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Brasil
17/03/2009 - 08h22

Indígenas preparam atos para acompanhar julgamento no STF

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KÁTIA BRASIL
da Agência Folha, em Manaus

Líderes indígenas de Roraima convocaram índios de todo o Estado para se concentrar na Vila Surumu, dentro da reserva Raposa/Serra do Sol (nordeste de RR), para acompanhar amanhã, por TV e rádio, em uma quadra esportiva, o julgamento pelo STF (Supremo Tribunal Federal) da ação que analisa a constitucionalidade da demarcação contínua da área.

A vila virou símbolo da disputa de terra quando arrozeiros incendiaram, em abril passado, duas pontes que davam acesso à reserva e ameaçaram índios a favor da demarcação com bombas caseiras.

Na localidade vivem dez famílias de não-índios, que não aceitaram as indenizações da Funai (Fundação Nacional do Índio) e aguardam a decisão do STF. A maior parte das famílias trabalha com arrozeiros.

O clima ontem era de tranquilidade, segundo o tuxaua (líder indígena) macuxi Rocildo de Oliveira, 32, coordenador regional dos tuxauas da Raposa/Serra do Sol e integrante do CIR (Conselho Indígena de Roraima). Ele disse por telefone que, devido à falta de recursos, muitos índios não sairão de suas aldeias por não terem combustível e veículos.

Da região das serras da terra indígena, que fica distante 150 km do Surumu, os índios serão transportadas em caminhões. Nove bois serão mortos para alimentação dos manifestantes, que dormirão em redes em uma quadra esportiva.

"Estamos aguardando 1.500 índios. Esperamos a decisão do STF com otimismo e confiantes", afirmou Oliveira.

O superintendente da Polícia Federal em Roraima, José Maria Fonseca, disse que 500 homens, entre homens da PF e da Força Nacional de Segurança, estão mobilizados para intervir em eventual conflito na região.

No dia 10 de dezembro do ano passado, quando o STF retomou o julgamento sobre a reserva, o CIR prometeu levar 1.500 índios para acompanhar a decisão na Vila Surumu, mas no máximo 500 compareceram no dia --e poucos destes acompanhavam os votos. A maioria deles só soube do resultado por meio de jornalistas. Não houve comemoração pública.

Colaborou JOÃO CARLOS MAGALHÃES, da Agência Folha, em Belém

Comentários dos leitores
Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
É bom que Peru e Brasil tomem mais rapido possivel medidas duras para combater o narcotrafico,contrabando de armas, grupos de exterminios e etc,nas suas froteiras como é o caso da regiao do Alto Rio Solimoes esquecida pelo proprio estado brasileiro... sem opinião
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antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
Será que os retardados mentais que defendem esta miliicia indigina, por tras disto esta as FARC e por tas delas o Chaves, o louco, o debiloide. Pelo amor de Deus. vc querem o que uma querrilha camponesa, entre os sem terra, seringueiros, agricultores, pequenos pecuaristas e os indiginas. Será um massacre atras do outro. O estado é quem que deve estar presente nestes conflitos, esta ai a PF, o Exercito. Agora temos um governo incompetente, irresponsável e incapaz de evitar as invações de terras indiginas ai é outra coisa. Daqui a pouco, vamos ter as milicias, dos seringueiros, dos sem terras (este já existe), dos pequenos pecuaristas e dos agricultores. Teriasmos ai um estado sem lei. Mais ano que vem temos oportunidade de mudar isto. Se Deus quiser vamos mudar e expulsar estes petistas do poder. e olhe quando eles sairem veremos o mar de lama sair das bocas dos bueros e acha lama e podridão. 1 opinião
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tereza rocha (3) 17/11/2009 20h28
tereza rocha (3) 17/11/2009 20h28
sem proteção os indios ficam a mercê de todos os perigos existentes na Amazonia.Agora as Farc tambem querem se aproveitar da fraqueza indigena. 2 opiniões
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