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Brasil
17/04/2009 - 19h01

Hélio Costa admite ter usado cota de passagens e diz que ressarcirá recursos

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O ministro Hélio Costa (Comunicações) usou a cota de passagem aérea do senador Wellington Salgado (PMDB-MG) para viajar com familiares aos Estados Unidos em janeiro deste ano. Em nota oficial divulgada nesta sexta-feira, o ministro reconheceu a utilização da cota de Salgado para patrocinar a viagem, mas disse que vai ressarcir os recursos ao Senado.

O ministro argumenta que utilizou as passagens da Casa Legislativa depois de ser convidado a proferir palestra em Miami (EUA), no dia 8 de janeiro. Ele disse que solicitou a cota do Senado porque não conseguiu acomodar sua família em programas de milhagem.

Costa argumentou que o gasto seria "muito maior" caso utilizasse a passagem oferecida pelo governo federal aos ministros de Estado, em primeira classe --no valor de US$ 8 mil.

"Tendo apenas duas semanas de férias e não podendo conciliar as datas, abrindo mão do direito que tenho, como ministro de Estado, a viajar de primeira classe ao custo de aproximadamente US$ 8 mil, solicitei que minha viagem fosse feita com créditos de milhas para mim e minha família", afirmou.

Costa disse que vai compensar os créditos do Senado por meio dos programas de fidelidade da companhia aérea TAM. Se a transferência não for viável, Costa disse estar disposto a ressarcir os cofres do Senado.

"Estou encaminhando requerimento à Mesa do Senado Federal, por intermédio do senador Wellington Salgado, solicitando informações sobre o procedimento adotado por minha assessoria e, em caso de dúvida, não hesitarei em repor o custo total das passagens", afirmou.

Reportagem do site Congresso em Foco, que publicou a denúncia contra o ministro, afirma que não é a primeira vez que o suplente presta favores a Costa usando a estrutura do Senado.

A Folha revelou que a secretária de confiança do ministro, Eliana Maria de Jesus, continuava recebendo pelo Senado, mas trabalha como assistente parlamentar no gabinete de Salgado --que é suplente de Costa.

Comentários dos leitores
Gabriel Ramos (87) 11/12/2009 14h23
Gabriel Ramos (87) 11/12/2009 14h23
"Sarney diz que decisão do STF sobre censura a jornal deve ser respeitada". Vivemos a época da "censura institucional" promovida pela elite corrupta. E ainda têm o topete de afirmar que devemos aceitá-la sem reclamar!!! 1 opinião
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Leon Diniz Diniz (429) 10/12/2009 19h40
Leon Diniz Diniz (429) 10/12/2009 19h40
"Decisão Judicial não pode ser considerada censura à imprensa". Estas foram às palavras do ministro Gilmar Mendes há meses atrás diante de jornalistas que o interpelaram a respeito do cerceamento da liberdade de um importante jornal da capital paulista. Diante de tal afirmação já era possível imaginar o veredicto que seria dado no STF no momento em que os advogados deste jornal fosse buscar guarida contra a mordaça nas barras da Suprema Corte. A decisão não surpreendeu a maioria dos brasileiros que já conhece a orientação que nos últimos anos tem norteado aquela Corte. Por maioria de votos eles mantiveram a Liminar que sustenta a censura. Porém o mais surpreendente foi o voto do sábio ministro Eros Graus, ele deu o voto a favor da manutenção da Liminar alegando que, "a censura só existe onde há a ausência da Lei". Com todo respeito ministro, mas o senhor se esqueceu que no regime do arbítrio de 1964, existia Lei e até uma Constituição o que não impedia que as liberdades mais singelas fosse violadas por aqueles que se achavam donos do Brasil e acima da Lei. E eu que imaginava uma suprema decisão a favor a liberdade de imprensa, sofri uma suprema decepção com a mais alta Corte do meu país. 5 opiniões
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Leon Diniz Diniz (429) 10/12/2009 19h37
Leon Diniz Diniz (429) 10/12/2009 19h37
"Decisão Judicial não pode ser considerada censura à imprensa". Estas foram às palavras do ministro Gilmar Mendes há meses atrás diante de jornalistas que o interpelaram a respeito do cerceamento da liberdade de um importante jornal da capital paulista. Diante de tal afirmação já era possível imaginar o veredicto que seria dado no STF no momento em que os advogados deste jornal fosse buscar guarida contra a mordaça nas barras da Suprema Corte. A decisão não surpreendeu a maioria dos brasileiros que já conhece a orientação que nos últimos anos tem norteado aquela Corte. Por maioria de votos eles mantiveram a Liminar que sustenta a censura. Porém o mais surpreendente foi o voto do sábio ministro Eros Graus, ele deu o voto a favor da manutenção da Liminar alegando que, "a censura só existe onde há a ausência da Lei". Com todo respeito ministro, mas o senhor se esqueceu que no regime do arbítrio de 1964, existia Lei e até uma Constituição o que não impedia que as liberdades mais singelas fosse violadas por aqueles que se achavam donos do Brasil e acima da Lei. E eu que imaginava uma suprema decisão a favor a liberdade de imprensa, sofri uma suprema decepção com a mais alta Corte do meu país. 3 opiniões
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