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Brasil
20/05/2009 - 08h13

Racha no PDT dificulta CPI para investigar Yeda Crusius

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GRACILIANO ROCHA
da Agência Folha, em Porto Alegre

Um racha no PDT, dono da segunda maior bancada de oposição na Assembleia do Rio Grande do Sul, dificultou a criação de CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o envolvimento da governadora Yeda Crusius (PSDB) com suposta prática de corrupção.

Dos seis deputados da sigla, apenas três aderiram e anunciaram que assinarão o requerimento nos próximos dias. Os outros três se disseram contra.

Com isso, se os três assinarem mesmo, sobe para 15 o número de apoios angariados pelo PT desde a semana passada (PT, 9, PSB, 2, e PC do B, 1). Para abrir a CPI, é necessária a adesão de 19 dos 55 deputados.

Ontem, a articulação governista para rachar o PDT se valeu de prefeitos pedetistas alinhados com Yeda, que pediram aos deputados do partido que não ajudassem a criar a CPI.

"Uma CPI agora paralisaria o Estado e não vejo nela uma possibilidade profunda de investigar", disse Giovani Cherini, um dos pedetistas contrários à comissão.

A governadora enfrenta denúncias de que parte do dinheiro usado para comprar uma casa em Porto Alegre tenha saído de um suposto caixa dois da campanha de 2006.

A tucana sempre negou irregularidades no negócio e já afirmou por diversas vezes que foi inocentada por investigação do Ministério Público Estadual, que arquivou o caso.

Fiador da governabilidade de Yeda, o PMDB (9 deputados) é contra a CPI porque o partido vislumbra que a comissão poderia para fortalecer o ministro da Justiça, Tarso Genro, pré-candidato do PT ao governo.

O PMDB tem como pré-candidatos o prefeito de Porto Alegre, José Fogaça, e o ex-governador Germano Rigotto.

Alguns peemedebistas também identificam na Operação Solidária (investigação da PF sobre supostas fraudes em licitações estaduais), incluída no requerimento do PT, uma manobra para desgastar o PMDB na CPI. Políticos do partido estão sendo investigados.

Para o chefe da Casa Civil de Yeda, José Alberto Wenzel, a possibilidade de criação da CPI se tornou remota. Ele classifica o racha no PDT de "atestado de maturidade" dos deputados contrários à investigação.

"O que o Rio Grande está dizendo através desses deputados é: 'Deixem a governadora trabalhar'", declarou Wenzel.

Dois deputados do DEM, partido do vice-governador Paulo Feijó, crítico da governadora, sinalizaram apoio ao requerimento, número insuficiente para criar a comissão. A oposição admitiu até fazer alterações no texto para tentar estimular defecções na base governista ou ganhar apoio de algum pedetista.

Pelo menos um deputado do PMDB, Nelson Härter, se diz disposto a apoiar a CPI, caso o foco esteja voltado à compra da casa de Yeda. Não há prazo para apresentação do requerimento.

Comentários dos leitores
O Pacificador (205) 26/11/2009 12h04
O Pacificador (205) 26/11/2009 12h04
"Servidores ameaçam greve contra plano de Yeda Crusius..."
Motivados por quem é contra a "meritocracia".
Que coisa horrível essa meritocracia, não é?
Aonde já se viu? Premiar quem trabalha mais, se esforça mais, supera metas...
Que coisa absurda...
O legal mesmo, para quem pensa assim, é a aquela imensa vala comum da mesmice...
Onde quem faz mais, é porque "quer aparecer"...
Tem gente, que ainda não percebeu que estamos no século XXI...
3 opiniões
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Igor Bevilaqua (733) 25/11/2009 09h24
Igor Bevilaqua (733) 25/11/2009 09h24
Pelo jeito..., pode ter "áudio, filme, pedaços de gente, dinheiro na cueca, ambulâncias, mensalões, mansões sonegadas, 181 diretores, fantasmas e etc...e etc..., podem ter milhares de provas contundentes contra "políticos e autoridades"..., nada disso vai adiantar e nada disso vai servir como provas..., neste país, para alguém ir para a cadeia e ser punido só tem um jeito..., precisa ser "POBRE"..., aí então, com poucas ou nenhuma prova, vai para a cadeia com certeza..., a Yeda, Agaciel, Zoghbi, Sarneys, Dantas, asseclas e quadrilhas, jamais serão presos ou sofrerão algum tipo de penalidade..., a grana alí é das grossas e o "stf" jamais vai deixar serem penalizados. 3 opiniões
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Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h03
Carlos Gonçalves (401) 25/11/2009 08h03
Alguém pode me dizer quando um ocupante do poder executivo foi preso, municipal, estadual ou federal? Se devolveram algum centavo para os cofres públicos.? 2 opiniões
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