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Brasil
11/05/2009 - 11h52

Marido de Yeda nega que tenha recebido dinheiro de campanha da governadora do RS

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da Folha Online

O presidente do Instituto Teotônio Vilela do Rio Grande do Sul, Carlos Crusius, negou ter recebido dinheiro da campanha da governadora Yeda Crusius (PSDB). Em entrevista ao jornal "Zero Hora", Crusius disse que nunca viu "R$ 400 mil juntos" na vida. Yeda também nega a existência do caixa dois.

Jefferson Bernardes/Palácio Piratini
Yeda Crusius chamou de "requentação" o teor dos áudios citados pela revista "Veja"
Yeda Crusius chamou de "requentação" o teor dos áudios citados pela revista "Veja"

Segundo reportagem da revista "Veja" desta semana, gravações feitas pelo empresário Lair Ferst, um dos ex-coordenadores da campanha tucana em 2006, revelam que Crusius recebeu R$ 400 mil em espécie. A conversa entre era entre Ferst e Marcelo Cavalcante, ex-assessor de Yeda, encontrado morto em fevereiro, em Brasília.

Para a revista, os áudios mostram que Cavalcante admite que, depois do segundo turno da eleição de 2006, coletou R$ 200 mil da Alliance One e outros R$ 200 mil da CTA Continental, empresas de fumo.

"Isso não aconteceu, como não aconteceu aquela denúncia do PSOL, de que teria ocorrido uma reunião com empresários e um cara passou não sei quantos mil na mesa. É absoluta loucura. Aí tu vais dizer: "Ah, mas tem uma fita". Me mostrem a fita. É impossível ter uma fita onde eu esteja recebendo R$ 400 mil do Marcelo. Se isso existir, é tão falso como uma nota de três pilas, é montado", disse Crusius ao "Zero Hora".

Segundo a revista, a viúva de Cavalcante, Magda Koenigkan, afirmou que o dinheiro teria sido usado para comprar a casa onde Yeda mora. As duas empresas negaram ter contribuído ilegalmente para a campanha.

Com base nas denúncias da revista, a oposição deve protocolar nesta semana requerimento para abertura de nova CPI para investigar o caso.

A seção gaúcha da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) também vai requerer hoje ao Ministério Público Federal a divulgação das gravações que ligam a governadora e assessores ao caixa dois.

Com Agência Folha

Comentários dos leitores
O Pacificador (205) 26/11/2009 12h04
O Pacificador (205) 26/11/2009 12h04
"Servidores ameaçam greve contra plano de Yeda Crusius..."
Motivados por quem é contra a "meritocracia".
Que coisa horrível essa meritocracia, não é?
Aonde já se viu? Premiar quem trabalha mais, se esforça mais, supera metas...
Que coisa absurda...
O legal mesmo, para quem pensa assim, é a aquela imensa vala comum da mesmice...
Onde quem faz mais, é porque "quer aparecer"...
Tem gente, que ainda não percebeu que estamos no século XXI...
3 opiniões
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Igor Bevilaqua (733) 25/11/2009 09h24
Igor Bevilaqua (733) 25/11/2009 09h24
Pelo jeito..., pode ter "áudio, filme, pedaços de gente, dinheiro na cueca, ambulâncias, mensalões, mansões sonegadas, 181 diretores, fantasmas e etc...e etc..., podem ter milhares de provas contundentes contra "políticos e autoridades"..., nada disso vai adiantar e nada disso vai servir como provas..., neste país, para alguém ir para a cadeia e ser punido só tem um jeito..., precisa ser "POBRE"..., aí então, com poucas ou nenhuma prova, vai para a cadeia com certeza..., a Yeda, Agaciel, Zoghbi, Sarneys, Dantas, asseclas e quadrilhas, jamais serão presos ou sofrerão algum tipo de penalidade..., a grana alí é das grossas e o "stf" jamais vai deixar serem penalizados. 3 opiniões
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Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h03
Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h03
Alguém pode me dizer quando um ocupante do poder executivo foi preso, municipal, estadual ou federal? Se devolveram algum centavo para os cofres públicos.? 2 opiniões
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