Aécio chama proposta de terceiro mandato de "violência à democracia"
da Folha Online
O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), disse hoje que não acredita na possibilidade de terceiro mandato para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Lula rejeitou essa hipótese. Mas o deputado Jackson Barreto (PMDB-SE) pretende apresentar neste mês a proposta que sugere mais quatro anos de governo para o petista.
"Mas o que ouço dos meus companheiros de Congresso e, portanto, a avaliação que faço, é de que é uma possibilidade que inexiste. Porque para que existisse, teria que ter a participação clara e efetiva do governo federal, que eu sinceramente acredito que nesse momento não ocorre", disse.
Aécio chamou de "violência à democracia" a possibilidade de criação do terceiro mandato. "Em todas as conversas que tive com o presidente, eu percebi com muita sinceridade que ele descarta essa possibilidade. Seria uma violência com a sua própria biografia. Acredito, sinceramente, que o presidente não se movimenta nessa direção. E por outro lado, acho que não existe qualquer, além de ser algo que significaria uma enorme violência à democracia, não há mais tempo hábil congressual para que isso seja aprovado."
O mineiro evitou comentar um possível acordo costurado pelo ex-presidente Fernando Henrique na construção de uma chapa tucana puro sangue na eleição de 2010. A chapa seria encabeçada pelo governador de São Paulo, José Serra, e teria Aécio como vice. Aécio já negou o acordo e chamou isso de "piada" e "invencionisse".
"Não preciso mais dizer nada sobre esse assunto, eu já disse o que tinha de dizer", afirmou hoje.
O prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), também rejeitou discutir essa possibilidade. "Acho que isso nem chegou a ser cogitado. Houve um desencontro, algum equívoco na informação que foi divulgada pela imprensa nacional. Ambos estão procurando seguir o seu espaço, conquistar ainda mais."
Richa reafirmou hoje que essa chapa seria invencível. "Seria uma chapa imbatível, quem vai estar na cabeça, quem vai estar de vice, não se sabe. Os dois são bons nomes para o PSDB oferecer ao país. Os dois estão caminhando, conquistando o seu espaço, crescendo e o partido no momento adequado vai saber adotar os melhores critérios para avaliar quem pode ser o melhor candidato para representar o partido e os nossos projetos para o país."
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Casamento não, no entanto, muitos casais não permanecem por tanto tempo um ao lado do outro como eles, pois, onde Lula está, lá se encontra Dilma, quer em Brasília, quer no Brasil ou em qualquer local do planeta.
Um fato curioso e que não dá para entender, é o de que, se Lula realmente tem essa popularidade toda, anunciada constantemente, sua candidata também deveria acompanhá-lo, mesmo que à distância, no entanto, apesar de sua constante permanência na mídia, não ultrapassa os mesmos índices de pesquisas anteriores, não é interessante?
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