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Brasil
14/05/2009 - 14h16

Câmara aprova criação de 1.438 vagas para o Judiciário

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quinta-feira a criação de 1.438 cargos para o Judiciário. São 1.399 vagas e funções para TRTs (Tribunais Regionais do Trabalho) de São Paulo, da Paraíba, do Espírito Santo e do Maranhão. Outros 39 postos são do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). A maior parte será preenchida por funções de gratificação, que significam reforço salarial para funcionários do quadro efetivo. O impacto financeiro dos novos cargos ainda está sendo levantado pela Secretaria-Geral da Câmara.

As novas vagas para os TRTs incluem 245 juízes, 379 cargos efetivos, 92 funções de confiança e 693 gratificações. O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), saiu em defesa dos postos. "Os tribunais têm uma carga extraordinária de processos", disse.

Questionado se o momento era inapropriado para aprovar criação de cargos por causa da crise financeira internacional, o presidente da Câmara ironizou e disse que a imprensa só sabe destacar o lado econômico, sem levar em consideração a realidade dos locais que vão receber os novos cargos.

A votação recebeu críticas da oposição. O deputado Arnaldo Madeira (PSDB-SP), cobrou responsabilidade na avaliação de questões com financeiras. "Neste momento, tínhamos que ter uma postura de austeridade em relação à criação de novos gastos. O problema não é a matéria estar tramitando há um ou dois anos, mas o momento que estamos vivendo e o aumento de gastos. Cada vez mais aumentamos gasto com pessoal, gasto corrente, e cada vez mais o Governo tem menor capacidade para fazer investimentos que modernizem a economia, que preparem o país para o crescimento, quando ultrapassarmos a crise que vive o mundo", afirmou.

Na justificativa do projeto, o CNMP afirma que a criação dos cargos são necessárias porque o conselho está com estrutura deficitária. "São imprescindíveis uma estrutura adequada às exigências que inspiraram a criação do CNMP e uma organização compatível com a gama de atribuições que lhe foram confiadas: controlar a atuação administrativa e financeira do Ministério Público e o cumprimento dos deveres funcionais de seus membros', afirma o documento.

Comentários dos leitores
Marcio Fontes (21) 18/12/2009 15h59
Marcio Fontes (21) 18/12/2009 15h59
O Sr. Gilmar Mendes deveria fazer mais pelo Estado brasileiro do que vem falando, vemos quase que diariamente corrupção, desmando, abuso de poder e outros penduricalhos e ele vem salvando as autoridades a todo custo. Rabo preso é isso que dá. sem opinião
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jucelino kopeski (223) 17/12/2009 11h53
jucelino kopeski (223) 17/12/2009 11h53
Sugestão de reportagem :onde estão os dois primeiros colocados atualmente daqueles concursos para juiz que o Ministro levou bomba. sem opinião
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Alcides Emanuelli (1973) 15/12/2009 23h07
Alcides Emanuelli (1973) 15/12/2009 23h07
Esse é o perfil de nossos homens publicos, são governadores e ministros se agredindo com palavras de baixo calão, com ofensas morais de ambas as partes.
No Parlamento eles se agredem sem saber o que estão fazendo, sai palavra e ofensas para todos os lados, é Sarney que briga pelo poder com seus adversários, é o color com a fisonomia transforma e transtornado agredindo violentamente e mandando o Pedro Simon digerir suas palavras, é sem limites mesmo os limetes da ética, mas eles estão ai mesmo, sempre reeleitos, sempre no Poder e do poder não fazendo nada para o povo e sim de acordo com seus interesses.
O que eles aprovam, mais 8000 mil vagas para 8000 mil malandros nas casas legislativas das cidades.
É a liberação da obstrução que a ficha suja poderia gerar na impossibilidades de se candidatarem, eles não aprovaram agora o cara pode ser ladrão devedor de todos os lados que pode ser candidato e o povo coitado sempre esperando por seriedade, honestidade e ética.
Antes eles até que falavam nisso, mas o tempo foi passando e eles esqueceram que existe algo como ética e moral na vida de um cidadão
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