Executiva Nacional do PT discute amanhã pedido de perdão de Delúbio Soares
RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília
Com uma pauta administrativa, a Executiva Nacional do PT se reúne amanhã em Brasília para discutir sobre a conjuntura política e o processo de eleições diretas do partido. Mas, informalmente, o assunto que dominará parte dos debates é o pedido de anistia de Delúbio Soares, ex-tesoureiro da legenda, que foi expulso do partido por envolvimento no escândalo do mensalão.
A decisão sobre o perdão a Delúbio só ocorrerá em dois meses --no final de maio-- quando o Diretório Nacional do PT faz reunião em Brasília e pretende incluir o pedido do ex-tesoureiro na pauta.
Até lá, dirigentes do PT se manifestam sobre a possibilidade de suspender a punição a Delúbio. Para o líder da bancada na Câmara, Cândido Vaccarezza (SP), o partido deveria rever a expulsão do ex-tesoureiro porque a pena foi maior dos que os atos cometidos por ele.
Já as alas ligadas ao secretário de Relações Internacionais do PT, Valter Pomar, o secretário-geral da legenda, deputado José Eduardo Cardozo (SP), e o ministro Tarso Genro (Justiça) assumiram, internamente, posições de resistência à possibilidade de rever a punição a Delúbio.
Denúncias
No processo do mensalão, no STF (Supremo Tribunal Federal), Delúbio é acusado dos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha.
O procurador-geral da República, Antônio Fernando Souza, ao elaborar o parecer sobre o mensalão apontou Delúbio como um dos líderes do que chamou de "organização criminosa" responsável pelas irregularidades.
Para a Comissão de Ética do PT, a expulsão de Delúbio foi motivada porque ele teria violado o estatuto do partido nos seguintes pontos: "improbidade no exercício" da Tesouraria, "infração grave às disposições legais e estatutárias" e "inobservância grave dos princípios programáticos, da ética, da disciplina e dos deveres partidários".
Em carta enviada na semana passada ao comando do partido, Delúbio pediu a revisão da punição. Segundo ele, a pena foi maior do que o eventual erro que teria cometido. No PT, ele conseguiu o aval do partido em Goiás, mas quer que o Diretório Nacional da legenda examine o caso.
Leia mais sobre o mensalão
- Delúbio visita petistas no Congresso e pede para voltar ao partido
- STF dá direito a novo interrogatório a dez acusados do esquema do mensalão
- Marcos Valério negocia delação premiada
Leia outras notícias de política
- Lula diz que não pensa em voltar para política após fim do mandato
- TSE nega pedido de Fleury Filho para perda de mandato de deputado do PTB
- Suplente que trocou PT por PC do B toma posse na Assembleia de São Paulo
Especial
- Veja o que existe em nossos arquivos sobre o mensalão
- Navegue no melhor roteiro de cultura e diversão da internet
Livraria



avalie fechar
"Para isentar Azeredo, Toffoli usa defesa dos petistas no mensalão"
Exatamente o que pensei. Ele inocenta o Azeredo para poder isentar os mensaleiros. Nada como algo pré organizado e predeterminado pelo Lulla. LAMENTÁVEL. É ISSO QUE É UM JUIZ DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.O famoso "adivogadu di porta di cadeia"
Ainda bem que ele não agiu no caso do Battisti, senão ele teria ficado aqui sem a interferência do Lulla.
Ele defenderá todas as idéias do PT. Senado vocês fizeram a maior bobagem da sua história destruíram o sistema judiciário do Supremo.
avalie fechar
avalie fechar