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Brasil
15/05/2009 - 08h05

Procurador quer novo inquérito sobre compra da casa de Yeda

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GRACILIANO ROCHA
da Agência Folha, em Porto Alegre
JOSÉ ALBERTO BOMBIG
enviado especial da Folha de S.Paulo a Porto Alegre

A Procuradoria Regional Eleitoral do Rio Grande do Sul quer a abertura de uma nova investigação sobre a compra da casa onde mora a governadora Yeda Crusius (PSDB) devido às suspeitas de que ela usou caixa dois da campanha eleitoral para adquirir o imóvel.

Como Yeda tem foro privilegiado, a investigação precisa ser autorizada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça). Na próxima semana, o procurador regional eleitoral Vitor Hugo Gomes da Cunha encaminhará pedido para que a Procuradoria Geral da República obtenha aval da corte superior para a Polícia Federal abrir um inquérito sobre a transação.

"É óbvio que existe um ponto de interrogação [sobre a compra da casa] e há o interesse da sociedade e principalmente de quem é acusado para acabar de vez com essa dúvida", disse Cunha. "É questão que envolve patrimônio pessoal de uma pessoa com foro privilegiado em razão do cargo. Na esfera criminal, quem pode dizer se houve algo ou não é o STJ."

O imóvel foi adquirido em dezembro de 2006, 25 dias antes de Yeda ser empossada governadora, por R$ 750 mil, de acordo com a certidão. Cunha afirma que pedirá a autorização do STJ porque existem suspeitas de que o imóvel custou mais do que o valor declarado.

Reportagem da revista "Veja" afirma que R$ 400 mil usados para pagar parte do imóvel teriam origem em doações ilegais de empresas do setor de fumo para a campanha eleitoral da tucana. O dinheiro teria sido entregue ao marido da governadora, Carlos Crusius, que negou ter recebido esse valor.

Transação legal

Não é a primeira vez que a compra do imóvel é posta sob suspeita. Em dezembro de 2008, o Ministério Público gaúcho isentou Yeda e concluiu que a transação foi legal.

Em janeiro deste ano, foi a vez de o TCE-RS (Tribunal de Contas do Estado) arquivar denúncia feita pelo procurador Ministério Público de Contas, Geraldo Da Camino, sobre indícios de enriquecimento ilícito da e Yeda na compra da casa.

Os conselheiros do TCE arquivaram a denúncia sob alegação de que a compra do imóvel ocorreu antes de Yeda ser empossada. Há recurso tramitando contra essa decisão. Cópias das duas investigações serão encaminhadas por Cunha ao procurador-geral da República.

A Procuradoria Regional da República também começou uma apuração nas prestações de contas da coligação liderada pelos tucanos gaúchos em 2006. Cunha quer saber se foi legal a doação eleitoral de R$ 200 mil feita pela empresa fumageira Alliance One, registrada em um recibo do PSDB em novembro de 2006, após o segundo turno da eleição. A empresa e o partido dizem que a doação foi legal.

Outro lado

O governo do Estado do Rio Grande do Sul, por meio da assessoria de imprensa da Casa Civil, afirmou ontem que não iria comentar os detalhes da decisão do procurador eleitoral Vitor Hugo Gomes da Cunha de solicitar uma investigação sobre a compra da casa onde mora a governadora Yeda Crusius.

A governadora do PSDB sempre reiterou, desde quando as suspeitas surgiram, em abril do ano passado, que a compra da casa foi legal. Yeda também sempre negou a existência de caixa dois na campanha eleitoral de 2006.

Por orientação do governo gaúcho, a reportagem ligou também para o advogado Eduardo Alckmin, que foi contratado pela governadora gaúcha anteontem. Recados foram deixados em dois números de telefone celular, mas até o fechamento desta edição ele não havia respondido.

De acordo com a assessoria de Yeda, o imóvel foi adquirido por R$ 750 mil, sendo que R$ 550 mil foram pagos como entrada. O dinheiro teria sido proveniente da venda de dois imóveis da família da governadora e de um automóvel.

Em entrevista nesta semana ao jornal "Zero Hora", o marido da governadora, Carlos Crusius, negou que tenha recebido dinheiro de caixa dois (R$ 400 mil) durante ou após a campanha eleitoral de 2006.

Integrantes do governo Yeda afirmaram ontem à Folha que ela tem sido vítima de uma ação política coordenada pela oposição e que conta inclusive com a ajuda de integrantes do grupo que dá sustentação à governadora do PSDB.

Comentários dos leitores
Cassio Tavares (743) 01/12/2009 08h51
Cassio Tavares (743) 01/12/2009 08h51
Bem que o Senador Alvaro Dias já havia contado grande parte da sujeira há muitos anos atrás. E agora como fica ? Eu venho dizendo aqui há mais de 1 mes que o Sr. José Serra não vai aceitar a
" oferta " para ser candidato do partido a presidente em 2.010. Várias vezes eu fiz essa colocação aqui nesse forum. Lembram-se ? Agora que a sujeira dessa oposição começa a vir a tona, é que ele vai sair fora de vez. Ele não é louco. E o mensalão mineiro ? Mãe de todas as mães ainda será julgado esse ano no STF. Diante da profusão de provas que o Ministro Joaquim Barbosa apresentou, vamos ver no que vai dar. Ah, agora apareceu um presidente do Tucanolato lá em Brasília enfiado no meio dessa sujeira toda. E o Arruda hein, ameaçando girar a metralhadora para cima de muita gente. Diz ele que a prova é pARRUDA. Populaçao de Brasília, sai da frente que o ventilador vai ser ligado a qualquer hora. É dinheiro nas meias, nas CUECAS, e sabe lá mais onde.
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Monica Rego (357) 30/11/2009 22h18
Monica Rego (357) 30/11/2009 22h18
Por favor não levantem o tapete dos tucanos demos pfl é muita sujeira os caras são orquestrado por daniel dantas o brilhante como diz fhc, e quando a imparcialidade da imprensa vingar ai sim estaremos rumo a verdadeira democracia ai minhas irmãs e irmãos penas de tucanos demos pfl vão voar!!! 2 opiniões
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O Pacificador (245) 26/11/2009 12h04
O Pacificador (245) 26/11/2009 12h04
"Servidores ameaçam greve contra plano de Yeda Crusius..."
Motivados por quem é contra a "meritocracia".
Que coisa horrível essa meritocracia, não é?
Aonde já se viu? Premiar quem trabalha mais, se esforça mais, supera metas...
Que coisa absurda...
O legal mesmo, para quem pensa assim, é a aquela imensa vala comum da mesmice...
Onde quem faz mais, é porque "quer aparecer"...
Tem gente, que ainda não percebeu que estamos no século XXI...
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