Brasil
21/05/2009 - 10h34

Líder da base aliada defende unificar eleição e prorrogar mandato de Lula até 2012

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

O líder do PR na Câmara, deputado Sandro Mabel (GO), defendeu hoje proposta de unificação das eleições em 2010, o que permitiria ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficar por mais dois anos no poder. A ideia pode ser discutida pelos líderes partidários reunidos hoje.

Mabel defende que, ao invés da realização de eleições majoritárias em 2010 (para governadores, presidente da República, deputados e senadores), a disputa seja realizada em 2012 junto com a escolha de prefeitos e vereadores.

A mudança seria submetida à população por meio de referendo, o que poderia viabilizar a alteração constitucional até setembro deste ano --prazo máximo para mudanças na legislação eleitoral antes da disputa de 2010.

Segundo Mabel, a economia com a unificação das eleições seria da ordem de R$ 10 bilhões ao país.

"É antiprodutivo fazer eleição de dois em dois anos. Com o referendo, você aplicaria a mudança rapidamente. Uma mudança de equipe em um momento que o país vai tão bem poderia trazer problemas ao país", argumentou Mabel.

A proposta do líder do PR seria uma alternativa ao terceiro mandato do presidente Lula, já descartado pelo próprio petista. Ao invés dos governistas enfrentarem o desgaste de sugerir que Lula permaneça por mais quatro anos no poder, o presidente poderia ficar mais dois anos no cargo com a unificação das eleições.

"A população decide se quer ou não. Se achar que sim, teríamos eleições em 2012, e não em 2010", afirmou.

Reforma política

Mabel apresentou a proposta aos líderes partidários em meio à discussão da reforma política. O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), reuniu os líderes na residência oficial da Casa para tentar fechar um acordo em torno das propostas de reforma política que podem entrar na pauta.

A sugestão do líder do PR, no entanto, não é consenso entre os demais líderes partidários --mas deve entrar em discussão em meio ao debate da reforma política.

Entre os pontos da reforma que estão em discussão na Casa, o mais polêmico é a criação do voto em listas partidárias. Líderes de partidos como o PR, PP, PTB e PSB se manifestaram contra a votação em lista, que permitiria ao eleitor não votar em um candidato, mas no partido --que teria a prerrogativa de fazer uma lista para elencar aqueles que seriam eleitos para o Legislativo.

Sem a lista, deve cair também a proposta de financiamento público de campanhas. A reforma política se resumiria assim à criação de uma "janela" de um mês para a troca de partidos por deputados e talvez uma cláusula de barreira.

Comentários dos leitores
Resultados da pesquisa do Instituto Vox Populi encomendada pelo Jornal da Band:
Serra - 36% (tinha 40%)
Dilma - 19% (tinha 15%);
Ciro - 13% (tinha 12%);
Heloísa Helena - 6%
Marina - 3% (tinha 5%);
Nulo, branco e não sabe - 23%
Dilma disputando com Ciro Gomes
Dilma - 20%
Ciro - 19%
Aécio - 18%
Heloísa - 8%
Marina 4%
Nulo, branco e não sabe - 31%.
33%; dos leitores Já decidiram em quem votar
12% Ainda não sabe
E 55%, ainda não decidiu
Caiu também o índice de rejeição da ministra Dilma, Agora está em 12%.
Foram ouvidos 2 mil eleitores em 170 municípios de todos os Estados . A pesquisa foi feita entre os dias 31 e 6. A margem de erro: 2,4%.... Alguém ai lembra da pesquisa do Lauro Jardim, da Veja?. Está aqui: Serra, 40%, Dilma 15%
Tucano vai ao desespero
Palavras do presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), ao saber que Dilma subiu na pesquisa: Dilma Rousseff, é "arrogante, autoritária e sem votos"
A Argentina fez sua parte, agora só falta o Brasil.
sem opinião
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Nelson Vaughan (100) 10/11/2009 21h30
Nelson Vaughan (100) 10/11/2009 21h30
Aliás, é bom que se diga que a candidatura da Dilma Russef foi lançada assim como a candidatura do "paulistano" Ciro Gomes, por serem idênticos, ou seja, dois FALASTRÕES. 1 opinião
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Nelson Vaughan (100) 10/11/2009 21h23
Nelson Vaughan (100) 10/11/2009 21h23
É Dna Dilma, não só o governo como a maioria quase absoluta do PT, em promessas não cumpridas e principalmente desonestidade, ganham longe do governo FHC... 2 opiniões
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