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Brasil
19/03/2009 - 11h44

Relator da ação de demarcação de reserva diz que sessão deve definir desocupação da área

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

O relator do processo de demarcação da reserva indígena Raposa/Serra do Sol (RR), ministro Carlos Ayres Britto, do STF (Supremo Tribunal Federal), disse nesta quinta-feira que ainda hoje devem ser definidos os detalhes para a eventual desocupação da área e as discussões sobre o pagamento de indenizações. Ayres Britto, que ontem bateu boca com o também ministro Marco Aurélio Mello, minimizou as divergências.

"Isso faz parte do nosso tipo de discussão, cada ministro se empenha por produzir o melhor, dar o melhor de si, para que seu ponto de vista, não exatamente que ele prevaleça, mas que seja considerado, seja discutido. E nesse embate de ideias algumas vezes usamos uma palavra mais dura", afirmou Britto, que se reuniu hoje com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro Paulo Bernardo (Planejamento), no Palácio do Planalto.

Ontem, após a leitura de mais de seis horas do voto de Marco Aurélio, Britto rebateu algumas ponderações apresentadas pelo colega. Ambos discordam sobre o processo demarcatório na reserva da Raposa/Serra do Sol. Para Britto, o ideal é a demarcação de forma contínua, já Marco Aurélio defende a anulação da ação.

Os dois ministros divergiram por alguns minutos durante o julgamento sobre a demarcação na região. Marco Aurélio ameaçou deixar o plenário. Mas Britto amenizou a discussão e afirmou que as divergências fazem parte do embate jurídico.

O julgamento recomeçará na tarde de hoje quando o ministro Gilmar Mendes, presidente da Suprema Corte, fará a leitura do seu voto. Dos 11 ministros, dez já se manifestaram, sendo que nove são favoráveis à demarcação de forma contínua e apenas Marco Aurélio quer a nulidade do processo. Teoricamente todos podem mudar seus votos ainda nesta quinta-feira.

"Teoricamente é possível, porque todos sabem que enquanto a proclamação do resultado não se faz, cada ministro pode rever o seu ponto de vista e modificar seu voto. Mas só posso responder teoricamente", disse Britto.

Britto afirmou ainda que o objetivo é definir na sessão de hoje as questões relativas à eventual desocupação da área e também sinalizar sobre o pagamento de indenizações. No caso, os ministros devem discutir sobre a saída dos não índios da região e o eventual pagamento de indenizações para os produtores rurais que tiverem de abandonar seus terrenos.

"Começaremos hoje com a coleta do voto do ministro Gilmar Mendes, em seguida iremos analisar ponto por ponto das propostas do ministro Carlos Alberto Menezes Direito para melhor operacionalizar a decisão. Grande parte dessas propostas já se encontra no meu voto, mas nós vamos discutir", disse Britto.

Comentários dos leitores
Valentin Makovski (334) 03/12/2009 13h55
Valentin Makovski (334) 03/12/2009 13h55
A politica de preservação de terras indígenas no Brasil é tão patética que da dó. Não de agora mas de anos e muitos anos atras, se criou reservas indígenas a deus dará, a mesma política de assentamentos de terra, se dá a terra e se esquece do cara, da familia do assentado. Depois de 20 anos se volta lá e se confirma que ele não esta mais lá, vendeu a terra a preço de banana, ou mesmo morreu de fome. Com os indios se faz o mesmo, o Brasil tem 8 Milhões de metros quadrados, tem terra que não acaba mais, pq se tem esses problemas???? Se o governo cria uma reserva indígena, pq não se proteje ela? Pq se deixa um grupo de garimperos chegar até lá?? Sabe e uma estupidez brutal ficar aqui discutindo o pq disso o pq daquilo, temos leis no Brasil que são como o queijop suíço, cheio de buracos, não servem p/ nada. Indios são indios, não são sem terras, não são produtores rurais, não são garimperos, são Indios. E Indios tem que ter sua terra, e ser protegidos pelo Estado, Estado quer dizer Exercito, Marinha, Aeronáutica, Polícia Federal, etc, etc. Garimperos, Grilheiros, Invasors, tem que ser combatidos por todos aquelas instituições que protegem os Indios, é fácil e simples de entender. sem opinião
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Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
É bom que Peru e Brasil tomem mais rapido possivel medidas duras para combater o narcotrafico,contrabando de armas, grupos de exterminios e etc,nas suas froteiras como é o caso da regiao do Alto Rio Solimoes esquecida pelo proprio estado brasileiro... sem opinião
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antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
Será que os retardados mentais que defendem esta miliicia indigina, por tras disto esta as FARC e por tas delas o Chaves, o louco, o debiloide. Pelo amor de Deus. vc querem o que uma querrilha camponesa, entre os sem terra, seringueiros, agricultores, pequenos pecuaristas e os indiginas. Será um massacre atras do outro. O estado é quem que deve estar presente nestes conflitos, esta ai a PF, o Exercito. Agora temos um governo incompetente, irresponsável e incapaz de evitar as invações de terras indiginas ai é outra coisa. Daqui a pouco, vamos ter as milicias, dos seringueiros, dos sem terras (este já existe), dos pequenos pecuaristas e dos agricultores. Teriasmos ai um estado sem lei. Mais ano que vem temos oportunidade de mudar isto. Se Deus quiser vamos mudar e expulsar estes petistas do poder. e olhe quando eles sairem veremos o mar de lama sair das bocas dos bueros e acha lama e podridão. 1 opinião
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