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Brasil
16/05/2009 - 14h44

Governo fracassa em barrar CPI da Petrobras; base e oposição agora brigam por cargos

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da Folha Online

Fracassou a tentativa do governo federal de barrar a criação da CPI da Petrobras no Senado. Mesmo com a mobilização de auxiliares do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que trabalharam até a meia-noite de ontem para que senadores retirassem seus nomes do pedido de abertura, a oposição conseguiu manter 30 das 32 assinaturas --três a mais do que o mínimo necessário.

Saiba o que a CPI quer investigar sobre a Petrobras

Nos bastidores, os governistas chegaram a convencer pelo menos quatro parlamentares a desistirem da criação da CPI. Os senadores Cristovam Buarque (PDT-DF) e Adelmir Santana (DEM-DF) retiraram oficialmente as assinaturas, mas o número não foi suficiente para impedir que a CPI fosse instalada. Os governistas não quiseram tornar públicos os nomes dos demais parlamentares que teriam mudado de ideia quanto à necessidade da comissão ser criada, já que o número mínimo não foi atingido.

Agora, a CPI deve ser instalada nas próximas semanas, assim que os partidos entrarem em um acordo sobre os cargos na comissão. Presidência e relatoria são os mais cobiçados, pois podem definir os rumos da investigação.

As articulações, no entanto, começaram antes mesmo da confirmação da criação da CPI. O PSDB, principal partido de oposição, faz questão de um cargo de destaque. O líder do partido no Senado, Arthur Virgílio (AM), já adiantou que vai defender o nome do senador Álvaro Dias (PSDB) para um dos cargos. "É o primeiro signatário [senador que propõe a CPI] que tem o direito de ficar com a presidência ou relatoria. Já houve caso em que não foi assim e o governo deve ter se arrependido amargamente", afirmou.

Dias afirma que a relatoria tem a sua preferência, mas admite que dificilmente a base aliada deixará barato. "É claro que a relatoria seria mais produtivo, é uma posição chave, mas caso o governo não abra mão, cabe a oposição aceitar a presidência", afirma o senador.

Pelo regimento, quando uma CPI é criada, a presidência e a relatoria são destinadas às maiores bancadas da Casa, que neste caso são PMDB e DEM.

A relatoria deve mesmo ser o cargo mais cobiçado pelos governistas. Cabe ao relator conduzir as investigações sobre supostas irregularidades na administração da CPI.

Com a relatoria em mãos, os aliados poderão "blindar" eventuais informações que supostamente possam comprometer a diretoria da estatal e constranger a cúpula do governo.

"O governo vai fazer a defesa da empresa por conta do simbolismo da Petrobras. Se o jogo é esse, vamos entrar para defender a Petrobras. CPI não ajuda. E do ponto de vista de se apurar, podemos fazer isso sem politizar o debate. O ruim é politização do debate a um ano das eleições", afirmou ontem o senador João Pedro (PT-AM).

Comentários dos leitores
dario alves de lima (77) 25/11/2009 10h23
dario alves de lima (77) 25/11/2009 10h23
A oposição recomeçou o processo de privatização da Petrobras, antes mesmo de chegar ao poder.
Saudações
Dario
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Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h11
Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h11
Pela reportagem de valdo cruz, de 04.09.09, ver-se claaramente que a petrobrás não pertence mais ao brasil. Não tem ações ordinárias, (poder de voto) nem preferenciais, (nem lucra com ela). Isso bate com o que dilma falou, o pré-sal não trará benefícios para o brasil, ou seja o que produzir vai lá pra fora. Então pra que ficarem com essa balela de petróleo, que já não é mais nosso, se ele só traz mais dor de cabeça para a população? Esse governo não entende que preços altos só implica em pagamento de rendimentos para os acionistas e nenhum benefício para o país?
PETROBRÁS NÃO É BRASILEIRA= VALE, entre outras.
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Maurício Carvalho (31) 25/11/2009 00h30
Maurício Carvalho (31) 25/11/2009 00h30
A nossa apatia com as tais CPIs tem fundamento porque, aqueles que estão no poder, movimentam todos os instrumentos para brecarem qualquer investigação.
Por isso, presido uma associação que aciona o Ministério Público. Sempre aconselhamos os políticos que desejam apurar irregularidades a fazerem o mesmo. E foi isso que o senador Álvaro Dias fez.
Ele entregou 18 representações à Procuradoria-Geral da União, contra a Petrobras. Os documentos apontam irregularidades cometidas pela atual administração da estatal e algumas de suas subsidiárias.
Infelizmente, não conseguimos extinguir o foro privilegiado.
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