Brasil
03/04/2009 - 19h11

Ministro afastado do STJ após Operação Hurricane vai ao STF para manter carro oficial

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da Folha Online

O ministro afastado do STJ (Superior Tribunal de Justiça) Paulo Medina ajuizou uma reclamação no STF (Supremo Tribunal Federal) contra medidas adotadas pelo Conselho de Administração do STJ --como proibição do uso de carro oficial, recebimento da cota anual de passagens e requisição de servidores.

Réu de uma ação penal na qual é acusado de corrupção passiva e prevaricação, Medina foi afastado do cargo de ministro do STJ. O afastamento ocorreu após a Operação Hurricane, da Polícia Federal, que desarticulou em 2007 um suposto esquema de compra de sentenças para beneficiar a máfia dos jogos.

Na reclamação, Medina diz que a decisão do Conselho de Administração do STJ é "uma interpretação abusiva e exorbitante" da determinação do Supremo, que "lhe retirou as prerrogativas inerentes ao cargo de ministro" sem o respeito ao devido processo legal, já que não foi ouvido no processo administrativo do STJ.

Medina ficará afastado do cargo de ministro do STJ enquanto durar o processo. De acordo com a denúncia da PGR (Procuradoria Geral da República), ele teria recebido R$ 1 milhão para emitir decisões que liberavam máquinas de caça-níqueis no Rio. Medina nega todas as acusações.

Na reclamação, Medina afirma que "o cerne do equívoco do Conselho de Administração está em não divisar que as prerrogativas [dele] não estão vinculadas às funções judicantes do cargo, mas à sua condição intacta de ministro do STJ".

Comentários dos leitores
Almir Ferreira (2) 19/11/2009 14h19
Almir Ferreira (2) 19/11/2009 14h19
Não gostei da notícia de que o ministro vai renunciar. O Ministro Joaquim Barbosa passa muita confiança em quem o vê trabalhar. É homem sério, competente e muito digno do cargo que ocupa. O Brasil perde com isto. sem opinião
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Luís da Velosa (1404) 19/11/2009 07h58
Luís da Velosa (1404) 19/11/2009 07h58
Nada mais justo. Apesar do rigor natural da ministra Cármen Lúcia, têm peso, densidade, justeza e clareza, as suas decisões no Supremo Tribunal Federal e no próprio Tribunal Superior Eleitoral. A tarefa é árdua (eleições à vista), mas, certamente, esse fato não assusta à jovem ministra. sem opinião
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ORLANDINO NETO (79) 18/11/2009 18h56
ORLANDINO NETO (79) 18/11/2009 18h56
É lamentável a renúncia do Ministro Joaquim Barbosa do STF, e tenho certeza que a sua coluna é uma desculpa esfarrapada para não denegrir ainda mais a imagem do Planalto, Congresso e STF.
Ministro Joaquim Barbosa a meu entender é um dos poucos homens sérios, competente e íntegro em nossa política.
A entrada de Toffoli deve ter sido o início da gota d'agua, e atráz dessa ocorreu os problemas de nosso "ilústre" José Sarney e sua família querendo MANDAR no STF, como também outros problemas do Senado, e para completar a gota, é a extradição do terrorista Italiano Battisti, pois em todos esses casos o Ministro Joaquim Barbosa deve ter sofrido tanta pressão, mas tanta pressão que sua "coluna" não aguentou...e para resguardar seu nome e da instituição, preferiu renunciar...
Isto é o Brasil, isto é que se chama democracia! Estamos perdendo os bons homens, pois a corrupção, a sacanagem continua no poder e cada vez mais estamos revoltados.
É lamentável que um homem íntegro, honesto, jurista incontestável e de moral ilibida como do Ministro Joaquim Barbosa está sendo "forçado" a deixar o STF com desculpa de dores na coluna somente para resguardar o nome da instituição já dominada por Senadores e políticos corruptos existente em nosso amado Brasil.
O Ministro Joaquim Barbosa, coitado! Está com a coluna em fragalhos após tanta pressão externa, e o povo cada vez mais com o saco cheio de tanta safadeza existente em nosso governo.
sem opinião
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