Brasil
01/05/2009 - 11h26

Protógenes diz que indiciamento de Dantas foi "vitória" e nega candidatura

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EPAMINONDAS NETO
da Folha Online

O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz disse que o indiciamento do banqueiro Daniel Dantas, do grupo Opportunity, não foi uma vitória pessoal, mas uma "vitória do povo brasileiro". Ele também negou sua candidatura a algum cargo político.

Protógenes foi convidado pela Força Sindical para as comemorações do 1º de Maio em São Paulo, em um evento público que anualmente reúne mais de um milhão de pessoas.

"Eu não considero que foi a minha vitória, foi a vitória da justiça brasileira, a vitória do povo brasileiro e a vitória do Brasil. A Justiça brasileira fez nada mais nada menos o que o país queria", afirmou.

A Polícia Federal indiciou no último dia 27 o banqueiro Daniel Dantas, sua irmã Verônica Dantas e mais quatro diretores do Opportunity por crimes financeiros. Todos eles foram indiciados por gestão fraudulenta, evasão de divisas, empréstimo vedado, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Na CPI das Escutas Clandestinas da Câmara (a CPI dos Grampos), no entanto, Dantas e Protógenes, além do ex- diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Paulo Lacerda, foram poupados.

Afastado da Polícia Federal, Protógenes foi evasivo ao comentar sobre seu possível retorno às atividades normais após o resultado da CPI dos Grampos.

"Vamos esperar a decisão interna da Polícia Federal. Na minha avaliação, a exemplo do que aconteceu em outros processos administrativos, envolvendo outras autoridades, [o afastamento] é fruto de uma injustiça, de uma perseguição interna, que não pode prosperar", afirmou.

Ele disse também que recebeu um "generoso convite" da Força Sindical para participar do evento. "Eu falei: 'eu tenho que me unir a essa grande massa crítica trabalhadora para reafirmar os compromissos de servidor publico junto à população e junto ao Brasil'", disse.

"Não sou candidato a nada, não tenha filiação partidária e estou muito à vontade para fazer esse tipo de afirmação, enquanto cidadão. Qual dos senhores aqui presentes não vão ficar indignados de ir ao centro de São Paulo, naquele quadrilátero da rua Vitória e ver crianças de cinco anos se drogando?", questionou.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Igor Bevilaqua (730) 25/11/2009 09h14
Prestem atenção que são os que deveriam ser investigados, os que nomeiam e colocam em cargos importantes, personagens de seus interesses..., cito como exemplo a "POLÍCIA FEDERAL"..., depois da troca de comando, depois do afastamente forçado do Delegado Protógenes..., nunca mais prendeu um deputado ou senador ou ainda magistrados envolvidos em roubos, escândalos, venda de sentenças e corrupção e etc..., então, tem duas hipóteses..., ou tem "GENTE DE CASA" no comando..., ou da noite para o dia..., "TODOS ELES FICARAM HONESTOS"..., o que, eu, particularmente, acho impossível. sem opinião
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Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Luís da Velosa (1424) 25/11/2009 08h12
Deu-me boa impressão o questionamento feito pelo Senado ao Dr. Trezza e as suas respostas equilibradas. Discrição, Dr. Trezza. Todo o Brasil está aguardando que a gestõ de V.Sa. se revista de sabedoria, de equidade e de força. sem opinião
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Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Nelson Vaughan (111) 22/11/2009 13h58
Infelizmente o STJ decide, mais uma vez, de forma política e em defesa de interesses particulares, envolvendo-se politicamente nas decisões. É uma pena ver o poder judiciário se prestar pasra isso. sem opinião
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