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Brasil
05/05/2009 - 07h48

Governo da Bahia autoriza abertura de documentos da ditadura

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MATHEUS MAGENTA
da Agência Folha, em Salvador

O governo da Bahia publicou ontem decreto no "Diário Oficial" do Estado que cria uma comissão para encontrar e divulgar documentos de órgãos públicos estaduais da época do regime militar (1964-1985).

O projeto, chamado Memórias Reveladas das Lutas Políticas na Bahia, será coordenado pela Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos, com a participação de representantes da Polícia Militar, da Polícia Civil e de uma fundação ligada à Secretaria da Cultura.

Os técnicos do governo ainda irão decidir quem terá acesso aos documentos encontrados. O governo não soube informar em quais órgãos serão feitas as buscas. O decreto estabelece que os trabalhos devem ser concluídos em 180 dias.

Segundo o governador Jaques Wagner (PT), a medida não tem caráter de retaliação ou vingança, mas de "direito à verdade".

Sobre as opiniões dos ministros Tarso Genro (Justiça) e Paulo Vannuchi (Direitos Humanos), que defendem que as torturas praticadas nesse período devem ser julgadas como crimes comuns, e não políticos, Wagner discordou e afirmou que a "Lei da Anistia foi criada para pacificar a sociedade" e deve ficar intacta.

"Nossos mortos podem dormir em paz", afirmou a ex-secretária da Justiça e Direitos Humanos Marília Muricy, que deixou o cargo ontem. O novo secretário é o deputado federal Nelson Pellegrino (PT-BA), que foi relator da CPI dos Grampos.

O governador não teme uma eventual repetição da queima de arquivos do mesmo período na Base Aérea de Salvador, em 2004. Segundo ele, a abertura dos arquivos ocorrerá "com absoluta tranquilidade".

Naquele ano, documentos de órgãos civis e militares de repressão sobre grupos e organizações que divergiam do regime foram encontrados queimados. Nenhum responsável pela destruição dos papéis foi encontrado.

Comentários dos leitores
luiz breyner (14) 05/12/2009 20h28
luiz breyner (14) 05/12/2009 20h28
A verdade sobre a ditadura militar sempre fica escondida por vários interesses escusos. Em primeiro lugar não houve no Brasil nenhuma preocupação em redemocratizar o país, quem queria derrubar os militares queria uma ditadura de esquerda, que na época chamavam-na de ditadura do proletariado. Por outro lado, a ditadura começou a não obedecer os americanos. A coisa piorou quando Geisel se negou mandar tropas para São domingos. Na verdade os americanos sempre foram liberais, mas nunca foram democratas. Quem manda lá são os órgãos de inteligência. Presidente lá é mesma coisa da coroa inglesa. 1 opinião
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João Tavares (4) 05/12/2009 18h15
João Tavares (4) 05/12/2009 18h15
Paulo Maluf e a odiosa perseguição, passados 39 anos Maluf recebe ACP (Ação Civil Pública), mais uma acusação ridícula, mentirosa e caluniosa. Como tem sido contumaz contra Maluf, "A força das falsas acusações não derivam do seu conteúdo, mas sim na aposta da sua repercussão". Perguntamos a falsa acusação atual é para desviar o foco de qual escândalo ou de contexto internacional ou em relação ao projeto de lei 265/2007 do deputado federal Paulo Maluf (...) "se ficar comprovado de modo a deixar expressa a responsabilidade de quem ajuiza (ACP) ação civil pública, popular e de improbidade temerária, com má-fé, manifesta intenção de promoção pessoal ou visando perseguição política". Felizmente, manchetes como esta não enganam mais ninguém. Seus eleitores votam com gosto e mesmo raiva pelas falsas acusações faladas, mas nunca provadas. Com o pré-julgamento e a condenação midiática pela grande mídia (primeiro se divulga, depois se apura?). Tem sido assim principalmente em anos eleitorais: 1970,1982,1998,2002,2004 em 2005 foi o único preso político no Brasil, com espetáculo global e shows midiáticos; mas em 2006 foi eleito deputado federal com a maior votação nominal do País, 739.827 mil votos, sendo votado em todos os 645 municípios deste Estado. Em 2009 ACP do MPF contra Maluf. Em 2010, ano eleitoral, qual será a falsa acusação que irão inventar? Paulo Maluf está escrevendo um livro, já apelidado de "livro bomba", para ser publicado depois de sua morte. Perseguido ad eternum sem opinião
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Do que será que que todos da situação tem medo, e só se aproximar ano eleitoral que começam as perseguições contra o Dep. Paulo Maluf,estão dando muito na cara.Será que não está acontecendo nada de mais sério nesses País.A corrupção descambou,a violência está em patamares absurdos,o transito está matando mais que a guerra Iraque,e ficam querendo se promover em cima do Dep. Paulo Maluf,tá parecendo coisa encomendada. 4 opiniões
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