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Brasil
12/05/2009 - 15h05

Reforma no Senado transforma diretorias em departamentos e não corta salários

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

A proposta de reforma administrativa no Senado proposta hoje pela FGV (Fundação Getúlio Vargas) não traz, na prática, amplas mudanças na estrutura da instituição como prometido pelo presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP). Apesar de o estudo recomendar a extinção de 34 diretorias no Senado, a proposta transforma os órgãos com status de direção em departamentos ou sub-coordenações --com os salários atuais mantidos para os seus ocupantes.

As 41 diretorias do Senado, identificadas pela FGV, vão ser transformadas em sete. Mas os 34 diretores que vão perder as funções de chefia vão permanecer com os mesmos salários atuais --classificados como FC-09 (função comissionada), com gratificações em torno de R$ 2.300.

Os setes diretores que serão mantidos em suas funções também foram beneficiados pelo estudo. Cinco deles vão ter reajustes salariais, enquanto outros dois vão manter os salários no teto dos valores pagos aos servidores da Casa --o diretor-geral do Senado, Alexandre Gazineo, e a secretária-geral da Mesa, Claudia Lyra.

O diretor da FGV, Bianor Cavalcanti, saiu em defesa do projeto de reestruturação administrativa do Senado elaborado pela fundação. Cavalcanti disse que os técnicos da FGV não são "levianos" para sugerirem cortes desnecessários na instituição. "É uma mudança bastante significativa. Não temos a palavra levianos. O Senado tem uma função importante e nós devemos desempenhar o nosso papel em função do que esta Casa exige", afirmou.

Em março, o Senado disse ter 181 servidores na Casa como ocupantes de cargos de diretoria. A FGV identificou que, dos 181 funcionários, apenas 110 são nomeados como "diretores". Desse total, 41 efetivamente ocupam cargos de direção.

Os 110 órgãos encontrados pela FGV com supostos "diretores" em seu comando são, na prática, servidores que ocupam cargos de assessoria ou posições de "níveis intermediários" na Casa. Pela proposta, os 110 servidores também vão manter os atuais salários exercendo funções similares às atualmente encontradas no Senado.

A fundação justifica o estudo com o argumento de que vai permitir "simplificar a estrutura e melhorar o desempenho do Senado". Sarney, por sua vez, disse que a proposta da FGV é o "primeiro passo na direção de um amplo processo de reestruturação" da Casa.

"Não iremos fazer disso um espetáculo, mas é uma reforma de profundidade que exige coragem e persistência", afirmou Sarney.

Cortes

A FGV afirma que a proposta reduz parte dos cargos da Casa Legislativa, especialmente onde há acúmulo de funções entre servidores efetivos e comissionados. A fundação não revelou, porém, quantos cargos vão ser extintos. A previsão é de extinção de parte do quadro de servidores comissionados, mas a FGV não adiantou a quantidade de servidores que podem ser afastados das suas funções.

A fundação estima que as mudanças sugeridas ao Senado vão trazer economia mensal de R$ 650 mil --valor considerado pequeno se comparado com o Orçamento Geral da Casa, calculado em mais de R$ 2,5 bilhões. Como os diretores vão continuar com os atuais vencimentos ou terão reajustes salariais, a fundação estima que os cortes vão ocorrer na base dos servidores --especialmente entre os comissionados.

Nos próximos 30 dias, o Senado vai deixar o estudo disponível na internet para que os senadores e funcionários da Casa tenham acesso ao seu conteúdo e apresentem sugestões ao texto principal. O Senado vai ter mais 30 dias para analisar as sugestões dos parlamentares e servidores. Somente depois dos 60 dias de análise, o Senado poderá dar início efetivamente à implementação das medidas sugeridas pela FGV.

Comentários dos leitores
Al Bismillah (3) 07/12/2009 15h38
Al Bismillah (3) 07/12/2009 15h38
Sarney para presidente. sem opinião
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Cassio Tavares (767) 04/12/2009 18h18
Cassio Tavares (767) 04/12/2009 18h18
Na imprensa alemã hoje - No primeiro dia de sua viagem à Alemanha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi tratado como estrela da política internacional em reportagens na imprensa local.
O prestigioso jornal Süddeutsche Zeitung se referiu a Lula como "superstar" em uma reportagem que afirma que o Brasil é festejado sob seu governo, como se só agora o país tivesse sido descoberto pelo resto do mundo.
O texto diz ainda que o presidente brasileiro tem um alto índice de aceitação não somente entre os próprios brasileiros, mas também por parte de políticos de outros países.
O jornal econômico Handelsblatt disse que Lula chega à Alemanha para conversar com a chanceler Angela Merkel "de igual para igual".
No artigo intitulado Lula não vem como pedinte, o periódico afirma que o Brasil é um país desejado pelos investidores, e que a líder alemã corteja, por isso, o país em nome do setor econômico alemão.
'Milagre econômico'
Já o conservador Frankfurter Allgemeine Zeitung (FAZ) diz que Lula chega à Alemanha como representante de uma "nova terra do milagre econômico" que "ultrapassou os tremores da crise global com uma velocidade impressionante".
Na reportagem intitulada Um visitante autoconfiante, o FAZ lembra que as empresas brasileiras estão, em muitos setores, na ponta do que há de melhor internacionalmente e que o "capital estrangeiro tem entrado no Brasil como nunca antes", o que faz do real "uma das moedas mais fortes do mundo".
O jornal diz ainda que o Brasil
2 opiniões
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Marcos Carneiro (40) 04/12/2009 12h39
Marcos Carneiro (40) 04/12/2009 12h39
Estamos nos dirigindo para o caos. Um ministro que assim como seu chefe abre a boca arrogantemente prá falar baboseiras, mostra o nível de "gente" a que o país está entregue. Falar mal da classe produtora responsável pela produção de alimentos para o país e por grande parte da pauta de exportação parece piada, de muito mau gosto por sinal. Tudo bem Senhor Ministro que vocês tenham que defender essa enganação eleitoreira a todo custo, como forma de se manterem na mídia (2010 está chegando). A sua leviana acusação me deixou intrigado com uma coisa... Será que são os produtores rurais os responsáveis pela real escravização da população de baixa renda urbana que sobrevive em favelas, sem ter direito as necessidades básicas de saúde, educação, segurança, (leia-se tripé da enganação nas eleições) que se obriga a receber o mísero valor da tal "bolsa" para escapar da morte por pura incompetência desse mesmo governo? Senhor ministro, no campo (excluindo-se alguns assentamentos sustentados pelo governo) ainda se vive bem, tem-se emprego, produz-se o que se come, e não se vê ninguém acorrentado ou obrigado a fazer aquilo que não quer. Quem produz tudo o que se consome nesse país e em muitos outros são os produtores rurais, e estes merecem todo o nosso respeito e principalmente do governo. Mudem seus discursos, já estão ultrapassados há muito tempo, deixem de se acharem os "salvadores da pátria" o povo brasileiro é um povo bom e não merece viver de pão e circo como vocês desejam. 10 opiniões
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