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Brasil
15/04/2009 - 13h41

Em blog, Protógenes se diz injustiçado e atribui afastamento da PF a Dantas

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da Folha Online

O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz criticou hoje o seu afastamento da corporação. A PF decidiu afastá-lo até o final do processo disciplinar que apura se Protógenes falou em nome da corporação durante comício em Minas Gerais.

Em mensagem direcionada ao "povo brasileiro" e "internautas" postada em seu blog, Protógenes diz que "causa perplexidade" "a sequência de datas [em] que os fatos acontecem". "Tudo leva a crer que se trata de mais uma atitude, possivelmente, em favor do banqueiro condenado Daniel Dantas, semelhante a uma orquestra lufa-lufa."

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Protógenes comandou a primeira fase da Operação Satiagraha, que investia supostos crimes financeiros atribuídos a Dantas, do Opportunity. A reportagem não localizou a assessoria do Opportunity por telefone. Já o setor de Recursos Humanos do banco pediu que a reportagem enviasse um e-mail informando qual era a informação solicitada. Nenhuma resposta foi dada até as 13h33 desta quarta-feira.

Em seu blog, Protógenes lista uma série de datas para embasar sua argumentação. Ele cita a coincidência da data do final do processo disciplinar aberto contra ele: 8 de julho de 2008. É o aniversário de um ano da deflagração da Operação Satiagraha, da qual ele foi afastado depois.

Protógenes diz que entende que seu afastamento é uma "mensagem direta da organização criminosa, chefiada pelo banqueiro condenado, espalhados no do aparato estatal".

"Sinto-me injustiçado pela inversão de papéis que vem ocorrendo no cotidiano. O que leva a crer que haja, de fato, uma intenção de desmoralização da autoridade policial judiciária. Não só a mim, mas também a outros policiais e autoridades da Satiagraha. Considero que o trabalho de juízes federais, procuradores da República e delegados federais é colocado sob suspeição, enquanto o foco principal, o crime perpetrado pelos investigados do colarinho branco, desaparece das atenções", diz ele no blog.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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