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Brasil
04/05/2009 - 14h45

PMDB pressiona Lula para demitir Múcio da coordenação política

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

As articulações do PMDB para conquistar a coordenação política do governo podem ganhar contornos oficiais. A bancada do PMDB no Senado estuda a elaboração de um documento para pressionar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a entregar o cargo do ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) ao partido. O texto traria falhas do ministro nas negociações com o Congresso.

A ideia do documento teria partido do líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). A Folha Online apurou que os peemedebistas devem argumentar no documento a derrota nas negociações para a prorrogação da extinta CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), a falta de um posicionamento claro durante as últimas eleições para a presidência do Senado, na qual PT e PMDB estiveram em lados opostos, além das dificuldades em tratar de cargos para aliados.

Na briga por mais espaço no primeiro escalão, os peemedebistas esperam ganhar o apoio dos petistas. Para tentar convencer os correligionários do presidente Lula a apoiar a saída de Múcio, líderes do PMDB devem lembrar a disputa pelo comando da Comissão de Infra-estrutura, conquistada pelo senador Fernando Collor (PTB-AL).

Dono da quarta maior bancada na Casa, com 13 senadores, o PT reivindicava a presidência da comissão de infraestrutura após PMDB, DEM e PSDB terem feito suas escolhas. O PTB, no entanto, venceu apesar de ter apenas sete senadores. Múcio saiu em defesa de Collor.

Além do cargo de Múcio, os peemedebistas reconhecem que querem a revisão de demissões na Infraero de indicados políticos do partido. Líderes consideraram "arbitrárias" exonerações. Entre os demitidos estão Oscar Jucá, irmão do líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e Taciana Canavarro.

Robusto

Os ataques dos peemedebistas podem ter surtido efeito. O ministro participou nesta segunda-feira da reunião da coordenação política, que reúne os principais integrantes do governo, mas evitou os jornalistas. Múcio não fez o tradicional resumo do encontro. A tarefa foi repassada ao ministro Guido Mantega (Fazenda).

Questionado sobre a ausência de Múcio, Mantega negou qualquer relação com a pressão do PMDB e sustentou que o ministro está seguro no cargo. "O ministro [Múcio] está bem e robusto", disse Mantega.

Comentários dos leitores
Antonio Fouto Dias (2888) 16/12/2009 21h46
Antonio Fouto Dias (2888) 16/12/2009 21h46
Que matêria!!!!!
É de interesse nacional e em primeira mão:
- "Sarney mudou o grarda-roupa"
Muitas vezes a imprensa é criticada, no entanto, para essa matéria, permitam-me questionar:
-A imprensa não tem mais o que fazer?
Me desculpem.
sem opinião
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Antonio Fouto Dias (2888) 16/12/2009 21h26
Antonio Fouto Dias (2888) 16/12/2009 21h26
Sobre a Assembléia Constituinte independente, como mencionei, torna-se necessária sim, em virtudes de que os atuais parlamentares não possui nenhumas condições para tal.
Entretanto, no caso de sua instalação, creio que deveria ser com quem não tem comprometimento nenhum com partidos políticos, melhor ainda se não possuirem filiação partidária, nem com o governo ou qualquer atividade direta ou indireta da administração pública, quer nacional, estaduais ou municipais.
Que seus integrantes não tenha nenhuma pretenção a cargo político e melhor ainda, se houver uma determinação de que não poderão se candidatar em pelo menos dois mandatos seguintes à promulgação da nova Constituição.
Pessoas representativas dos diversos setores da atividade, sem que estejam enganjadas em interesse de quem quer que seja, mesmo que seja de algum setor produtivo ou não.
INDEPENDENTE É INDEPENDENTE, PORTANTO, SEM NENHUM VÍNCULO COM AS INSTITUIÇÕES PÚBLICAS, SOMENTE ASSSIM CONSEGUIRÃO O SEU OBJETIVO.
sem opinião
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Antonio Fouto Dias (2888) 16/12/2009 21h17
Antonio Fouto Dias (2888) 16/12/2009 21h17
Felismente o Senado praticou um ato de bom senso, ao regeitar a indicação de Paulo Rodrigeus Vieira para a Agência Nacional das Águas, o qual havia sido indicado pelo PMDB, sempre esse partido, no que se refere a indicação para nomeações; nada contra ele, porém, o interessante é saber de quem vem a indicação, pois não se trata de outros, se não Sarney e Renan, a dupla dinâmica mais conhecida do Senado. sem opinião
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