Lula defende uso de passagens por mulheres e admite que levou sindicalistas para Brasília
CIRILO JUNIOR
da Folha Online, no Rio
Atualizado às 13h25.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu hoje que usou a cota de passagem aérea da Câmara, quando foi deputado federal, para levar sindicalistas para Brasília. Para Lula, não é crime usar a cota de passagem aérea para essa finalidade.
"Não acho crime deputado dar passagem para o dirigente sindical ir a Brasília. Eu, quando era deputado em Brasília, muitas vezes convoquei dirigentes da CUT e de outras centrais para se reunirem [lá] com passagens no meu gabinete", disse Lula.
Lula afirmou que nunca usou as cotas de passagens para levar parentes para o exterior. Graças a Deus não levei nenhum filho meu para a Europa. Mas acho que o deputado levar mulher para Brasília, qual é o crime?", questionou.
O presidente chamou de hipocrisia as denúncias sobre o uso irregular da cota de passagens aéreas da Câmara pelos deputados federais. Para o presidente, não é crime o deputado usar a cota para levar a mulher para Brasília.
"Existe uma hipocrisia muito grande nessa história da Câmara. Sempre foi assim. Não vejo onde está o tamanho do crime em levar a mulher ou o sindicalista para Brasília", disse ele.
O presidente afirmou que não é correto dar passagens da Câmara para parentes e amigos. "Não acho correto, mas não acho crime dar passagem para outra pessoa. O problema do Brasil não é esse. Isso pode ser corrigido por decisão da Mesa [Diretora da Câmara]", disse. "Esse não é o mal do Brasil. Se o mal do Brasil fosse esse, o país não teria mal."
Para o presidente, a mídia está dando importância demais para o caso da farra das passagens. "A imprensa está dando dimensão demais para uma coisa que pode ser corrigida pela Mesa. Isso já está na imprensa há mais ou menos um mês."
Segundo Lula, é hora do Congresso começara trabalhar para aprovar projetos importantes para o país. "Temos coisas importantes para discutir e aprovar no Congresso Nacional."
Lula já havia minimizado ontem a farra das passagens. "Eu não sei porque vocês vendem como novidade o que acontece na Câmara. Qual é a novidade que vocês descobriram? Que um deputado utiliza passagem? Isso é utilizado desde que o Congresso é Congresso, gente."
Ontem, ele disse que todo país tem seus problemas. "Qual é o país que não tem um problema? É preciso parar com a mania de achar que somente no Brasil é que tem determinadas coisas. Qual o país que tem o poder de fiscalização que tem o Brasil? Qual é o país do mundo que tem um Ministério Público como nós temos? Qual é o país do mundo que tem um Tribunal de Contas como nós temos?", questionou.
Restrições
A Câmara dos Deputados restringiu a cota de passagens aéreas aos deputados e assessores autorizados após uma série de denúncias sobre o uso dos bilhetes. O deputado Fábio Faria (PMN-RN), por exemplo, usou sua cota para pagar viagens a artistas para participarem de um Carnaval fora de época, à ex-sogra e à ex-namorada Adriane Galisteu, apresentadora de TV.
O deputado Eugênio Rabelo (PP-CE), por sua vez, usou sua cota para bancar passagens de um time de futebol.
Agora, os créditos de bilhetes aéreos não utilizados retornarão para a Câmara e não poderão mais ser usados pelos deputados. Viagens ao exterior, para missão parlamentar, precisarão de autorização especial.
Hipocrisia
Lula rebateu ainda as críticas ao aumento de gastos do governo com pessoal. Ele chamou essa crítica de hipocrisia e defendeu a criação do dia nacional da hipocrisia.
'O caro não é pagar bem para quem sabe. Caro é contratar um monte de incompetente para fazer uma função nobre e não corresponder. "Estamos fazendo e queremos fazer mais. Existe muita hipocrisia e por isso tem que se criar o dia de hipocrisia no país."
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Não foi só menções neste espaço, como a divulgação da notícia pela mídia, de que foram os governistas que empacaram a votação, como os próprios governistas já mencionaram o fato, tanto na Câmara como no Senado.
Basta assistir tanto a TV Câmara como a TV Senado que, quando focado o assunto, quem se manifesta contrário é puramente os parlamentares da base aliada ao governo.
A realidade inquestionável da necessidade de aprovação desse projeto, está na colocação efetuada por nossa colega leitora Meyre Cima, publicado as 23h22 de 04/11, em que consta que ela se aposentou com 6.8 salários mínimos sendo que hoje recebe apenas 2.5 e, se não houver a aprovação desses projetos, não perdurará muito para que ela receba apenas um salário mínimo.
Nesse contexto, onde está o governo do social?
Para ele social é apenas aquelas pessoas que não tem nehum rendimento e que um bolsa-família pode lhe dar votos, será apenas isso? Sds.
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A realidade inquestionável da necessidade de aprovação desse projeto, está na colocação efetuada por nossa colega leitora Meyre Cima, publicado as 23h22 de 04/11, em que consta que ela se aposentou com 6.8 salários mínimos sendo que hoje recebe apenas 2.5 e, se não houver a aprovação desses projetos, não perdurará muito para que ela receba apenas um salário mínimo.
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