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Brasil
01/04/2009 - 15h55

Protógenes diz que investigação sobre Camargo Corrêa esconde algo maior e obscuro

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O delegado Protógenes Queiroz, da Polícia Federal, disse nesta quarta-feira que a Operação Castelo de Areia, que investigou doações da construtora Camargo Corrêa a partidos políticos, esconde "algo maior" que ainda virá à tona.

Ao comentar o relatório da PF que omitiu partidos da base aliada governista que teriam recebido doações da construtora, Protógenes disse que algo "obscuro" revela que novas informações sobre a ação da PF serão reveladas.

Carol Guedes/Folha Imagem
Protógenes diz que investigação sobre Camargo Corrêa esconde algo obscuro
Protógenes diz que investigação sobre Camargo Corrêa esconde algo obscuro

"Estou me referindo a fatos que, de início, não são revelados na investigação em razão da compartimentação de que são revertidos esses dados, por isso não podem ser revelados, mas que no futuro podem ser revelados, como no caso da Satiagraha foram revelados", afirmou.

Protógenes trabalhou junto com o juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Federal de São Paulo, durante a Operação Satiagraha. O juiz também foi responsável por autorizar os mandados de prisão na Operação Castelo de Areia. A PF levantou suspeitas sobre o juiz, que teria divulgado trechos da ação com informações referentes a partidos da oposição investigados pela Castelo de Areia.

O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Corrêa, negou nesta terça-feira que a Castelo de Areia tenha beneficiado legendas da base governista nas investigações sobre o suposto repasse irregular de recursos da Camargo Corrêa para partidos políticos.

Ele disse que De Sanctis deve explicar o vazamento de informações sobre doações feitas pela Camargo Corrêa a partidos de oposição --uma vez que tornou público trecho da sua decisão judicial, que autorizou a operação.

"A Polícia Federal não se moveu, não praticou nenhum ato motivado por questões partidárias ou políticas. Agora, os interlocutores é que referiram e falaram nomes de pessoas, instituições e partidos. E essas pessoas estavam sendo interceptadas legalmente. O juiz, ao dar publicidade do seu despacho de decisão, se fundamentou inclusive em alguns desses. Cabe ao juiz e somente ele pode fazer isso [explicar as informações]", afirmou Corrêa.

O relatório da Operação Castelo de Areia, da Polícia Federal, omitiu as doações da construtora Camargo Corrrêa a três partidos políticos: PT, PTB e PV, segundo o "Jornal Nacional", da TV Globo.

Deflagrada na semana passada, a operação desarticulou uma quadrilha especializada em crimes financeiros e lavagem de dinheiro e também menciona sete partidos políticos que podem ter recebido doações ilegais da construtora nas eleições de 2008.

O relatório da PF cita PSDB, DEM, PPS, PSB, PDT, PMDB e PP, que negam caixa dois. A Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) é apontada na investigação como intermediária das doações da empresa a políticos. A entidade nega as suspeitas.

Comentários dos leitores
Luís da Velosa (1228) 20/10/2009 07h06
Luís da Velosa (1228) 20/10/2009 07h06
Quem se desgarou dos preceitos legais está na obrigação de responder e ser punido, se for o caso, pelas arbitrariedades cometidas. É assim que se constrói um Estado de direito. sem opinião
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P Carvalho (7) 12/09/2009 09h31
P Carvalho (7) 12/09/2009 09h31
Estes rábulas calhordas que defendem as empreiteiras,amparados por nossas leis caducas,numa caradepau sem precedentes,informam ao populacho ,não que os anjinhos que defendem a preço de salário de politico brasileiro ,não meteram a mão na grana suja,mas que "as provas apresentadas pelos acusadores são "ilegais"".Pois é,minha gente,bem dizia o mineirinho:o trem tá feio! sem opinião
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Alcides Emanuelli (1781) 24/06/2009 14h32
Alcides Emanuelli (1781) 24/06/2009 14h32
Encontro João entristecido, entre castelos macabros.
O outro joão tenta se enganar, ignorando a realidade e a verdade aceitando o poder corporativista.
Morimoto vê impunidade vergonhosa que não justifica nada e se faz ausente a ética.
Reinaldo implora pelo amor aos brasileiros por lixeiras, para jogar a vergonha no lixo.
Eduardo vê semelhanças entre corporativismo e uma doença terminal, um para a Nação e o Cancer para o corpo do homem, nos dois o espelho de um Brasil destruido por politicos.
Helena, cita o mal maior que vem pelo Poder.
E Samuel não consegue encontrara seriedade que deveria estar no lugar da malandragem.
O que Francisco vê! na publicidade a mola propulsora da corrupção.............
São quase todos brasileiros que querem ver sua Nação livre de amarras e livre para sorrir.
Se continuar a conversar com eles, vamos ver mais brasileiros que tem esperança de um dia ver seu Brasil voltar a sorrir sem medo de voltar a ser feliz.
Um dia o Brasil já teve cidades maravilhosas, já teve politicos incriveis e Nacionalistas, já teve heróis Nacionais.
Mas o tempo foi ingrato com essa Nação e hoje reserva tristezas, violência, destruição corrupção e ódio.
O voto certo, a troca necessária, vai nos levar a esperança que um dia há de vir, e das trévas dos castelos, vamos ver o brilho do Sol da luz da beleza de uma Nação feliz.
Nosso voto faz nossas armas, nossas armas vão nos levar a vitórias contra esse Poder que nos oprime.
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