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Brasil
31/03/2009 - 17h00

Senado decide seguir "brecha" de Temer para driblar MPs em trancamento de pautas

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Senadores da oposição do Senado acataram a "brecha jurídica" encontrada pelo presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), para colocar matérias em votação mesmo com a pauta trancada por MPs (medidas provisórias) com prazo de análise vencido.

Com o acordo, os senadores decidiram retomar as votações na Casa seguindo a "brecha" jurídica apresentada por Temer --depois de paralisarem os trabalhos nas últimas semanas em meio à onda de denúncias que arranharam a imagem da instituição.

"Eu inicialmente me insurgi contra a brecha apresentada pelo presidente Temer. Mas o ministro Celso de Mello [do Supremo Tribunal Federal] disse que ele está certo, então eu não estou aqui para discutir. Se é assim, vamos trabalhar por aí", disse o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM).

O líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), afirmou que os senadores decidiram seguir a interpretação de Temer mesmo sem que o STF (Supremo Tribunal Federal) tenha se pronunciado em definitivo, no plenário, sobre o mérito da proposta.

Pela "brecha", os deputados e senadores podem colocar em votação matérias não ordinárias mesmo que a pauta esteja trancada por MPs.

Entre as matérias que podem ser analisadas pelos parlamentares em sessões extraordinárias, estão PECs (propostas de emenda constitucional), projetos de resolução e leis complementares.

Prioridades

Os senadores listaram nesta terça-feira, durante reunião com o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), uma série de projetos que vão entrar em pauta nas próximas semanas. Entre as prioridades dos parlamentares estão projetos que permitem o voto de brasileiros no exterior, aumentam o controle sobre o crime organizado e legalizam a situação de estrangeiros que vivem no Brasil.

Por falta de acordo, os senadores decidiram adiar a votação de duas matérias polêmicas: a PEC que acaba com o voto secreto no Legislativo e a que reduz a maioridade penal para 16 anos.

"A nossa bancada [do PT] votará favoravelmente ao fim do voto secreto, mas não há acordo de mérito no Senado. Como há três propostas distintas, é preciso ter um parecer sobre as três para votar um único parecer final, e foi designado o senador Antonio Carlos Valadares [PSB-SE] para dar esse parecer", disse Mercadante.

Comentários dos leitores
Alcides Emanuelli (1365) 09/07/2009 20h00
Alcides Emanuelli (1365) 09/07/2009 20h00
O faz nosso Parlamento, e nosso executivo!
Eles fazem leis que serão aprovadas e colocadas em execução, o outro é o executor dessas leis e tambem tem o poder de legislar.
E começa a grande fanfarra das leis:
De incentivo ao esporte amador, de incentivo as ONGs, de incentivo a cultura, de incentivo a muita coisa que pode levar o dinheiro do povo brasileiro.
Nesse ponto entram as Estatais que estão sempre financiando uns e outros desses incentivos e desses esportes tidos como amadores com salarios mensais maiores muito maiores que o salario minimo.
O que nossos politicos fazem, são projetos para beneficiar todo um sistema corporativista que interage entre si.
E a Nação o povo coitado, fica na berlinda, fica de lado e exposto a todo o tipo de sorte que possa conseguir para sobreviver nessa onde de violência.
E o dinheiro vai saindo fazendo um mensalão aqui, outro mensalão ali, e muitos mensalões vão sendo construidos se transformando na maior industria do mundo com o produto sendo a corrupção.
Realmente tudo isso é vergonhoso e o pior é que ninguem faz nada para evitar tanta violencia contra a Nação brasileira.
E vem eleições, sai as eleições e o povo burro, comprado, manipulado, massa de manobra, vota sempre sa mesma cambada de safados, e eternamente essa vergonha toda se institucionaliza nos fazendo de refens dessa covarde atitude de um poder politico.
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Sudeste/ sudestino (112) 21/06/2009 10h12
Sudeste/ sudestino (112) 21/06/2009 10h12
Deu no "Financial Time" que os EUA incorporaram NOVAS TERRAS para produção agrícola e terão um lucro líquido de U$92,3 bilhões de dólares na atual safra. Os EUA podem incorporar novas terras e nós não? SERÁ QUE SOMOS MAIS RICOS QUE OS EUA?
Ou essa política radical ambientalista é para evitar a concorrência internacional no agronegócio? Enquanto eles aumentam suas áreas, mandam ONGs para doutrinar os brasileiros a não produzirem e eles permanecerem hegemônicos e mais ricos.
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marcelo coelho (2) 21/06/2009 05h32
marcelo coelho (2) 21/06/2009 05h32
Espero acessar conteúdos formadores de opinião além de estar bem informado sobre as atualidades. sem opinião
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