Brasil
15/05/2009 - 23h46

Senador Adelmir Santana retira assinatura do requerimento de criação da CPI da Petrobras

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O senador Adelmir Santana (DEM-DF) retirou nesta sexta-feira sua assinatura do requerimento que pede a instalação da CPI da Petrobras no Senado. Pressionado pelo ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) e pela base aliada governista. o senador decidiu recuar no apoio à CPI.

Além de Santana, o senador Cristovam Buarque (PDT-DF) também retirou sua assinatura do requerimento de instalação da CPI --o que reduz para 30 as assinaturas reunidas pela oposição para que a comissão seja instalada. Para que a CPI não seja instalada, os governistas precisam convencer mais quatro senadores a também retirarem suas assinaturas do texto.

A oposição havia reunido 32 assinaturas com o pedido de instalação da comissão, cinco a mais que o mínimo necessário de 27 senadores --como previsto pelo regimento do Senado. Para enterrar a CPI, seis senadores têm que retirar suas assinaturas do requerimento. O regimento do Senado estabelece a meia-noite desta sexta-feira como prazo máximo para a inclusão ou retirada de assinaturas do texto.

Ao longo do dia, o ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) e líderes governistas representados pelo senador Gim Argello (PTB-DF) deflagraram uma operação de guerra para tentar convencer parlamentares a retirarem o apoio à comissão. Múcio disparou telefonemas para senadores governistas e da oposição na tentativa de reverter a criação da CPI.

O ministro procurou, em especial, senadores do DEM para retirarem as assinaturas, uma vez que os democratas haviam concordado em suspender a criação da CPI. O PSDB ficou isolado na defesa da comissão, o que provocou um racha da oposição no Senado. Irritados com a possibilidade de suspensão da CPI, os tucanos forçaram a leitura do requerimento de criação da comissão na manhã desta sexta-feira, com o senador Marconi Perillo (PSDB-GO) na presidência dos trabalhos do Senado. Após a leitura, os governistas deflagraram a "operação abafa" da CPI.

Comentários dos leitores
dario alves de lima (77) 25/11/2009 10h23
dario alves de lima (77) 25/11/2009 10h23
A oposição recomeçou o processo de privatização da Petrobras, antes mesmo de chegar ao poder.
Saudações
Dario
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Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h11
Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h11
Pela reportagem de valdo cruz, de 04.09.09, ver-se claaramente que a petrobrás não pertence mais ao brasil. Não tem ações ordinárias, (poder de voto) nem preferenciais, (nem lucra com ela). Isso bate com o que dilma falou, o pré-sal não trará benefícios para o brasil, ou seja o que produzir vai lá pra fora. Então pra que ficarem com essa balela de petróleo, que já não é mais nosso, se ele só traz mais dor de cabeça para a população? Esse governo não entende que preços altos só implica em pagamento de rendimentos para os acionistas e nenhum benefício para o país?
PETROBRÁS NÃO É BRASILEIRA= VALE, entre outras.
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Maurício Carvalho (31) 25/11/2009 00h30
Maurício Carvalho (31) 25/11/2009 00h30
A nossa apatia com as tais CPIs tem fundamento porque, aqueles que estão no poder, movimentam todos os instrumentos para brecarem qualquer investigação.
Por isso, presido uma associação que aciona o Ministério Público. Sempre aconselhamos os políticos que desejam apurar irregularidades a fazerem o mesmo. E foi isso que o senador Álvaro Dias fez.
Ele entregou 18 representações à Procuradoria-Geral da União, contra a Petrobras. Os documentos apontam irregularidades cometidas pela atual administração da estatal e algumas de suas subsidiárias.
Infelizmente, não conseguimos extinguir o foro privilegiado.
sem opinião
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