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Brasil
03/04/2009 - 21h13

Deputado tucano não descarta acareação entre Protógenes e Lacerda

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THIAGO FARIA
colaboração para a Folha Online

Integrantes da CPI dos Grampos na Câmara cogitam pedir uma acareação entre o delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz, que comandou a Operação Satiagraha, e o ex-diretor da Abin (Agencia Brasileira de Inteligência) Paulo Lacerda. Ambos têm depoimentos marcados na CPI para as próximas semanas.

O primeiro a ser ouvido, na quarta-feira (8), será Protógenes. O delegado já avisou que vai detalhar neste novo depoimento o envolvimento de todas as pessoas ligadas ao esquema de irregularidades da Satiagraha durante o seu depoimento.

No dia 15 está marcado o depoimento de Lacerda, que é acusado pelo presidente da CPI, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), de ter mentido sobre a participação de agentes da Abin na operação.

De acordo com Itagiba, as versões que Protógenes e Lacerda apresentaram sobre a Operação Satiagraha foram desmentidas pelas investigações e por servidores da Abin e da PF, que admitiram a cooperação ilegal entre as duas instituições.

"Vai depender do que o Protógenes disser na quarta-feira, se tiver muito conflito a gente vai fazer uma acareação", afirma o deputado federal Vanderlei Macris (PSDB-SP), membro da CPI.

Satiagraha

O tucano também afirmou que a CPI vai recorrer da decisão do juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Criminal Federal de São Paulo, que recusou o pedido de compartilhamento de informações da Satiagraha, feito pela comissão.

No mês passado, integrantes da CPI estiveram em São Paulo para solicitar a quebra do sigilo da investigação e o repasse do conteúdo de escutas clandestinas. Na ocasião, De Sanctis disse que não repassaria os dados sigilosos.

A atitude do juiz irritou os parlamentares da comissão. Após o ocorrido, a CPI aprovou a convocação de De Sanctis para depor.

Comentários dos leitores
Agnaldo Gradice (36) 21/12/2009 22h47
Agnaldo Gradice (36) 21/12/2009 22h47
Se fôr para analisar esse caso a 'sério' da quase um filme alá bang-bang italiana; onde o delegado Protógenes Queirós é o xerife e o banqueiro Daniel Dantas é o mocinho. Onde no final já sabemos quem é que vai se dar mal e quem vai se dar bem. Ou alguém aqui já final algum final diferente? É a lei. Lei feita para os homens do mal e nunca para os homens do bem. sem opinião
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Rolando Frati (123) 21/12/2009 22h36
Rolando Frati (123) 21/12/2009 22h36
Os Juizes de Carreira querem mudar esse País, mais o Sistema não permite. Até quando Presidentes vão ficar fazendo indicações politicas para o Supremo? O Supremo deve fiscalizar inclusive a instituição Presidência da República. sem opinião
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Alguém duvidava que isto fosse acontecer? 4 opiniões
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