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Brasil
25/04/2009 - 09h20

Projeto que proíbe uso de milhas está parado há 2 anos na Câmara

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BRENO COSTA
da Agência Folha, em Belo Horizonte

Enquanto a Câmara se prepara para votar em plenário medidas moralizadoras contra a farra das passagens, está parado há dois anos projeto de lei que proíbe agentes públicos de fazerem uso pessoal de milhas acumuladas em viagens bancadas com dinheiro público.

O tema das milhas não entrou na lista de medidas anunciadas pelo presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), na última quarta. Entre elas estava a proibição do uso da cota dos congressistas para bancar viagens de parentes.

O projeto de lei nº 156/2007 obriga a transferência das milhas para a unidade orçamentária responsável pelo custeio da viagem. É de autoria do deputado Sérgio Barradas Carneiro (PT-BA), de fevereiro de 2007.

Depois, seguiu para a Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público. O projeto está parado na comissão desde 16 de abril daquele ano.

Só anteontem, em meio à polêmica sobre as passagens, o projeto voltou a ganhar vida. O deputado Marcio Junqueira (DEM-RR) vai relatar o projeto. Ele afirmou já ter usado milhas para viagens alheias ao mandato, mas disse ser contra o uso pessoal delas.

O deputado disse que irá "tocar o projeto em ritmo acelerado", mas que, antes de redigir o relatório, vai ouvir "todos os setores envolvidos, inclusive as companhias aéreas".

As empresas são um dos empecilhos à aprovação do projeto, além da resistência dos próprios congressistas. Gol e TAM informaram que seus programas são voltados só para pessoas físicas e que a transferência de milhas não é permitida. A TAM informou que, para pessoas jurídicas, possui a opção de "acordos corporativos", com negociação de "vantagens".

No Senado, projeto semelhante foi apresentado em 1999 pelo ex-senador Lúcio Alcântara (PR, ex-PSDB). Após ser aprovado na Comissão de Assuntos Sociais e receber parecer favorável da Comissão de Constituição e Justiça, o projeto acabou sendo arquivado em 2007, antes de ir a plenário.

O arquivamento foi provocado por uma resolução aprovada em 2002 pelo Senado, que previa o arquivamento de projetos em tramitação há duas legislaturas, salvo quando ao menos um terço dos senadores requisitasse a continuidade da tramitação --o que não aconteceu.

Na Assembleia Legislativa de Minas, projeto similar ao da Câmara, apresentado em abril de 2007, também está parado. Desde dezembro de 2007, está engavetado na Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária, após o relator ter pedido sua retirada de pauta.

Comentários dos leitores
juarez honorato Martins (51) 11/12/2009 09h07
juarez honorato Martins (51) 11/12/2009 09h07
Aí barata tonta(3477). Quem está te pagando para escrever tanta tolice? Provavelmente voce não tem o que fazer, para ficar no computador escrevendo essas besteiras. Lula tem 83 por cento de aprovação, e voce deve ser um dos miseros 14 por cento que o desaprovam. Deixe de ser preconceituoso e vá trabalhar. sem opinião
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flavio petry (4) 11/12/2009 01h22
flavio petry (4) 11/12/2009 01h22
É uma maravilha lermos uma notícia como essa...aprovado o aumento dos servidores, sem questionamentos nem nada.Que maravilha! Enquanto isso, os aposentados... mas não vamos estragar o quão maravilhoso está tudo, pois se até o presidente Lula vai tirar o povo da m... então não vamos falar no rombo da Previdencia nem no deficit da Presidencia.Ano que vem teremos eleições e até agora não consegui decidir entre os dois candidatos potenciais(Serra x Dilma) qual o menos sofrivel... sem opinião
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josé reis barata barata (3479) 10/12/2009 08h33
josé reis barata barata (3479) 10/12/2009 08h33
Imprensa livre.
Então pergunto: é possível falar em imprensa livre com o derrame de verbas públicas sobre os meios de comunicação realizado pela : Pe tro brás, Banco do Bra sil, Cx. Eco nô mica, congêneres e similares? É possível encontrar aqui e ali discussão ou repugno a este ou aquele caso em particular (filho do Sarney, por exemplo) mas, jamais, sobre a mais terrível mordaça: a moeda que corrompe não somente a liberdade física , alcançando a de expressão, de escrever; porém, atinge mentes e corações forjando uma Nação de mitos, hipocrisias e inverdades! De um Povo que, sequer, pensa além do nariz e concede 83% com um país destroçado pela miséria de vez que não concede um mínimo de segurança, saúde e educação única maneira de propiciar uma largada igual para as escassas oportunidades da maratona da vida em um sistema cujo fundamento é a propriedade e acumulação dela.
sem opinião
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