Nova relatora da CPI dos Grampos adia votação do relatório final por 24 horas
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
A CPI das Escutas Clandestinas da Câmara adiou para amanhã a votação do relatório final da comissão. A nova relatora da CPI, deputada Iriny Lopes (PT-ES), pediu o adiamento por 24 horas para analisar os quatro votos em separado apresentados ao texto final do deputado Nelson Pellegrino (PT-BA) --que se licenciou da Câmara para assumir a Secretaria de Justiça da Bahia.
Iriny Lopes considerou "inédito" assumir a relatoria da CPI no momento da votação do texto final, elaborado integralmente por Pellegrino. "Eu acho que não é muito corriqueiro que alguém assuma a relatoria no momento em que o relatório está sendo votado. É inédito. Espero compreensão por parte dos membros desta CPI e deste presidente", afirmou.
A relatora disse que, apesar de conhecer integralmente o texto de Pellegrino, precisa de pelo menos 24 horas para analisar os votos em separado apresentados pela oposição, PSOL, deputado Marcelo Itagiba (PMDB-RJ) e pelo deputado Laerte Bessa (PMDB-RJ). "Apesar de subscrever o relatório do Pellegrino, preciso analisar os votos em separado e na medida do possível tentar construir entendimentos os mais amplos possíveis", afirmou a relatora.
A CPI vai tentar buscar um acordo entre o texto final e os votos em separado para evitar que a disputa seja solucionada em votação. A principal divergência está nas sugestões de indiciamentos dos protagonistas da Operação Satiagraha, da Polícia Federal.
Enquanto Pellegrino inocenta o delegado Protógenes Queiroz, o banqueiro Daniel Dantas e o ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) Paulo Lacerda, a oposição e Itagiba sugerem os indiciamentos dos três protagonistas da Operação Satiagraha --Protógenes e Lacerda por falso testemunho e Dantas por interceptação clandestina.
O PSOL apresentou um terceiro voto em separado para livrar Protógenes do indiciamento, com a sugestão do indiciamento de Dantas. Laerte Bessa apresentou o voto com o pedido para que Pellegrino retire os indiciamentos de Idalberto Araújo e da delegada Eneida Taguary por suposta execução de escuta ambiental sem prévia autorização judicial.
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http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u606408.shtml
Está na hora da OEA intervir no SENADO e enviar observadores internacionais, caso contrário, o SENADO brasileiro entrará numa crise sem precedentes e isso poderá desestabilizar a democracia no país e a OEA deve obrigar a colocar os Senadores para trabalhar e votar os projetos encalhados e acabar de vez com a ganância pelo poder e cuidar dos seus proprios interesses e de seus partidos políticos.
O SENADO está sendo uma vergonha para o Brasil, parem com esta guerra e coloque a pauta de votação em dia!!!
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