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Brasil
27/03/2009 - 10h42

Advogados pedem soltura dos detidos na Castelo de Areia

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FLÁVIO FERREIRA
da Folha de S.Paulo

Os advogados dos presos na Operação Castelo de Areia apresentaram ao TRF (Tribunal Regional Federal) da 3ª Região habeas corpus para a libertação imediata dos detidos. Não houve decisão sobre os pedidos de soltura até o começo da noite de ontem.

O advogado Antônio Claudio Mariz de Oliveira, que defende diretores e secretárias da Camargo Corrêa, afirmou que preparou o habeas corpus apenas com as informações do despacho que determinou as prisões, pois não obteve acesso aos autos da investigação policial.

O habeas corpus ao TRF foi apresentado para libertar os três diretores que estão em regime de prisão preventiva, que não tem prazo determinado. São eles: Pietro Francesco Giavina Bianchi, Fernando Dias Gomes e Dárcio Brunato.

Segundo Mariz de Oliveira, "não há provas de que os detidos tenham feito pressão sobre testemunhas ou demonstrado intenção de fugir".

O advogado disse ainda que não há razão para manter os clientes dele encarcerados, uma vez que a polícia já teria recolhido todas as provas que poderia nas buscas e apreensões feitas anteontem e ao longo de um ano de investigações.

O diretor da empresa Raggi Badra Neto e as secretárias Darcy Alvarenga e Marisa Iaquinto foram alvo de prisão temporária, que tem duração de cinco dias. Para eles, a defesa apresentou um pedido de reconsideração ao próprio juiz que determinou as detenções.

O advogado Alberto Zacharias Toron, defensor do suíço Kurt Paul Pickel, acusado de ser o doleiro responsável pela organização do suposto esquema criminoso, disse que a decretação da prisão de seu cliente é "desprovida de fundamentação" e atinge "injustamente um quase septuagenário, homem íntegro".

Toron também recorreu ao TRF e disse que a decisão sobre a libertação pode sair hoje.

Ontem a Fiesp e seu presidente, Paulo Skaf, negaram, por meio de nota, qualquer "distribuição de dinheiro para funcionários públicos", "pagamentos por fora" ou "obtenção de benefícios indevidos em obras públicas".

A nota afirma que a Fiesp não "está impedida de --num ato legal e legítimo, observadas, rigorosamente, todas as exigências e formalidades jurídicas, promover relações institucionais entre empresas e partidos políticos". A Fiesp ainda declarou que não faz contribuições a candidatos ou partidos.

Arte/Folha
Comentários dos leitores
Benedito Silveira (48) 02/12/2009 22h21
Benedito Silveira (48) 02/12/2009 22h21
Calma, prof. Temer, calma. "Quem não deve não teme". Se não recebeu recursos "não contabilizados" para sua campanha, fique tranquilo. Conseguirá demonstrar isso de forma cabal. Lembre-se que V. Exa. faz parte de um seleto grupo de cidadãos brasileiros que, infelizmente, são desonestos até que provem o contrário. Então, mãos à obra, porém sem exaltação. sem opinião
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Saulo Mundim Lenza (646) 02/12/2009 22h16
Saulo Mundim Lenza (646) 02/12/2009 22h16
Huummmmmm vocês que o Temer é mesmo inocente?
Temer você sabe muito bem que:"Beneficium accipere libertatem est vendere". Publilio Siro (séc. I A/C).
sem opinião
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Alvaro Conrado da Costa (8) 02/12/2009 22h10
Alvaro Conrado da Costa (8) 02/12/2009 22h10
Será que o Temer , no meio dessas bandalheiras, é esse santinho incólume? Será que ele também não levou o seu. Não afirmo, mas acredito que sim, pois ele é macaco velho na política e, além disso, ele é um ganancioso pelo poder. Veja que já foi presidente da câmara e contra o próprio Pt do presidente Lula, voltou a presidi-la. Gostando tanto do poder, também não gosta de um dinheirinho para chegar a ele (poder)? Negar que não está envolvido, todos eles negam e, no fim, fica provado ou confessam que faziam parte do esquema, como já aconteceu, com Arruda no painel do senado, que ele violou juntamente com o enganador ACM. Vá a fundo nesse caso de Temer para que cheguemos à verdade. PROCUREMOS PUNIR OS CORRUPTORES QUE SÃO TÃO MAUS QUANTO OS CORRUPTOS.É preciso que se punam os empresários- corruptores para que a fonte seque, diminuindo ou quase acabando com esses escândalos. sem opinião
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