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Brasil
16/03/2009 - 19h52

Após polêmica, Senado muda sistema de controle de horas extras de funcionários

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Na tentativa de reduzir abusos no pagamento de horas extras aos servidores, o Senado vai publicar nesta semana resolução que modifica a atual sistemática do pagamento das horas trabalhadas além do expediente. Antes de implementar em definitivo o chamado "ponto eletrônico", o Senado vai adotar um sistema de controle de horas extras por meio de computadores.

A partir da portaria, os servidores da Casa terão que registrar os horários de serviço por meio do sistema eletrônico com uma senha individual. No modelo atual, o controle se dá por meio de folha de ponto assinada manualmente. A portaria também reitera que o pagamento das horas extras deve ter início a partir das 18h30 --embora tradicionalmente os trabalhos legislativos se estendam pela noite.

O texto afirma que "em nenhuma hipótese será autorizado o pagamento de horas extras a quaisquer servidores sem o integral atendimento do que prevê o ato". O Senado vai regulamentar a medida em 60 dias, de acordo com o primeiro-secretário da Casa, Heráclito Fortes (DEM-PI).

"Vamos começar por um sistema eletrônico que ainda não é o ponto eletrônico. Vamos implementar essa portaria de imediato. Outras medidas podem ser tomadas mais para frente", disse o senador.

Reportagem da Folha denunciou o pagamento de horas extras a mais de 3.000 funcionários do Senado em janeiro deste ano, quando a Casa estava em recesso parlamentar. O Legislativo gastou R$ 6,2 milhões com o pagamento das horas extras no recesso.

Após a denúncia, a Advocacia Geral do Senado reconheceu que não tem mecanismos para comprovar se as horas extras pagas aos servidores da Casa são efetivamente cumpridas pelos funcionários.

A autorização do pagamento foi feita pelo senador Efraim Morais (DEM-PB) três dias antes de ele deixar o comando da primeira-secretaria, órgão da Mesa Diretora responsável pela gestão administrativa. Além da hora extra, a direção da Casa concedeu reajuste de 111% no benefício. O teto subiu de R$ 1.250 para R$ 2.641,93.

Comentários dos leitores
Carlos Franco Franco (464) 14/05/2009 10h08
Carlos Franco Franco (464) 14/05/2009 10h08
Na decada dos anos entre 70 e 80, trabalhei em varias empresas privadas, assumindo a Chefia do Setor Pessoal, e naquela epoca a informatização computadorizada, não era lá esta evolução que hoje temos, e as empresas pagavam horas extras a seus funcionários que não eram poucos, e o setor de processamento de dados, funcionava uma maravilha, nos fechamentos, e pagamos corretamente as horas extras, e hoje com oa modernização, no senado federal não funciona, ou não existe criterios para pagamentos? paga-se a migué, sem controles e honestidade, mais respeito, falta é respeito com as verbas publicas, e o PRODASEN, para que serve? conheço cidades do nosso pais onde existe o PRODEBs e funcionam todos estaduais ou municipais. ou acho que os funcionários que atuam nesta area no senado ou camara são afilhados politicos, que nada entendem, desconhece o sistema ou programas de computação. vergonha. sem opinião
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Carlos Franco Franco (464) 13/05/2009 15h58
Carlos Franco Franco (464) 13/05/2009 15h58
Acho até engraçado, nas empresas privadas que se pagam horas extras, funciona tudo bem, agora no senado federal não funciona? é tanta maracutaia, que não acertam nem horas extras a serem calculadas, este é o senado federal. só batendo palmas. 1 opinião
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Alcides Emanuelli (1139) 18/03/2009 19h17
Alcides Emanuelli (1139) 18/03/2009 19h17
O Lauro teve palavras inteligentes e coerentes, sobre o Senado.
E a pergunta que fica é para que o Senado!
Se o Senado não tem uma função especifica a não ser aprovar ou não os projetos que passem pela camera dos Deputados que tem a função de legislar, eles ou moralizam a casa com uma reestruturação administrativa urgente ou devemos fechar essa casa da desgraça para o dinheiro do povo brasileiro.
Mas agora com o Sarney parece que vai ser diferente, realmente só parece!
Tudo começou com seriedade e preocupação da parte do atual Presidente, medidas de austeridade sendo tomadas ou pensando em tomar e estudos para reestruturação da casa, mas parece que já estão amolecendo, se todos viviam nesse trem fantastico da alegria da festa e corrupção, eles tem que sair e dar lugar a pessoas sérias e competentes alem de honesta para valorizar o Senado, para reesgatar o verdadeiro valor do Senado.
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