Governo do Pará quer aumentar prazo para recuperação de desmate
JOÃO CARLOS MAGALHÃES
da Agência Folha, em Belém
Sob a justificativa de tentar fortalecer a regularização fundiária no Pará, o governo do Estado quer alterar uma lei estadual e aumentar de nove para 30 anos o prazo para que fazendeiros paraenses recuperem as áreas desmatadas ilegalmente de suas propriedades.
Ontem, o secretário do Meio Ambiente, Valmir Ortega, entregou o projeto com as mudanças ao presidente da Assembleia Legislativa, Domingos Juvenil (PMDB). Como a governadora Ana Júlia Carepa (PT) tem maioria na Casa, a medida deve ser aprovada.
A atual legislação paraense é de 2002, e é mais rígida do que o Código Florestal Brasileiro, que já estabelece o prazo de 30 anos. Nesse período, o proprietário deverá reflorestar a área desmatada em sua fazenda até chegar a 80% de floresta --percentual previsto em lei e chamado de reserva legal.
Para Ortega, a medida diminuirá o receio dos fazendeiros em se inscrever no CAR (Cadastro Ambiental Rural), que lista os donos e os limites exatos das terras, o que permite aferir quanto já foi degradado ou sofreu corte raso. Segundo estimativa do governo, há de 5 mi a 7 mi de hectares que devem ser recuperados no Pará.
Hoje, disse o secretário, apenas 500 das 250 mil propriedades do Pará foram cadastradas. Isso apesar de uma resolução do Banco Central, do ano passado, que obriga o proprietário a estar no CAR para conseguir acesso a crédito. O cadastro é considerado um instrumento essencial para a regularização fundiária da Amazônia.
Adalberto Veríssimo, da ONG Imazon (Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia), que apoia a mudança na lei, vê a ideia do governo com "otimismo cauteloso".
Para ele, mais importante do que a definição do tempo de recuperação, é que a reserva legal no Estado seja mantida em 80%. O Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) cogita diminuir esse percentual para 50% no oeste paraense.
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Assim, não se vai a lugar,algum.
Enquanto o Governo,tratar o assunto, de forma "política, para o Inglês, ver",não passaremos do desmatamento desordenado, e exploração dos recursos,concentração de rendas, etc...,ficará por aí.
A Amazônia e seu processo de desmatamento,requer, a meu ver, a constituição de uma COMISSÃO de notáveis, nas areas de infraestrutura,energia,agricultura,recursos naturais,engenharia de obras,e desenvolvimento sustentável,urbanismo e implantação de cidades e PESSOAS.
Estes, selecionados , reunidos e remunerados, para tal, elaborariam um PROJETO COMPLETO, incluindo o Gerenciamento do mesmo - um plano Marshall Tupiniquim - para Desenvolvimento, da região de abrangência, integrado, a fim de ocupação racional, autosustentável e harmonico.
" FOCO e Desenvolvimento TOTAL "
Teriamos aí, sim o maior PAC , do MUNDO , por 20 anos, futuros.
Até que poderia ocorrer,por osmose, o envolvimento
dos países vizinhos, que margeiam o rio Amazonas.
Dinheiro, pelo visto, não FALTA.Basta organizar e mandar " BALA ".
Aposto neste MEGA PROJETO, como Vitorioso.
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Existem diversas areas desmatadas que agora estão com pastagem degradada.
Grande parte dos ruralistas querem mesmo é vender madeira e lucrar muito. Depois vendem a terra aos pequenos produtores rurais (isto aconteceu e acontece em todo o Brasil).
Outra coisa, se o solo da amazonia não mudou, quando desmatarem aquilo-lá, vai tudo virar deserto.
O solo dos EUA e EUROPA é diferente daqui, possui quantidade de argila diferente e capacidade de armazenamento de água diferente, não dá para comparar.
Decisão técnica e não política.
Muitas ONGs são honestas mais que os políticos de plantão.
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