Tarso e diretor da PF aceitam convite para explicar ao Senado exclusão do PT de relatório
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O ministro Tarso Genro (Justiça) e o diretor-geral da PF (Polícia Federal), Luiz Fernando Corrêa, aceitaram o convite da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado para explicarem aos parlamentares a Operação Castelo de Areia --que investiga supostos crimes financeiros e repasses da construtora Camargo Corrêa para partidos políticos. Os depoimentos foram marcados para 14 de abril, após a Semana Santa.
O convite foi aprovado nesta quarta-feira em uma manobra da base aliada governista na CCJ. Inicialmente, a oposição havia solicitado a convocação do ministro e do diretor da PF no plenário da Casa. Para evitar a convocação, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) se apressou para aprovar o convite na comissão. A diferença é que o convite pode ser recusado, e a convocação é obrigatória.
O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), apresentou requerimento de convocação de Tarso e Corrêa porque ficou irritado com a exclusão de três partidos governistas --PT, PV e PTB-- do relatório final da operação. Mas ficaram de fora do relatório da PF.
No documento que enviou à Justiça Federal, a PF listou sete partidos como possíveis alvos de doações da Camargo Corrêa: PSDB, DEM, PPS, PMDB, PSB, PDT e PP. A oposição criticou especialmente a exclusão do PT do relatório, partido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
"Isso é indesculpável. Não sei se é o caso de CPI [Comissão Parlamentar de Inquérito], mas temos que apurar o que está por trás disso", afirmou Virgílio ao apresentar o requerimento.
Repercussão
O presidente do PSDB, Sérgio Guerra (PE), disse que a PF omitiu "relações que não estão claras" entre a construtora e o governo federal. "Nós não pré-julgamos ninguém, mas de uma coisa estamos certos: no momento em que o governo perde prestígio, essa verdadeira marola [Castelo de Areia] ajuda o governo e o PT", afirmou Guerra.
Em nota oficial, o secretário de Finanças do PT, Paulo Ferreira, confirmou que o Diretório Nacional do PT recebeu doações da empresa Camargo Correa em 2008, mas nenhuma no valor de R$ 25 mil --como teria sido identificado pela PF. Na nota, Ferreira afirma que as doações estão declaradas na prestação de contas que o Diretório Nacional do PT, que será encaminhar ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) até o dia 30 de abril, como determina a lei eleitoral.
A senadora Ideli Salvatti (PT-SC) disse não acreditar no vazamento aleatório de informações da PF para beneficiar os partidos governistas. Na opinião da parlamentar, a oposição não tem motivos para acusar o PT de qualquer envolvimento no episódio.
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Camargo Corrêa?Todas as outras,ODEBRECHT,OAS,
ANDRADE GUTIERREZ,etc...sempre cooperaram com
$$$$ para as campanhas políticas,com todos os par-
tidos políticos,inclusive o PT!!!!
Queremos saber isto sim,quando é que vão ser pu-
nidos os participantes dos escândalos ocorridos des-
de 2004(Mensalão,correios,Sarneygate,etc...),fatos
não esquecidos pela população!!!!
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A Camargo Correa, podia fazer um favor para todos os pagadores de impostos brasileiros e dizer que foi vitima de extosão,
Extorsão; Se uma autoridade cobra dinheiro para agir de uma maneira ou de outra.
Se a Camargo Correa quiser, pode dizer que foi extorquida, e que todas as doações de campanha foram "compulsórias"
O STF não está preparado para lidar com o crime de extorsão, por isso, pode até ser que ele puna algum dos facínoras atualmente em mandato.
Mas, presumo, Camargo Correa jamais fará isso! Seria o mesmo que "Matar a Galinha dos Ovos de Ouro"!
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