Deputado usou cota de passagens para pagar viagem de Adriane Galisteu e outros artistas
MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília
O deputado Fabio Faria (PMN-RN) utilizou a cota de passagens aéreas a que tem direito para pagar viagens de artistas. A Câmara custeou bilhetes aéreos para a apresentadora Adriane Galisteu, sua ex-namorada, para os atores Kayky Brito, Sthefany Brito e Samara Felippo.
Segundo a assessoria da apresentadora, Galisteu vai comentar o assunto após às 19h30.
O deputado divulgou nota nesta terça-feira afirmando que foram identificadas "falhas pontuais, mas que já corrigiu o erro devolvendo o dinheiro aos cofres do Legislativo.
A assessoria do deputado, no entanto, informou que as despesas com viagens de Adriane Galisteu não foram ressarcidas. A explicação é de que ela era companheira do deputado na época.
Segundo reportagem do site "Congresso Em Foco", foram pagas sete viagens para a apresentadora e sua mãe, Emma Galisteu, entre 2007 e 2008. Somadas, as passagens da apresentadora, da mãe e do amigo custaram à Câmara cerca de R$ 11 mil.
O deputado afirma que teria ressarcido aos cofres da Câmara as passagens pagas para atores Kayky Brito, Sthefany Brito e Samara Felippo participarem do carnaval fora de época em Natal, em dezembro de 2007. Eles foram convidados para o camarote que o deputado organizou para o evento.
Cada parlamentar tem direito a uma cota mensal de R$ 16.010,83 para gastar em passagens aéreas. Não há restrições para o uso das passagens. A Mesa Diretora da Casa chegou a estudar medidas para coibir abusos, mas, pressionada, voltou atrás e estabeleceu apenas que apenas um servidor de cada gabinete será responsável por administrar as passagens.
Faria afirmou na nota que deixou sob os cuidados de seus assessores a responsabilidade na reserva dos bilhetes aéreos. "A questão relativa à emissão de passagens aéreas é uma atribuição administrativa com a qual nunca lidei pessoalmente, deixando os detalhes dessa tarefa burocrática a cargo do corpo técnico de meu gabinete. Sempre orientei o corpo técnico de meu gabinete para que atuasse em consonância com os documentos legais em vigor", disse.
O deputado, que é conhecido pelo bom trânsito entre os artistas, teria ainda reservado passagens para a cantora Preta Gil, e as atrizes Priscila Fantin, sua ex-namorada, e Débora Secco --que acabaram canceladas.
Pelo menos outras duas pessoas ligadas ao meio artístico também voaram, na mesma ocasião, com os créditos da Câmara: a empresária Maiz Oliveira, sobrinha da atriz Luma de Oliveira, e o cantor Fábio Mondego, vocalista da banda Los Imposibles, dos atores Marcelo Serrado e Marcelo Novaes. As passagens emitidas em nome dos artistas, pela Gol, custaram R$ 5.326,72.
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Meirelles afirma, por meio de sua assessoria, que solicitou o avião para transportá-lo de São Paulo para Brasília e que apenas no momento do embarque soube que, "por solicitação da Presidência", o filho de Lula e mais 15 pessoas "aproveitariam o voo da aeronave colocada à disposição do BC".
A viagem do Boeing começou em Gavião Peixoto (SP), levando a Brasília militares a serviço da Aeronáutica. Eram 17h, já perto da capital federal, quando o comandante recebeu ordem de voltar a São Paulo.
O Boeing voltou e pousou às 19h em Guarulhos, onde foi abastecido. O comandante recebeu nova ordem: os passageiros embarcariam em Congonhas, não em Guarulhos.
O Sucatinha partiu de Guarulhos às 20h30. Como já havia sido abastecida, a aeronave teve que ficar voando por uma hora para gastar combustível e ingressar nas condições de pouso em Congonhas, onde aterrissou às 21h30.
Os militares foram deslocados para a parte traseira, para que os novos passageiros embarcassem. A decolagem foi às 23h. O avião chegou a Brasília uma hora e 40 minutos depois.
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