Saiba mais sobre o delegado Protógenes Queiroz
da Folha Online
Delegado da Polícia Federal há cerca de dez anos, o carioca Protógenes Pinheiro de Queiroz ganhou notoriedade após comandar a primeira etapa da Operação Satiagraha, que investiga supostos crimes financeiros atribuídos ao banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity. O delegado foi o responsável pelas prisões de Dantas, do ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, e do megainvestidor Naji Nahas. Todos foram soltos.
Logo após a deflagração da operação, em julho de 2008, o delegado foi afastado do comando das investigações pela cúpula da PF. A justificativa, na ocasião, foi um curso que o delegado teria que realizar na sede da corporação, em Brasília.
| 08.jul.2008/Folha Imagem |
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| Protógenes comandou a primeira etapa da Operação Satiagraha, da Polícia Federal |
Quatro meses depois, Protógenes é afastado oficialmente do comando da operação. O delegado Ricardo Saadi assumiu as investigações.
Após a troca no comando, o delegado passou ser investigado por eventuais irregularidades na condução da primeira fase da operação. Ele é acusado de ter pedido informalmente a colaboração de agentes da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) durante as investigações, além de vazar informações da operação.
Em março deste ano, a PF indiciou Protógenes pelos crimes de violação da lei de interceptação e quebra de sigilo funcional. A denúncia, no entanto, ainda não foi apresentada pelo Ministério Público. O inquérito tramita na 7ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo.
As denúncias de irregularidades cometidas por Protógenes ganharam força com reportagem da revista "Veja", em qual o delegado é acusado de ter espionado autoridades como os ministros Dilma Rousseff (Casa Civil) e Mangabeira Unger (Assuntos Estratégicos), o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), e o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes,
Com as novas denúncias, a CPI das Escutas Telefônicas na Câmara resolveu prolongar seus trabalhos e convocar o delegado para novas explicações sobre seu trabalho na operação. Apesar de o presidente da CPI, deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), defender o indiciamento de Protógenes, até então o relator, deputado Nelson Pellegrino (PT-BA), não pretendia incluir o pedido em seu relatório final.
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| Delegado participa de ato político no Rio ao lado da ex-senadora Heloísa Helena (PSOL) |
Político
Desde que foi afastado da Satiagraha, Protógenes começou a percorrer o país realizando palestras e participando de atos políticos. Criticado por sua atuação na operação, usa os eventos para se defender e passa a ser tratado como "herói nacional" por ter prendido Dantas, mais tarde solto por decisão do Supremo.
Apesar de negar a intenção de concorrer a um cargo político em 2010, admite haver um "clamor público" para que seja candidato. Sua aproximação com o PSOL e com a ex-senadora Heloísa Helena (PSOL) aumentam as especulações sobre suas intenções políticas.
Por sua participação na campanha de um candidato do PT nas eleições municipais do ano passado, a PF abre procedimento interno para investigar Protógenes.
Delegado
Além da Satiagraha, Protógenes também participou de operações da PF com grande repercussão. Entre elas, o operação da PF que resultou na prisão do contrabandista Law Kin Chong e as investigações de fraudes e evasão de divisas no caso Corinthians/MSI.
Desligado do DIP (Diretoria de Inteligência Policial) após o afastamento da Satiagraha, assume cargo na CGDI (Coordenação Geral de Defesa Institucional), órgão ligado à Direx (Diretoria Executiva).
Na nova função, trata de conflitos relacionados com indígenas, sem-terra e demais temas ligados à segurança institucional.




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