Polícia do Senado indicia Zoghbi por formação de quadrilha e corrupção passiva
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
A Polícia Legislativa do Senado decidiu nesta terça-feira indiciar o ex-diretor de Recursos Humanos do Senado João Carlos Zoghbi por formação de quadrilha e corrupção passiva. Os policiais encontraram indícios dos dois crimes durante as investigações.
A pena pode variar de reclusão de um a seis anos para formação de quadrilha e de dois a 12 anos por corrupção passiva.
A defesa de Zoghbi vai recorrer da decisão. O advogado, Antonio Carlos de Almeida Castro, disse que o entendimento da Polícia Legislativa de que Zoghbi teria atuado para beneficiar as empresas por ter autorizado operações de crédito com valores superiores aos limites não comprovam nenhuma ilegalidade.
Castro disse que a medida era legal e tinha conhecimento de toda a cúpula do Senado. "Ele confirmou que não tinha ligação com a empresa a não ser o fato de ser pais do Marcelo. Agora, a margem é legal e corriqueira. Todo mundo no Senado sabia que funcionava desse jeito", disse.
A Polícia Legislativa vai encaminhar o inquérito para a Justiça Federal, que tem a prerrogativa de decidir se vai acatar ou não a denúncia. O inquérito será enviado no dia 28 de maio, pois as investigações continuam na Polícia Legislativa.
Além de Zoghbi, também foram indiciados, o seu filho Marcelo Zoghbi e os donos da empresa Contact, Ricardo Nishimura e Bianka Machado e Dias.
Os policiais não indiciaram Denise Zoghbi, mulher do ex-diretor, que estaria supostamente envolvida nas fraudes na Casa. O diretor da Polícia Legislativa do Senado, Pedro Araújo, disse que os policiais não encontraram indícios do envolvimento de Denise Zoghbi nas irregularidades.
Zoghbi é suspeito de usar o nome de sua ex-babá, Maria Izabel Gomes, 83, que mora na casa dele, para abrir três empresas --DMZ Consultoria Empresarial, DMZ Corretora de Seguros Ltda e Contact Assessoria de Crédito Ltda. A suspeita é de que parte do faturamento dos últimos anos dessas empresas, cerca de R$ 3 milhões, teria como origem contratos assinados pelo Senado.
Uma das possíveis fontes de desvio seria um contrato com o Banco Cruzeiro do Sul, no qual a instituição oferecia crédito consignado aos servidores da Casa. Em nota, o banco negou irregularidades na prestação de serviços de crédito consignado aos servidores do Senado Federal. A instituição ressalta que não é a única a realizar esse tipo de empréstimo aos funcionários da Casa.
Zoghbi e Denise também denunciaram a existência de um esquema de fraudes na Casa que seria comandado pelo ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia. Os dois chegaram a afirmar que os senadores Efraim Morais (DEM-PB) e Romeu Tuma (PTB-SP) estariam envolvidos nas irregularidades, mas depois recuaram das denúncias em depoimento à Polícia Legislativa.
Leia mais sobre o caso Zoghbi
- Filho de ex-diretor do Senado diz que pai não sabia de seus negócios na Casa
- Polícia do Senado encontra indícios de crimes durante gestão de Zoghbi
- Sócio da empresa de Zoghbi diz que não participava das decisões da diretoria
Leia outras notícias de política
- Câmara anuncia reforma administrativa para economizar R$ 291 milhões
- Efraim Morais nega contratação de funcionários fantasmas no Senado
- Câmara cria "cotão" de até R$ 34 mil para pagamento de verbas a deputados
Especial


AGORA ENTENDO PORQUE O BELCHIOR DESAPARECEU.
ELE TEM VERGONHA NA CARA!!!
avalie fechar
avalie fechar
avalie fechar