Corregedor da Justiça Federal suspende ato contra juízes que apoiaram De Sanctis
colaboração para a Folha Online
O corregedor-geral da Justiça Federal, ministro Hamilton Carvalhido, suspendeu na quinta-feira (14) o procedimento administrativo contra 134 juízes que assinaram um manifesto de apoio ao juiz Fausto De Sanctis em julho do ano passado. Os magistrados foram notificados nesta semana pelo corregedor do TRF-3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região), desembargador André Nabarrete.
Nabarrete pedia explicações e repreendeu a atitude dos magistrados, afirmando que o manifesto foi clara crítica a uma decisão do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Gilmar Mendes.
A manifestação dos juízes federais aconteceu pouco depois que o presidente do STF concedeu o segundo habeas corpus ao banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity, preso por decisão de De Sanctis.
O pedido para que o CJF (Conselho da Justiça Federal) suspendesse as notificações foi feita ontem mesmo pela Ajufe (Associação dos Juízes Federais do Brasil). A associação divulgou uma nota de repúdio ao ato do corregedor do TRF-3.
Para o ministro Carvalhido, que suspendeu o procedimento, os juízes não emitiram opinião sobre processo pendente de julgamento, como sugeriu Nabarrete, ao saírem em defesa de De Sanctis.
Com a suspensão, o procedimento, que estava em fase preliminar, volta para análise do TRF-3.
Leia mais sobre o Judiciário
- Corregedor pede explicação a juízes que apoiaram De Sanctis; associações protestam
- Procuradores protestam contra notificação a 134 juízes que apoiaram De Sanctis
- Corregedor pede explicação a juízes que apoiaram De Sanctis; associações protestam
Outras notícias sobre política
- STJ suspende convênios assinados por Jackson Lago após cassação
- STF nega pedido de deputado que "se lixa" para voltar para relatoria do caso Edmar
- Mesa da Câmara propõe criação de "cotão" de R$ 25 mil a R$ 30 mil para deputado
Especial


O ministro Joaquim Barbosa renunciou ao TSE e não ao Supremo Tribunal Federal.
E ainda falam muitas bobagens. A justiça não de ser feita pela força da opinião publica e sim pelos ditames da Constituição Federal. Nos meus 64 anos não existe maior maria-vai-com-as-outras do que pseudos intelectuais que parecem não ter poder de raciocinio próprio.
avalie fechar
avalie fechar
avalie fechar