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Brasil
25/03/2009 - 12h45

Parlamentares pedem à CPI garantias de que Protógenes não será constrangido em depoimento

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RENATA GIRALDI
da Folha Online, em Brasília

Um grupo de nove deputados e senadores prestou solidariedade nesta quarta-feira ao delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz --que vai depor na próxima semana na CPI das Escutas Telefônicas da Câmara. Os parlamentares pediram ao comando da comissão a garantia de que o policial não seja algemado nem constrangido durante a sessão.

Haverá, ainda, uma reunião desse grupo com o ministro Tarso Genro (Justiça) para discutir os desdobramento da Operação Satiagraha.

O apoio a Protógenes foi prestado hoje pelos senadores José Nery (PSOL-PA), Eduardo Suplicy (PT-SP), Pedro Simon (PMDB-RS), Inácio Arruda (PC do B-CE), e pelos deputados Chico Alencar (PSOL-RJ), Luciana Genro (PSOL-RS), Ivan Valente (PSOL-SP), Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ) e Janete Capiberibe (PSB-AP).

Os parlamentares querem se reunir com Tarso, antes do dia 1º de abril, data em que Protógenes prestará esclarecimentos à CPI. O objetivo da reunião é cobrar do ministro os eventuais desdobramentos das investigações realizadas pelo delegado.

Durante a reunião, os deputados e senadores também decidiram elaborar uma nota pública de solidariedade ao delegado, assim como confirmaram que estarão presentes à sessão na próxima quarta-feira.

"Significa que nós achamos muito estranho que uma operação séria, que colocou banqueiro na cadeia, parou tudo. O que parece é que querem colocar [quem investigou] na cadeia", disse Simon.

Para ele, a ameaça de o delegado ser algemado na CPI seria negativa para o Congresso Nacional. "Para o delegado Protógenes poderia ser até uma promoção, mas, para o Brasil inteiro, o Congresso Nacional ficaria em posição ridícula", disse o senador.

Nery reclamou da lentidão relacionada aos desdobramentos das investigações da Satiagraha. "Queremos fazer uma denúncia veemente que o inquérito que apura o senhor Daniel Dantas [banqueiro preso durante a operação] está parado, sem aquela urgência", disse.

Alencar afirmou também que apelou ao presidente da CPI das Escutas Telefônicas, Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), para que lembre que as investigações da comissão são as escutas clandestinas e não a Satiagraha. "Vamos colocar as coisas nos eixos", disse.

Durante a operação, foram presos Dantas, o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito Celso Pitta, entre outros denunciados. Eles foram soltos depois.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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