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Brasil
15/04/2009 - 09h17

Juízes resistem a audiência gravada em DVD e pedem a transcrição em papel

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FREDERICO VASCONCELOS
FLÁVIO FERREIRA
da Folha de S.Paulo

A gravação em vídeo de audiências criminais enfrenta resistências no Tribunal de Justiça de São Paulo. Alguns desembargadores preferem examinar os recursos no papel e estão devolvendo as gravações em DVD para que os juízes providenciem a transcrição, o que duplica o trabalho na primeira instância.

Uma mudança no Código de Processo Penal abriu a possibilidade de que os interrogatórios de réus e os depoimentos de testemunhas sejam gravados em áudio e vídeo. Os juízes não precisam ditar as respostas de réus e de testemunhas para a escrevente nem aguardar a transcrição dos estenotipistas. No prazo de uma audiência tradicional, é possível realizar três ou quatro com vídeo.

Os desembargadores alegam que ler páginas de depoimentos toma menos tempo do que assistir aos DVDs.

O juiz Edison Aparecido Brandão, da 5ª Vara Criminal no Fórum da Barra Funda, fez a primeira audiência em vídeo, em 1997, em Campinas (SP). Para ele, mais importante que a economia de tempo é a fidelidade da prova e seu acesso por advogados e tribunais: "A gravação permite uma revolução na prova, que é repetida como foi feita".

Diretor da Apamagis (Associação Paulista dos Magistrados), Brandão criou um kit que a entidade vende aos juízes por R$ 345 (um gravador de DVD, três microfones de mesa, três conectores e webcam). Cerca de 200 magistrados já compraram o pacote, pagando do próprio bolso.

Em outubro, pesquisa da Apamagis revelou que 19% dos entrevistados consideram necessária a degravação dos DVDs, enquanto 81% acham que não.

Em fevereiro, a Corregedoria Geral da Justiça determinou que as varas e os cartórios deveriam fazer a transcrição em papel. Sem funcionários, os juízes reclamaram. O presidente da seção criminal do TJ-SP, desembargador Eduardo Pereira dos Santos, emitiu um parecer tornando desnecessária a transcrição.

"O primeiro grau não tem como fazer a transcrição. Se for para ter audiência gravada, e depois fazer a transcrição, é melhor fazer o convencional", diz o juiz Richard Francisco Chequini, assessor da presidência da seção criminal do TJ-SP. "Não adianta fechar os olhos para o processo virtual", diz Chequini.

A Apamagis propôs a criação de um setor de degravação no próprio tribunal.

Comentários dos leitores
Pasqual Evangelista (5) 26/11/2009 18h23
Pasqual Evangelista (5) 26/11/2009 18h23
Tem pessoas que não sabem distinguir entre STF e TSE.
O ministro Joaquim Barbosa renunciou ao TSE e não ao Supremo Tribunal Federal.
E ainda falam muitas bobagens. A justiça não de ser feita pela força da opinião publica e sim pelos ditames da Constituição Federal. Nos meus 64 anos não existe maior maria-vai-com-as-outras do que pseudos intelectuais que parecem não ter poder de raciocinio próprio.
sem opinião
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Edelweiss Lyrio (2) 26/11/2009 16h46
Edelweiss Lyrio (2) 26/11/2009 16h46
A degradação moral de nossas intituições políticas foram ao fundo poço com a ascenção dos novos "chefes da câmara e senado,com o beneplácito do chefe dos chefes. sem opinião
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Almir Ferreira (2) 19/11/2009 14h19
Almir Ferreira (2) 19/11/2009 14h19
Não gostei da notícia de que o ministro vai renunciar. O Ministro Joaquim Barbosa passa muita confiança em quem o vê trabalhar. É homem sério, competente e muito digno do cargo que ocupa. O Brasil perde com isto. 2 opiniões
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