Brasil
14/04/2009 - 13h25

Deputado usou cota de passagens para pagar viagem de Adriane Galisteu e outros artistas

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

O deputado Fabio Faria (PMN-RN) utilizou a cota de passagens aéreas a que tem direito para pagar viagens de artistas. A Câmara custeou bilhetes aéreos para a apresentadora Adriane Galisteu, sua ex-namorada, para os atores Kayky Brito, Sthefany Brito e Samara Felippo.

Segundo a assessoria da apresentadora, Galisteu vai comentar o assunto após às 19h30.

O deputado divulgou nota nesta terça-feira afirmando que foram identificadas "falhas pontuais, mas que já corrigiu o erro devolvendo o dinheiro aos cofres do Legislativo.

A assessoria do deputado, no entanto, informou que as despesas com viagens de Adriane Galisteu não foram ressarcidas. A explicação é de que ela era companheira do deputado na época.

Segundo reportagem do site "Congresso Em Foco", foram pagas sete viagens para a apresentadora e sua mãe, Emma Galisteu, entre 2007 e 2008. Somadas, as passagens da apresentadora, da mãe e do amigo custaram à Câmara cerca de R$ 11 mil.

O deputado afirma que teria ressarcido aos cofres da Câmara as passagens pagas para atores Kayky Brito, Sthefany Brito e Samara Felippo participarem do carnaval fora de época em Natal, em dezembro de 2007. Eles foram convidados para o camarote que o deputado organizou para o evento.

Cada parlamentar tem direito a uma cota mensal de R$ 16.010,83 para gastar em passagens aéreas. Não há restrições para o uso das passagens. A Mesa Diretora da Casa chegou a estudar medidas para coibir abusos, mas, pressionada, voltou atrás e estabeleceu apenas que apenas um servidor de cada gabinete será responsável por administrar as passagens.

Faria afirmou na nota que deixou sob os cuidados de seus assessores a responsabilidade na reserva dos bilhetes aéreos. "A questão relativa à emissão de passagens aéreas é uma atribuição administrativa com a qual nunca lidei pessoalmente, deixando os detalhes dessa tarefa burocrática a cargo do corpo técnico de meu gabinete. Sempre orientei o corpo técnico de meu gabinete para que atuasse em consonância com os documentos legais em vigor", disse.

O deputado, que é conhecido pelo bom trânsito entre os artistas, teria ainda reservado passagens para a cantora Preta Gil, e as atrizes Priscila Fantin, sua ex-namorada, e Débora Secco --que acabaram canceladas.

Pelo menos outras duas pessoas ligadas ao meio artístico também voaram, na mesma ocasião, com os créditos da Câmara: a empresária Maiz Oliveira, sobrinha da atriz Luma de Oliveira, e o cantor Fábio Mondego, vocalista da banda Los Imposibles, dos atores Marcelo Serrado e Marcelo Novaes. As passagens emitidas em nome dos artistas, pela Gol, custaram R$ 5.326,72.

Comentários dos leitores
Antonio Fouto Dias (2694) 07/11/2009 17h57
Antonio Fouto Dias (2694) 07/11/2009 17h57
Caro M Miq, 06/11 - 00h55
Não foi só menções neste espaço, como a divulgação da notícia pela mídia, de que foram os governistas que empacaram a votação, como os próprios governistas já mencionaram o fato, tanto na Câmara como no Senado.
Basta assistir tanto a TV Câmara como a TV Senado que, quando focado o assunto, quem se manifesta contrário é puramente os parlamentares da base aliada ao governo.
A realidade inquestionável da necessidade de aprovação desse projeto, está na colocação efetuada por nossa colega leitora Meyre Cima, publicado as 23h22 de 04/11, em que consta que ela se aposentou com 6.8 salários mínimos sendo que hoje recebe apenas 2.5 e, se não houver a aprovação desses projetos, não perdurará muito para que ela receba apenas um salário mínimo.
Nesse contexto, onde está o governo do social?
Para ele social é apenas aquelas pessoas que não tem nehum rendimento e que um bolsa-família pode lhe dar votos, será apenas isso? Sds.
sem opinião
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Antonio Fouto Dias (2694) 07/11/2009 13h44
Antonio Fouto Dias (2694) 07/11/2009 13h44
ESSA NOVA LEI DOS PRECATÓRIOS NÃO É NADA MAIS DO QUE UMA FORMA DE CALOTE OU LEGALIZAÇÃO PARA ATRAZO DO PAGAMENTO DE DÍVIDAS JUDICIAIS PELAS ADMINISTRAÇÕES PÚBLICAS.

Comentnário enviado as l3h32 de 04/11 e não publicado.
sem opinião
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Antonio Fouto Dias (2694) 07/11/2009 13h39
Antonio Fouto Dias (2694) 07/11/2009 13h39
Caro M Miq, 06/11 - 00h55
Não foi só menções neste espaço, como a divulgação da notícia pela mídia, de que foram os governistas que empacaram a votação, como os próprios governistas já mencionaram o fato, tanto na Câmara como no Senado.
Basta assistir tanto a TV Câmara como a TV Senado que, quando focado o assunto, quem se manifesta contrário é puramente os parlamentares da base aliada ao governo.
A realidade inquestionável da necessidade de aprovação desse projeto, está na colocação efetuada por nossa colega leitora Meyre Cima, publicado as 23h22 de 04/11, em que consta que ela se aposentou com 6.8 salários mínimos sendo que hoje recebe apenas 2.5 e, se não houver a aprovação desses projetos, não perdurará muito para que ela receba apenas um salário mínimo.
Nesse contexto, onde está o governo do social?
Para ele social é apenas aquelas pessoas que não tem nehum rendimento e que um bolsa-família pode lhe dar votos, será apenas isso? Sds.
sem opinião
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