Cristovam nega propor plebiscito sobre fechamento do Congresso, mas critica inoperância do Legislativo
MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília
O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) negou nesta terça-feira que tenha proposto a criação de plebiscito para questionar a população sobre o fechamento do Congresso Nacional. Cristovam disse que nunca pensou em elaborar tal proposta e que o episódio não passou de uma "grande confusão".
Segundo ele, a confusão começou depois de afirmar numa entrevista a um programa de rádio no domingo que alguém acabaria propondo uma consulta popular sobre o fechamento do Congresso após os últimos escândalos envolvendo o Senado.
"Nunca apresentei esta proposta. É tudo uma grande confusão. O que falei foi que se continuar com essa onda de denuncismo envolvendo importantes lideranças da Casa, qualquer dia alguém vai propor esse plebiscito para saber se o Congresso deve ser fechado ou não", afiram o pedetista.
Cristovam, que foi candidato à presidência da República na eleição de 2006, disse ainda que não acredita que a proposta do plebiscito surgiria das mãos de um parlamentar. O senador afirmou que ficou impressionado com a repercussão do caso. Cristovam recebeu inúmeros correios eletrônicos criticando a proposta.
Alguns eleitores o acusaram de ser um senador a trabalho da ditadura e defenderam o papel do Congresso para a manutenção da democracia. "Fiquei impressionado com a boa avaliação que os brasileiros fazem do Senado. Fiquei feliz com as inúmeras críticas que recebi. Isso mostra que apesar de enfrentamos um período com grandes dificuldades, ainda temos credibilidade perante a sociedade. E isso é o que mais importa", disse.
A Folha Online apurou que houve forte resistência entre os senadores à declaração de Cristovam. Os parlamentares reclamaram do tom do discurso que o pedetista usou na sessão de ontem no plenário da Casa. Cristovam falou que a "inoperância" dos congressistas justifica a necessidade de plebiscito.
"Não vou retirar a ideia. Deixo o povo comentar: quem é a favor ou contra um plebiscito se deve ou não fechar o Congresso. Até porque as razões para fechar não são apenas as dos escândalos. São as razões da inoperância e são as razões do fato de que estamos hoje em uma situação de total disfunção, diante do poder, de um lado, das medidas provisórias do Executivo e, de outro, das medidas judiciais do Judiciário. Somos quase que irrelevantes", disse Cristovam no plenário do Senado.
Questionado se votaria a favor do fechamento do Congresso, o senador disse que seria um dos principais cabos eleitorais pela manutenção do parlamento aberto. "Um Congresso ruim aberto é melhor que um Congresso fechado", disse.
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Ele repousa a decadas no Senado, na Presidencia...
Só acorda para levar mais alguns R$ para sua conta, arrumar uma boquinha para parentes....
Deveria repousar eternamente mas nao em Berço explendido....
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