Líder da base aliada defende unificar eleição e prorrogar mandato de Lula até 2012
GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília
O líder do PR na Câmara, deputado Sandro Mabel (GO), defendeu hoje proposta de unificação das eleições em 2010, o que permitiria ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficar por mais dois anos no poder. A ideia pode ser discutida pelos líderes partidários reunidos hoje.
Mabel defende que, ao invés da realização de eleições majoritárias em 2010 (para governadores, presidente da República, deputados e senadores), a disputa seja realizada em 2012 junto com a escolha de prefeitos e vereadores.
A mudança seria submetida à população por meio de referendo, o que poderia viabilizar a alteração constitucional até setembro deste ano --prazo máximo para mudanças na legislação eleitoral antes da disputa de 2010.
Segundo Mabel, a economia com a unificação das eleições seria da ordem de R$ 10 bilhões ao país.
"É antiprodutivo fazer eleição de dois em dois anos. Com o referendo, você aplicaria a mudança rapidamente. Uma mudança de equipe em um momento que o país vai tão bem poderia trazer problemas ao país", argumentou Mabel.
A proposta do líder do PR seria uma alternativa ao terceiro mandato do presidente Lula, já descartado pelo próprio petista. Ao invés dos governistas enfrentarem o desgaste de sugerir que Lula permaneça por mais quatro anos no poder, o presidente poderia ficar mais dois anos no cargo com a unificação das eleições.
"A população decide se quer ou não. Se achar que sim, teríamos eleições em 2012, e não em 2010", afirmou.
Reforma política
Mabel apresentou a proposta aos líderes partidários em meio à discussão da reforma política. O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), reuniu os líderes na residência oficial da Casa para tentar fechar um acordo em torno das propostas de reforma política que podem entrar na pauta.
A sugestão do líder do PR, no entanto, não é consenso entre os demais líderes partidários --mas deve entrar em discussão em meio ao debate da reforma política.
Entre os pontos da reforma que estão em discussão na Casa, o mais polêmico é a criação do voto em listas partidárias. Líderes de partidos como o PR, PP, PTB e PSB se manifestaram contra a votação em lista, que permitiria ao eleitor não votar em um candidato, mas no partido --que teria a prerrogativa de fazer uma lista para elencar aqueles que seriam eleitos para o Legislativo.
Sem a lista, deve cair também a proposta de financiamento público de campanhas. A reforma política se resumiria assim à criação de uma "janela" de um mês para a troca de partidos por deputados e talvez uma cláusula de barreira.
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Você se acha o "MÁXIMO",porém não consegue
a presença dos Presidentes Latinos,para a reunião
em Manaus!!!!Que cano coletivo,hein????
Nem seu mentor CHÁVEZ apareceu!!!!
Estamos vendo a moral que nosso Presidente e seu
assessor Marco TOP TOP tem com os "GRANDES ES-
TADISTAS" sulamericanos!!!
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