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Brasil
12/05/2009 - 11h50

Senado decide em 60 dias enxugamento de diretorias; estudo propõe aumento salarial

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O Senado vai decidir nos próximos 60 dias se vai implementar a reforma administrativa apresentada à instituição pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) nesta terça-feira. Depois de quase dois meses de trabalho, a fundação resumiu em oito páginas as sugestões de mudanças a serem adotadas pela Casa Legislativa --entre elas, a redução das atuais 41 diretorias para apenas sete.

Das 181 diretorias identificadas no Senado, a FGV encontrou 41 com servidores que efetivamente ocupavam cargos de direção. Essas 41 diretorias vão ser reduzidas para sete, segundo o estudo, mas os 34 ex-diretores restantes vão manter os atuais salários se as funções forem excluídas.

Segundo o estudo, das sete diretorias que vão ser mantidas no Senado, pelo menos cinco diretores vão ter aumento salarial. A FGV sugeriu a criação de uma nova classificação salarial para cinco diretores, que vão ter reajuste nos seus vencimentos. Os outros dois dos sete diretores vão continuar ganhando o teto do funcionalismo na Casa --o diretor-geral do Senado, Alexandre Gazineo, e a secretária-geral da Mesa, Claudia Lyra.

A FGV estima que as mudanças vão trazer economia estimada em R$ 650 mil mensais. Como os diretores vão continuar com os atuais vencimentos ou terão reajustes salariais, a fundação estima que os cortes vão ocorrer na base dos servidores --especialmente entre os comissionados.

Nos próximos 30 dias, o Senado vai deixar o estudo disponível na internet para que os senadores e funcionários da Casa tenham acesso ao seu conteúdo e apresentem sugestões ao texto principal. O Senado vai ter mais 30 dias para analisar as sugestões dos parlamentares e servidores. Somente depois dos 60 dias de análise, o Senado poderá dar início efetivamente à implementação das medidas.

"Essa reforma não vai ser resultado de uma vontade pessoal. Eu não sou daqueles que gosta de soltar fogos de artifício nem alardear, ou alguém que quer qualquer tipo de promoção pessoal. É com o desejo de bem servir a função que me foi entregue", disse o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP).

O senador disse que não vai fazer da reforma um "espetáculo", mas ressaltou que espera chegar a um "bom final" para que a Casa implemente mudanças na sua estrutura.

Sarney havia solicitado o estudo à FGV no final de março para executar uma "ampla reforma administrativa" na Casa. O estudo foi consequência das denúncias de irregularidades encontradas na instituição, entre elas o número de 181 servidores que ocupavam cargos de diretoria.

Cargos

O estudo sugere a extinção de funções comissionadas em cargos já ocupados por servidores efetivos que exercem as mesmas funções. A FGV também sugere que a diretoria-geral da Casa deixe de ser um "órgão central de coordenação e execução" do Senado e passe a ser uma "diretoria-geral de administração".

A análise da FGV também sugere a eliminação de "paralelismos, sobreposições e distorções" encontradas na Casa, com a eliminação de gabinetes de diretores, adjuntos e assessoria técnica e administrativa.

O diretor da FGV, Bianor Cavalcanti, disse que a fundação sugeriu mudanças que efetivamente podem ser implementadas na Casa, sem "cortes pirotécnicos que possam comprometer o funcionamento" do Senado. "Não temos a palavra levianos. O Senado tem uma função importante e devemos desempenhar o nosso papel em função do que esta Casa exige", afirmou.

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (765) 13/12/2009 10h51
Igor Bevilaqua (765) 13/12/2009 10h51
Caro Sr José Sarney..., para você e sua família a decisão do "stf", dessa vez deve ser respeitada porque encobre todas as falcatruas e maracutaias que o "ESTADÃO" poderia estar divulgando, envolvendo gente de sua família..., como sabemos "TODOS", os seus familiares vivem "MAMANDO" nas tetas públicas..., vivendo das mordomias que a máquina pública oferece aos corruptos..., não só eles como também namorados e namoradas e amigos e etc..., só o Sr e seus familiares acham que a decisão do desacreditado "stf" tem que ser respeitada..., o "RESTO DO PAÍS", tem opinião contrária..., ou seja..., esse tribunal não tem a "PALAVRA MOR", como era de se esperar..., está totalmente desacreditado pela sua insistente eficiência em livrar a cara de corruptos e bandidos..., todos os corruptos e bandidos, quando o cinto aperta, procuram amparo, proteção e suporte no "stf", e são "PRONTAMENTE ATENDIDOS"..., com o Sr e sua prole, não foge à regra..., esse é um dos casos mais "DESCARADOS" de censura a favor de corrupção.
Ps: E os documentos da Satiagraha...???, será que já estão nas mãos dos advogados do Oportunity...???, é só uma questão de tempo..., o Ministro Joaquim Barbosa poderia ficar atento a esse caso, que caminha para o arquivamento ou engavetamento..., tanto faz..., o final é uma reta só..., já faz muito tempo que é assim.
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Saulo Mundim Lenza (668) 12/12/2009 09h44
Saulo Mundim Lenza (668) 12/12/2009 09h44
Pois é minha gente, mas vocês se esquecem que a PTzada, para se manter lá na ilha da fantasia, precisa do apoio do cangaceiro Sarney.
Logo, ele manda mesmo e não pede.
Apoia o Lula em troca de receber favores.
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Luís da Velosa (1466) 12/12/2009 07h31
Luís da Velosa (1466) 12/12/2009 07h31
Devemos respeitar e cumprir as decisões do Supremo, mas, jamais no que for impossível. "Ninguém está obrigado ao impossível." E será sempre um impossível amordaçarmos a Imprensa, sob pena de não alcançarmos a plenitude do que almejamos sob lutas, lágrimas, muito sangue, mortes de entes queridos, etc., o Estado democrático de direito no Brasil, mesmo quando, ainda, como se vê, sofremos lancinante golpe do guardião da Constituição. Não devemos acariciar condutas que ferem e tentam esfarrapar a democracia, seja de quem for. Comungo com o pensamento, sempre lúcido e consequente, do professor, ministro do STF, CARLOS AYRES BRITTO. 1 opinião
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