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Brasil
20/03/2009 - 10h43

Arrozeiros ganham tempo para deixar reserva; Tarso ainda fará levantamento da área

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Os produtores rurais que vivem na região da reserva Raposa/Serra do Sol (RR) ganharão mais alguns dias de prazo para saírem do local, já que o ministro Tarso Genro (Justiça) prepara apenas para a próxima semana um levantamento completo sobre a ocupação de não índios na área. Só depois disso é que o ministro Carlos Ayres Britto, do STF (Supremo tribunal Federal), definirá a data de retirada deles das terras.

Britto conversou ontem à noite com Tarso e definiram que a operacionalização para a retirada dos não índios só será efetivada depois de analisado o levantamento realizado pelo Ministério da Justiça. Até então, ele pretendia definir ainda hoje o prazo para a saída dos produtores rurais da área.

Alan Marques/Folha Imagem
Índios durante o julgamento do Supremo sobre a demarcação contínua da reserva
Índios durante o julgamento do Supremo sobre a demarcação contínua da reserva

Ontem, o STF definiu por dez votos a um pela demarcação de forma contínua da região --o único a votar contra foi o ministro Marco Aurélio Mello. Para ele, o ideal seria anular o processo demarcatório e reiniciá-lo.

Mas, para efetivar a saída dos não índios, os ministros da Suprema Corte determinaram que sejam seguidos 19 critérios, como, por exemplo, proibir a cobrança de pedágios para acesso à área e o fim do direito à ampliação das terras já demarcadas. Apenas os ministros Eros Grau e Joaquim Barbosa foram contrários à proposta.

A discussão sobre a demarcação da reserva Raposa/Serra do Sol --que reúne 1,7 milhão de hectares, no qual vivem cerca de 18 mil indígenas de várias etnias e não índios-- levou sete meses para ser concluída pelo STF. Foram quatro dias de julgamento em várias etapas --agosto, dezembro e agora em março.

A área em discussão envolve uma série de conflitos e divergências entre autoridades federais, estaduais e municipais, além de representantes dos indígenas e das organizações não governamentais e dos arrozeiros.

Ontem, durante a conclusão do julgamento, representantes de todas as partes acompanharam a sessão. Ao final, os indígenas comemoraram em frente ao prédio da Suprema Corte com danças.

Arte/Folha
Comentários dos leitores
Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
Jonas Bastos (1) 26/11/2009 19h38
É bom que Peru e Brasil tomem mais rapido possivel medidas duras para combater o narcotrafico,contrabando de armas, grupos de exterminios e etc,nas suas froteiras como é o caso da regiao do Alto Rio Solimoes esquecida pelo proprio estado brasileiro... sem opinião
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antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
antonio lucio (1) 18/11/2009 13h13
Será que os retardados mentais que defendem esta miliicia indigina, por tras disto esta as FARC e por tas delas o Chaves, o louco, o debiloide. Pelo amor de Deus. vc querem o que uma querrilha camponesa, entre os sem terra, seringueiros, agricultores, pequenos pecuaristas e os indiginas. Será um massacre atras do outro. O estado é quem que deve estar presente nestes conflitos, esta ai a PF, o Exercito. Agora temos um governo incompetente, irresponsável e incapaz de evitar as invações de terras indiginas ai é outra coisa. Daqui a pouco, vamos ter as milicias, dos seringueiros, dos sem terras (este já existe), dos pequenos pecuaristas e dos agricultores. Teriasmos ai um estado sem lei. Mais ano que vem temos oportunidade de mudar isto. Se Deus quiser vamos mudar e expulsar estes petistas do poder. e olhe quando eles sairem veremos o mar de lama sair das bocas dos bueros e acha lama e podridão. 1 opinião
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tereza rocha (3) 17/11/2009 20h28
tereza rocha (3) 17/11/2009 20h28
sem proteção os indios ficam a mercê de todos os perigos existentes na Amazonia.Agora as Farc tambem querem se aproveitar da fraqueza indigena. 2 opiniões
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