devolução do imóvel junto à primeira secretaria do Senado", diz a nota.

Diretoria

Há 15 anos como diretor do Senado, Zoghbi ocupa o apartamento desde 1999. Ele era cotado para assumir a diretoria-geral do Senado, cargo que ficou vago no início do mês com o afastamento do ex-diretor Agaciel Maia.

Agaciel deixou a diretoria após as acusações de que teria escondido da Justiça a propriedade de uma casa avaliada em cerca de R$ 5 milhões. O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), aceitou o pedido de afastamento de Agaciel, encaminhado por meio de carta escrita pelo ex-diretor geral.

Segundo reportagem da Folha, Agaciel usou o irmão, o deputado João Maia (PR-RN), para ocultar o imóvel.

Sarney designou o diretor-geral adjunto do Senado, Alexandre Gazineo, para substituir Agaciel no cargo até nomear o substituto definitivo. Agaciel permaneceu como servidor na Casa Legislativa, onde é servidor efetivo.

O ex-diretor entrou no Congresso como datilógrafo no final da década de 1970. Galgou alguns postos desde então e tornou-se em 1995 o servidor mais poderoso do Senado --responsável por administrar um orçamento de R$ 2 bilhões anuais.

Comentários dos leitores
Manoel Frederico (3) 24/11/2009 09h06
Manoel Frederico (3) 24/11/2009 09h06
È mais um deputado que devia ser cassado. Quem sabe um dia nosso povo toma vergonha na cara e não elege mais estas porqueras. sem opinião
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geraldo costa pereira (1) 04/11/2009 16h43
geraldo costa pereira (1) 04/11/2009 16h43
Expedito junior compra vota, Azeredo investigado,o lider deles no senado gasta mais de 1 milhao com bale do amigo(palavra dele na tribuna) e com a saude da mamae.O partido ativo...... O eleitor burro...... sem opinião
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valentim rinaldi (9) 29/10/2009 12h25
valentim rinaldi (9) 29/10/2009 12h25
cade os brasileiros e brasileiras sem opinião
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