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Brasil
14/04/2009 - 17h06

Suplentes fazem lobby no Congresso por aprovação de 7.000 vagas de vereadores nas Câmaras

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

Um grupo de 400 suplentes de vereadores de várias regiões do país está percorrendo os corredores do Senado e da Câmara para pedir a promulgação da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que cria 7.000 vagas vagas nas Câmaras Municipais. A CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado deve votar amanhã o parecer do senador Valter Pereira (PMDB-MS), que trata da redução orçamentária das Câmaras.

A proposta original prevê uma queda de R$ 1,5 bilhão nos repasses para os vereadores. A expectativa, no entanto, é de que o texto do relator estabeleça um impacto menor. A faixas seriam entre 4% e 7% da receita tributária e das transferências não vinculadas dos municípios.

Pela PEC, que foi aprovada na Câmara, a distribuição é realizada de acordo com as receitas de cada cidade e coloca os percentuais entre 2% e 4,5%. Passam a ser cinco faixas 4,5% para municípios com até R$ 30 milhões de arrecadação, 3,75% para os de R$ 30 milhões a R$ 70 milhões, 3,5% entre R$ 70 milhões e R$ 120 milhões, 2,75% entre R$ 120 milhões e R$ 200 milhões e 2% para as cidades com receita superior a R$ 200 milhões.

Atualmente, pela Constituição, o total da despesa dos municípios variam de 5% a 8% --levando em consideração o índice populacional, sendo o máximo de 8% para municípios com até 100 mil habitantes, e o mínimo, de 5%, para população acima de 500 mil habitantes.

Segundo o presidente da FLB (Frente Legislativa Brasileira), Cornélio Alves, os suplentes defendem a redução nos repasses paras as câmaras. Eles querem acelerar a votação da proposta porque sem essa parte do texto o aumento de 7.343 vereadores fica suspenso. A ampliação do número de vereadores espera para ser votada pelo plenário da Câmara.

"Estamos dando a sociedade o que os eleitores queriam. Não há aumento nas vagas. Há uma recomposição porque essas cadeiras já existiam, mas em 2004 o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu retirá-las e deixar para o Congresso avaliar", disse Alves.

Polêmica

A discussão sobre a PEC dos Vereadores é considerada polêmica. Os ex-presidentes do Senado, Garibaldi Alves (PMDB-RN), e da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), travaram uma batalha em torno do texto. Os senadores desmembraram a proposta separando o aumento e a redução orçamentária. Os senadores aprovaram apenas o aumento das vagas.

Chinaglia considerou inconstitucional a manobra dos senadores e recusou promulgar o texto. A disputa foi parar no STF (Supremo Tribunal Federal), mas os atuais comandos da Câmara e do Senado entraram em acordo para que as duas partes fossem analisadas, votadas e só então, caso sejam aprovadas, sejam promulgadas.

Comentários dos leitores
Antonio Fouto Dias (2733) 13/11/2009 16h11
Antonio Fouto Dias (2733) 13/11/2009 16h11
Legislativo brasileiro:
Senado: 03 senadores por Estado
Câmara Federal: 513 deputados federais;
Camaras Municipais: mínimo de 9 e máximo de 55 vereadores.
Até o golpe militar de 64, o senado tinha como representação 02 senadores por estado, e o governo militar criou a chamado senador biônico, cuja vaga se tornou permanente, passando a 03 a repersentação de cada estado.
Como deveria ser, segundo a manifestação de boa parte da população brasileira:
Senado retorno a 02 representantes por Estado;
Câmara federal: redução proporcional à do senado, o que faria que dos 513 caísse para 341 e este número deveria ser fixo, mesmo com a criação de novos estados futuramente.
Câmaras Municipais o mínimo de nove permaneceria, no entanto o máximo cairia de 55 para 39 ou 41 com uma justa distribuição do número para cada município, segundo sua população.
Existem pessoas, inclusive no meio político que defendem a convocação de uma assembléia constituinde independente e julgo que essa seria a única forma de saída para que aconteçam as reformas tão necessárias, como a eleitoral, tributária, da previdência entre outras.
Os membros dessa assembléia constituinte não poderiam ter vínculo com nenhum partido e nem poder participar de eleições futuras por um determinado tempo.
Além da elaboração de uma nova constituição mais atual, também elaborariam a legislação complementar, pois os atuais parlamentares além de não terem condições para isso, estão muito comprometidos com a política atual.
sem opinião
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milton spina (21) 12/11/2009 23h54
milton spina (21) 12/11/2009 23h54
Quem foi eleito com voto popular o irmão do ministro em marilia ou o ministro stf?
acordammmmmmmmmmmmmmm.
Democracia e aquele eleito pelo voto popular.
esses suplentes foram votados sim.
e os deputados e senadores foram eleitos pelo voto popular??
cadê a democracia.
entrega o país aos ministro do stf.
sem opinião
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milton spina (21) 12/11/2009 23h48
milton spina (21) 12/11/2009 23h48
Oito ,esses são os poderosos do país, stf, vamos fechar a camara e congresso já.
Quem foram eleitos os ministros do stf ou homens e mulheres quem estão na Câmara e no Con gresso.
Os suplentes foram eleitos sim.
Com votos populares.
Quantos votos popular teve esses ministros pra desidir
a vida de uma nação.
rasgue a constituição.
feche a camara e o congresso.
entrega o país para os burocratas que dizem entendidos .
se vale pra 2012. vale também para 2008.
acorda deputados .............
acordem senadores................
a vitima e a sociedade brasileira.
voltamos a era da ditadura.
poucos decidem por muitos.
2 opiniões
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