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Brasil
28/04/2009 - 13h59

Câmara deve anistiar casos antigos de mau uso de passagens aéreas por deputados

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

A decisão da Câmara de limitar o uso de passagens aéreas da Casa somente aos deputados e seus assessores diretos não atinge os parlamentares que cometeram irregularidades na utilização da cota área no passado. O presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), disse que vai analisar individualmente os casos passados para definir se haverá punições aos parlamentares, mas sinalizou que eles devem ser anistiados.

"Os casos pretéritos se regem com normas diversas. Vamos pedir pareceres para decidir o que fazer com o passado. Eu não posso definir o que é crime, o que não é. [...] Nunca houve farra de passagens, o sistema anterior autorizava o crédito", afirmou.

Entre as denúncias que resultaram no episódio conhecido como "farra das passagens" está a utilização da cota por mais de 100 parlamentares que financiaram viagens de familiares ao exterior. Outros deputados financiaram viagens de terceiros sem qualquer vínculo com atividades parlamentares.

O deputado Fabio Faria (PMN-RN), por exemplo, usou sua cota para pagar viagens a artistas para participarem de um carnaval fora de época, à ex-sogra e à ex-namorada Adriane Galisteu, apresentadora de TV. O deputado Eugênio Rabelo (PP-CE) que usou sua cota para bancar passagens de um time de futebol.

Segundo reportagem publicada nesta segunda-feira pela Folha, Rabelo bancou com dinheiro da Câmara 77 passagens para 27 jogadores, dois técnicos e três dirigentes do Ceará Sporting Club --além de parentes e amigos dos atletas e radialistas encarregados de cobrir os jogos do time de futebol.

Restrições

Os líderes partidários decidiram nesta terça-feira restringir o uso das passagens somente aos deputados e assessores diretos, desde que autorizados pela Terceira Secretaria da Câmara. Também ficam proibidas viagens ao exterior com a cota de passagens da Câmara.

O valor da cota, que passa a ser chamada de "verba de transporte aéreo", também não poderá ser acumulado de um ano para o outro, como ocorre atualmente.

Comentários dos leitores
Nelson Vaughan (126) 08/12/2009 17h45
Nelson Vaughan (126) 08/12/2009 17h45
Lógico que os políticos não votarão a favor do projeto "ficha suja", pois quase todos as têm. Contudo, a aprovação ou existência dessa lei pouco importa, pois óbvio que basta não votar nos candidatos que têm ficha suja. É muito mais simples e prazeroso para o eleitor. Mas infelizmente a realidade é que os currais eleitorais e o incentivo do governo federal para a vagabundagem falam mais alto. Por isso nunca vamos ser uma nação de verdade. 1 opinião
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wellington Silva (8) 08/12/2009 17h41
wellington Silva (8) 08/12/2009 17h41
Luiza Erundina é uma das RARÍSSIMAS políticas honestas deste país! É lamentável que tenhamos juízes que cumpram a lei com uma mulher que em sua carreira política tem um apto e dois carros, enquanto verdadeiros gorilas dos desvios públicos, como Maluf, estão soltos sem opinião
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Bolinha da Lulu (749) 08/12/2009 17h36
Bolinha da Lulu (749) 08/12/2009 17h36
Manchete;
Projetos do pré-sal devem adiar votação da proposta sobre candidatos com "ficha suja"
Eles vão empurrar esse projeto dos ficha suja até ninguém mais se lembrar e tudo continuará como antes no quartel de abrantes.
O Certo é criar um colegiado de juristas que possam realizar a reforma eleitoral e fiscal, onde só se cria polêmica e sobre o salário dos servidores públicos e mordomias Impedindo que eles possam legislar em proveito próprio e assim esse colegiado seguir regras pré definida pela população em um plebiscito e assim estabelecer os meios para o colegiado agir. Como não serão reeleitos ou ter um mandato na câmara, não agiram por interesse corporativistas, exceto se houver caixa 2 como de hábito. Isso passaria a ser função da PF e com um referendo popular para sua aprovação.
Só precisamos de mais cultura e compreensão da sociedade brasileira sobre a roubalheira geral que existe no Brasil sobre os benefícios que a população perde com isso. Assim a corrupção diminuirá a níveis, digamos, aceitáveis, pois será impossível dizima-la.
sem opinião
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