Brasil
19/05/2009 - 14h27

Sarney diz que vai cumprir os prazos para instalar a CPI da Petrobras

Publicidade

GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse nesta terça-feira que vai cumprir "rigorosamente" os prazos de instalação da CPI da Petrobras na Casa. Em meio à pressão da base aliada governista para atrasar as investigações, Sarney disse que vai encaminhar hoje ofícios aos líderes partidários para que indiquem os integrantes da comissão.

"Eu farei todas as providências pra que a comissão se forme. Já estou expedindo hoje ofícios aos líderes para que eles indiquem [os membros] e se instale o mais rápido possível [a CPI] no tempo regimental", afirmou.

Sarney evitou comentar sobre a viabilidade de uma CPI para investigar a Petrobras em meio à crise econômica internacional. "Como presidente da Casa, não quero opinar sobre questões políticas que envolvem CPI", afirmou.

Os líderes partidários têm o prazo de cinco sessões plenárias para indicar os membros da comissão. Caso não cumpram o prazo previsto pelo regimento, cabe a Sarney indicar por conta própria os senadores que vão integrar a CPI. A oposição promete definir os seus indicados nesta terça-feira, enquanto os governistas trabalham para retardar as indicações.

Governo e oposição disputam nos bastidores o comando da CPI. O PSDB, autor do requerimento de criação da comissão, quer ficar com a presidência ou a relatoria dos trabalhos. Os governistas argumentam, por sua vez, que os cargos cabem à base aliada uma vez que reúne a maioria dos integrantes da Casa.

Pela tradição do Senado, governo e oposição dividem a presidência e a relatoria da CPI. Como a última comissão parlamentar de inquérito criada no Senado (CPI da Pedofilia) teve o senador Demóstenes Torres (DEM-GO) na sua relatoria, os governistas estão convictos de que devem ficar com o cargo na CPI da Petrobras. Nos bastidores, alguns governistas trabalham para que a base aliada fique com os dois cargos de comando da comissão uma vez que os partidos governistas terão oito das 11 vagas da CPI.

"O PSDB não cedeu nenhum espaço para o PT na época em que era governo", disse o líder do PDT no Senado, Osmar Dias (PR).

O líder do DEM, senador José Agripino Maia (RN), prometeu indicar bons quadros do partido para integrar a CPI. Mas negou que esteja disposto a fazer parte da comissão, como defendem governistas. "Líder tem que ceder espaço para os liderados. Eu não terei dificuldades de ceder lugar para os meus companheiros", afirmou.

O líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), defendeu que a CPI seja integrada por "bons quadros" da Casa para evitar que a comissão seja transformada em palanque eleitoral. Agripino, por sua vez, afirmou que "evoluir para a politização das investigações seria um ato de irresponsabilidade".

Comentários dos leitores
josé reis barata barata (3429) 11/11/2009 14h38
josé reis barata barata (3429) 11/11/2009 14h38
Apagão!
Parece ter atingido também à moderação em face à lentidão fora do comum na edição das opiniões. Talvez fosse conveniente, em respeito, se é que existe, ao participante um simples comunicado. A dúvida nunca foi boa conselheira; diversamente, é péssima. Mormente entre supostos parceiros envolvidos em um caso supostamente comum: informação.
sem opinião
avalie fechar
Louis Fod (314) 11/11/2009 10h29
Louis Fod (314) 11/11/2009 10h29
Oh Cassio! Fala um pouco sobre o Sarney, da tropa de choque, Renan Calheiros e Fernando Collor de Melo ... Por que será que quando alguém é pago para defender o governo seu único argumento é a economia?
CPI da petrobrás não chegou a lugar nenhum, previsível a maioria é do pt ou tropa de choque, são ratos cuidando do queijo...
--
-- o seu dinheiro é a nossa energia --
1 opinião
avalie fechar
O Pacificador (133) 11/11/2009 08h05
O Pacificador (133) 11/11/2009 08h05
O (o)caso da Petrobras, nunca foi algo que deveria ser tocado por uma CPI.
Ali sempre foi um caso de polícia.
Aparelhamento partidário de uma empresa de capital misto, pública para todos os efeitos, com evidências de desvio da receita para fins eleitoreiros, seria mais do que o suficiente para uma intervenção.
Mas parece que nossa "justiça", nesse caso ao menos, prefere olhar para o outro lado.
1 opinião
avalie fechar
Comente esta reportagem Veja todos os comentários (2009)
Termos e condições
 

FolhaShop

Digite produto
ou marca