Tarso diz esperar que volta do PT ao governo gaúcho não seja motivada por denúncias contra Yeda
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
Pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul, o ministro Tarso Genro (Justiça) disse nesta terça-feira esperar que o retorno do PT ao comando do Estado não seja consequência das denúncias que atingem a governadora Yeda Crusius (PSDB). "Espero que a volta do PT não se dê por isso", disse.
Tarso afirmou que o Ministério da Justiça não deve se envolver no caso, uma vez que a origem das denúncias está no âmbito das investigações da Polícia Federal realizadas para investigar um suposto esquema de irregularidades no Detran-RS.
"O Ministério da Justiça não deve se envolver, até porque na origem desse conflito também tem trabalho feito pela Polícia Federal, isento, técnico, que naquela oportunidade examinou as questões do Detran. Então, não deve emitir opinião sobre isso", afirmou o ministro.
Tarso disse que o Ministério Público não tem poderes para "divulgar ou não o que quer que seja" em relação às denúncias contra a governadora. "O trabalho foi feito, foi para o Ministério Público, está no Poder Judiciário, é essa autoridade que decide divulgação de informações ou não que constam do processo", afirmou.
A Procuradoria tem em mãos as gravações que ligam a governadora e assessores importantes da sua campanha ao caixa dois que teria supostamente sido montado durante a corrida eleitoral.
O ministro não quis se manifestar sobre a disposição dos partidos de oposição criarem CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul para investigar a governadora. "Não devo manifestar minha opinião sobre isso.", disse Tarso.
Denúncias
Segundo a revista "Veja", gravações feitas pelo empresário Lair Ferst, um dos coordenadores de campanha do PSDB, em 2006, foram entregues à Procuradoria. Os áudios mostrariam que as empresas de fumo Alliance One e CTA-Continental entregaram R$ 400 mil "por fora" no segundo turno. As gravações mostrariam uma conversa entre Ferst e Marcelo Cavalcante, ex-assessor de Yeda, encontrado morto em fevereiro, em Brasília.
Para a revista, os áudios mostram que Cavalcante admite que, depois do segundo turno da eleição de 2006, coletou R$ 200 mil da Alliance One e outros R$ 200 mil da CTA Continental, empresas de fumo.
Em entrevista ao jornal "Zero Hora", Carlos Crusius disse que nunca viu "R$ 400 mil juntos" na vida. Yeda também nega a existência do caixa dois.
O PSOL apresentou ontem novos documentos que, segundo o partido, reforçam a denúncia sobre o suposto caixa dois na campanha eleitoral da governadora Yeda.
Segundo a deputada Luciana Genro (PSOL-RS), os documentos também demonstram que o marido de Yeda seria um arrecadador informal da campanha e ficava com parte do dinheiro para benefício pessoal.
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Motivados por quem é contra a "meritocracia".
Que coisa horrível essa meritocracia, não é?
Aonde já se viu? Premiar quem trabalha mais, se esforça mais, supera metas...
Que coisa absurda...
O legal mesmo, para quem pensa assim, é a aquela imensa vala comum da mesmice...
Onde quem faz mais, é porque "quer aparecer"...
Tem gente, que ainda não percebeu que estamos no século XXI...
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