Brasil
31/03/2009 - 18h27

CPI dos Grampos adia depoimentos de Protógenes Queiroz e Paulo Lacerda

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

A CPI das Escutas Clandestinas da Câmara adiou para o dia 8 de abril o depoimento do delegado Protógenes Queiroz, marcado para amanhã. O presidente da comissão, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), decidiu transferir a data depois que o ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Paulo Lacerda solicitou que a comissão adiasse o seu depoimento, previsto para esta quinta-feira.

Itagiba disse que quer ouvir Protógenes e Lacerda em datas próximas, por isso decidiu suspender o depoimento do delegado.

A expectativa é que Lacerda seja ouvido pela comissão um dia depois de Protógenes, dia 9 de abril --embora oficialmente o depoimento do ex-diretor da Abin esteja previsto para o dia 15.

Lacerda argumentou a Itagiba que está com dificuldades para retornar ao Brasil esta semana. O ex-diretor vive em Portugal, onde serve como adido policial na embaixada brasileira. Itagiba quer realizar os depoimentos em datas próximas para que a CPI possa flagrar eventuais contradições apresentadas por Protógenes e Lacerda.

A CPI marcou para amanhã o depoimento de Walter Guerra, escrivão da Polícia Federal que teria atuado como "braço direito" de Protógenes na Operação Satiagraha. Integrantes da CPI querem detalhes sobre o material apreendido pela PF na casa do escrivão, que teria em mãos informações sigilosas sobre a operação.

Protógenes

O delegado protocolou ontem um habeas corpus preventivo no STF (Supremo Tribunal Federal) pedindo para ficar calado no depoimento à CPI. Os advogados do delegado pedem, por meio de liminar, que o Supremo garanta um salvo-conduto contra a obrigatoriedade de ele assinar termo de compromisso como testemunha no depoimento. Também pedem que seja garantido o direito de Protógenes permanecer calado sem que seja preso por isso e que ele tenha assistência de um advogado durante todo o depoimento.

A convocação de Protógenes pela CPI foi motivada pela reportagem da revista "Veja", que informou que ele teria usado métodos ilegais para investigar diversas autoridades dos três Poderes. Sob o comando de Protógenes, a primeira fase da operação Satiagraha prendeu o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, o investidor Naji Nahas e o ex-prefeito Celso Pitta, entre outros denunciados. Eles foram soltos depois.

Na semana passada, Protógenes esteve no Congresso e disse que iria detalhar o envolvimento de todas as pessoas ligadas ao esquema de irregularidades da Satiagraha durante o seu depoimento.

O delegado também afirmou que iria "individualizar condutas e dizer o papel de cada pessoa" investigada. Protógenes disse ainda que há uma espécie de orquestração de denúncias contra ele para desmoralizar o resultado das investigações da Satiagraha.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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