Brasil
31/03/2009 - 18h56

No Rio, militares comemoram os 45 anos do golpe militar de 1964

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DIANA BRITO
colaboração para a Folha Online, no Rio

Representantes dos clubes Naval, Militar e de Aeronáutica do Rio comemoraram na tarde desta terça-feira os 45 anos do golpe militar em uma sessão solene no Clube Militar do Rio, no centro da cidade. Militares inauguraram uma placa em homenagem a 126 mortos no período, que, segundo eles, seriam vítimas de ataques de militantes de esquerda.

Além de uma palestra sobre o desenvolvimento econômico brasileiro nas décadas de 60 e 70 com o economista Ubiratan Iório, foram inauguradas três placas em homenagem às "vítimas do terrorismo" na época.

Segundo o presidente do Clube da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Carlos Almeida Baptista, "os militares que sofreram mortes trágicas de forma brutal foram homenageados nas placas".

"Por mais trágico que sejam as perdas de vidas humanas por frios assassinatos, a isso tudo somam-se as vítimas inocentes, pessoas comuns e alheias ao confronto insano e humildes vigilantes do seu trabalho, feridos, mutilados e mortos sob a mira errante dos insensatos", disse Baptista.

Durante o evento, os militares apontaram o golpe militar como uma "revolução democrática, que deve ser comemorada todos os anos". "Cada ano há uma comemoração do movimento e sempre com um tema diferente. Este ano, nós abordamos o desenvolvimento econômico que aconteceu naquela época e fizemos um registro oficial das mortes dos militares vítimas de ataques", disse o presidente do Clube Militar, general Gilberto Figueiredo.

Segundo a organização da sessão solene, dos 2.000 convidados, apenas cerca de 400 pessoas compareceram, entre eles militares da ativa.

Comentários dos leitores
Alcides Emanuelli (1136) 11/05/2009 23h05
Alcides Emanuelli (1136) 11/05/2009 23h05
Será que tudo isso não poderia fazer parte da nossa história tão controvertida.
Os problemas agora são outros e bem piores se não houve revolução armada na época do golpe militar, em 1964, hoje existe uma revolução social no seio da sociedade brasileira que mata por ano mais de 46.000 mil pessoas de homicidios.
Se foi errado o golpe no estado pelos militares, tabme erros do outro lado do Rio algumas arruaças armadas que ceifaram vidas de inocentes, os dois lados queriam o Poder para do Poder tirarem todo o lucro possivel para seus grupos.
Os erros dos militares continua até hoje e ninguem faz nada com as aposentadoias vitalicias para as filhas de militares e de alguns malandros.
E os outros estão no Poder e no Poder cedido para eles pelos militares sempre através de conchavos com lucros astronomicos para os dois lados, eles tem o Poder e todo o lucro possivel que conseguem com o Poder.
Mas continuando ontem havia uma ditadura militar, hoje temos uma ditadura dos militares em conjunto com a turma do outro lado do Rio, dos Intelectuais, dos Artistas, dos sindicalistas do Professores que não sabem ensinar e sim inchar o sistema com seu empreguismo.
Esse é o novo modelo de Brasil Patria Amada, onde um Presidente NeoCaudilhesco se denomina Rei dos miseraveis, sendo ele um pertencente de castas nobres com muito dinheiro no bolso para gastar.
Agora saber porque sempre se busca fatos passados e através da burocracia, tirar muito dinheiro do povo, procurando e julgando o passado.
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João Carlos Gagliardi (1239) 11/05/2009 22h12
João Carlos Gagliardi (1239) 11/05/2009 22h12
Governo anuncia abertura de parte dos arquivos sigilosos da ditadura...
Interessante como insistem com o errôneo termo "ditadura".
O que havia no Brasil na época, era uma guerra não declarada.
Os mesmos que criaram uma "Cortina de Ferro"no leste europeu, tentavam agora com a ajuda dos guerrilheiros tupiniquins, inspirados pelo assassino da ilha do Caribe, fazer a mesma coisa no Brasil.
Se o "outro lado", tivesse ganho a luta, hoje contabilizaríamos muitos milhares de mortos, que sempre foi a marca registrada da implantação de regimes comunistas totalitários.
Aquela "ditadura" não foi nada, se comparada ao que nos reservaria a outra opção.
Se hoje reclamam do que aconteceu naqueles dias, foi graças a patriotas que deram suas vidas para garantir a democracia que persiste, a despeito de novas gerações de parasitas, que tentam recriar aquela época.
Não percam tempo em tentar aquilo de novo, seriam derrotados novamente.
Aqui não é a Venezuela...
2 opiniões
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Rui Ruz Caputi Caputi (1245) 11/05/2009 21h48
Rui Ruz Caputi Caputi (1245) 11/05/2009 21h48
Tenho 51 anos, vivi em parte o periodo do regime militar. Agora começo a ter grandes dúvidas sobre o que seria menos pior para o povo. Pergunto cá com os meus botões. Quem se lixaria menos para o povo? Os generais de outrora ou nossos atuais políticos? Lembro-me claramente do Gal. Figueiredo, desafiando os terroristas soltadores de bombas a jogarem as bombas nele e não no povo. Será que nossos politicos atuais teriam o mesmo destermor do Figueiredo?
São fatos historicos incontestáveis, todos cinquentões se recordam com certeza.
sem opinião
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