Fiesp diz "não temer qualquer tipo de investigação"
da Folha Online
Em nota divulgada nesta quarta-feira, a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) afirma que é uma entidade apolítica e independente, voltada aos interesses coletivos da indústria paulista e da sociedade brasileira, e diz não temer qualquer investigação.
| Moacyr Lopes Junior/Folha Imagem |
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| Policiais Federais dentro da construtora Camargo Corrêa, na Vila Olimpia |
Segundo informações da colunista Mônica Bergamo, um dirigente da Fiesp foi citado em uma das conversas grampeadas pelos investigadores da operação que resultou hoje na prisão de quatro diretores e duas secretárias da empreiteira Camargo Corrêa.
"A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo é uma entidade apolítica, independente, voltada aos interesses coletivos da indústria paulista e da sociedade brasileira. Não se envolve, de maneira alguma, em eventuais relações entre empresas do setor que representa e partidos políticos, ou candidatos deles."
A entidade diz que "não teme qualquer investigação, acompanha os fatos com o mesmo interesse da sociedade e está confiante no trabalho da Justiça".
O nome do dirigente da Fiesp não deve ser divulgado oficialmente pelas autoridades envolvidas na operação, já que ele é apenas citado nas conversas. A investigação ainda vai respingar em alguns dos principais partidos políticos do país.
A informação está causando alvoroço em Brasília, em especial entre partidos que têm maior contato com a entidade --que também já foi informada da citação e deve se manifestar em breve.
A Polícia Federal prendeu hoje dez pessoas suspeitas de cometerem crimes financeiros e lavagem de dinheiro. Entre os presos estão, além dos funcionários da construtora, três doleiros. Segundo a PF, um dos articuladores do esquema também foi preso. Os nomes dos detidos, no entanto, não foram divulgados.
De acordo com a PF, a operação, batizada de Castelo de Areia, foi deflagrada para desarticular uma suposta quadrilha inserida na construtora. Em um dos locais investigados no Rio, a polícia apreendeu R$ 1,5 milhão. Ao todo, foram expedidos dez mandados de prisão e 16 mandados de busca e apreensão.
Esquema
De acordo com o Ministério Público Federal, um desses doleiros constituiu uma empresa de fachada em uma estrada de terra no Rio de Janeiro. Essa empresa emitia remessas para o exterior rotuladas como pagamento a fornecedores.
A investigação também identificou um doleiro suíço, naturalizado brasileiro, ex-funcionário de um grande banco daquele país no Brasil. Ele falava o tempo inteiro em código com os diretores da Camargo Corrêa, usando nomes de animais para se referir a pessoas e moedas.
Quando não tratavam diretamente com os diretores, os doleiros conversavam com as secretárias, que recebiam e remetiam, por fax, as ordens e instruções de pagamentos em favor da Camargo Corrêa.
"É de impressionar o grau de rapidez e coordenação na efetivação das transações financeiras ilegais, inclusive as internacionais, o intento de simulação para ludibriar as autoridades quanto à sua identificação e destino final dos recursos evadidos, logrando os integrantes da organização criminosa alcançar a lavagem de seus ativos, por meio de fraudes junto ao Banco Central", afirmou a procuradora da República Karen Louise Jeanette Kahn na manifestação em que pediu as prisões dos investigados.
De acordo com o Ministério Público, "a investigação se deparou também com pelo menos uma obra superfaturada, a construção de uma refinaria em Pernambuco, e doações não-declaradas [ilegais] e declaradas do grupo empresarial para partidos políticos, mas ainda é preciso apurar quem são as pessoas e ou campanhas políticas beneficiárias dos recursos. As interceptações telefônicas autorizadas judicialmente indicam que pelo menos três partidos receberam doações".
Outro lado
Por meio de nota, a Camargo Corrêa se disse perplexa com a operação e que confia nos funcionários detidos, embora ainda não tenha acesso às informações da PF.
"A Camargo Corrêa vem a público manifestar sua perplexidade diante dos fatos ocorridos hoje pela manhã, quando a sua sede em São Paulo foi invadida e isolada pela Polícia Federal, cumprindo mandado da Justiça. Até o momento a empresa não teve acesso ao teor do processo que autoriza essa ação", afirmou a empresa.
Com Folha Online
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Quando sera que farao uma auditoria nessa mina de dinheiro publico.
Pequenos e medios empresarios sabem muito bem quanto é dificil e burocratico conseguir um emprestimo nesse BNDS.
Mas para os amigos da corte a dinheirama corre solta.
AMBEV - 319 MILHOES
EIKE BATISTA - 3 BILHOES não é a toa que seja o mais rico do brasil.
GRENDENE - 318 MILHOES
FRIBOI - 1.4 BILHAO
ODEBRECHT - 7 BILHOES AQUELA EXPULSA DE UM PAIS VIZINHO PELA OBRA MAL FEITA E FINANCIADA PELO MESMO BNDS, SERA QUE DEVOLVEU O DINHEIRO....
OI - 15 BILHOES DINHEIRO PUBLICO PARA COMPRAR COISAS PUBLICAS E CLARO PAGAR AS COMISSOES PARA......
EITA BRASIL.....
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