Roberto Jefferson diz que objetivo da Castelo de Areia é amordaçar oposição
MARCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília
O presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson (RJ), afirmou nesta terça-feira que a Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal, tinha o objetivo de intimidar as investigações do TCU (Tribunal de Contas da União) e "amordaçar" líderes dos dois maiores partidos da oposição, o DEM e o PSDB.
Na avaliação do presidente do PTB, ao excluir do relatório final das investigações supostas doações ilegais feitas ao PT, PTB e PV pela construtora Camargo Corrêa, a Polícia Federal tornou a operação política.
"A operação teve objetivo claro de amordaçar o TCU e amordaçar os principais lideres dos dois maiores partidos da oposição. Não tenho dúvida de que a operação foi política. Se a Polícia Federal queria saber relações da Camargo Corrêa, não precisava invadir a vida privada dos diretores e secretários da empresa, poderia ter ido a lista de doação da Justiça Eleitoral. A Polícia Federal errou gravemente", afirmou.
Para Jefferson, a discussão em torno de possíveis doações ilegais para partidos políticos demonstra que o foco da investigação foi desviado. "A discussão perdeu o foco. A coisa mais importante que precisa ser esclarecida é se houve superfaturamento na construção da refinaria de petróleo, em Pernambuco. Se houve superfaturamento de R$ 9 bilhões e estamos discutindo doação de R$ 30 mil ou R$ 40 mil. Isso é cortina de fumaça. Tudo que se joga no Congresso fica. A ação do Executivo é que precisa ser investigada", disse.
Jefferson negou que a direção nacional do PTB tinha conhecimento de alguma doação da Camargo Corrêa no valor de R$ 25 mil para um dos diretórios regionais. "Eu me inteirei disso hoje pela manhã e isso não passou pela direção do partido", disse.
Segundo reportagem do Jornal Nacional, da TV Globo, os repasses para os três partidos (PT, PV e PTB) teriam aparecido numa correspondência eletrônica entre um dos diretores da construtora, Fernando Dias Gomes, e Luiz Henrique, tido como representante da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo). No relatório que encaminhou à Justiça, a polícia, no entanto, elencou como possíveis alvos de doações ilegais pela Camargo Corrêa: PSDB, DEM, PPS, PMDB, PSB, PDT e PP.
De acordo ainda com o documento, ao lado de cada partido foi relacionado um valor: "PSDB Comitê Financeiro de São José dos Campos, R$ 25 mil; PSDB, R$ 25 mil; PT Diretório Regional, R$ 25 mil; PTB Comitê Financeiro Municipal, R$ 25 mil; e PV Comitê Financeiro Municipal, R$ 25 mil".
Em nota divulgada nesta terça-feira, a Polícia Federal afirma que o foco da Operação Castelo de Areia são crimes financeiros e lavagem de dinheiro e não financiamento de campanhas políticas. A PF afirma que o tema financiamento de campanhas veio à tona em monitoramentos na época das eleições de 2008. "As conversas monitoradas não falam especificamente de um ou outro partido, mas de vários deles, portanto sem indícios de favorecimento dirigido."
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A Camargo Correa, podia fazer um favor para todos os pagadores de impostos brasileiros e dizer que foi vitima de extosão,
Extorsão; Se uma autoridade cobra dinheiro para agir de uma maneira ou de outra.
Se a Camargo Correa quiser, pode dizer que foi extorquida, e que todas as doações de campanha foram "compulsórias"
O STF não está preparado para lidar com o crime de extorsão, por isso, pode até ser que ele puna algum dos facínoras atualmente em mandato.
Mas, presumo, Camargo Correa jamais fará isso! Seria o mesmo que "Matar a Galinha dos Ovos de Ouro"!
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