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Brasil
21/05/2009 - 11h26

Comando do PMDB mantém apoio à aliança com PT em 2010; seis diretórios resistem

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MÁRCIO FALCÃO
da Folha Online, em Brasília

A cúpula do PMDB reuniu ontem à noite, em um jantar, representantes de 20 diretórios regionais para avaliar o cenário sobre possíveis alianças estaduais com o PT nas eleições de 2010. Dos diretórios presentes, apenas seis manifestaram resistência em dividir o palanque com os petistas.

A preocupação, no entanto, foi com o fôlego da pré-candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), o que, na avaliação de peemedebistas pode inflar a proposta para o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na reunião --que ocorreu na casa do líder da bancada da Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN) e contou com a presença do presidente da Câmara, Michel Temer (SP)--, os diretórios do Acre, Santa Catarina e Rio Grande do Sul informaram que são mínimas as chances de um entendimento com o PT. Paraná, Minas Gerais e Bahia condicionaram a união à concessão dos partidos.

A avaliação preliminar do cenário deve ser entregue na semana que vem ao presidente Lula, que tem estimulado o diálogo para diminuir conflitos em busca de candidaturas únicas dos partidos. A pressa do presidente em acertar a composição partidária nos Estados é para consolidar a aliança nacional.

O discurso oficial dos peemedebistas é que o apoio a ministra na corrida para ser a sucessora do presidente Lula está mantido. Mas longe dos holofotes eles já admitem que a luta dela contra o câncer pode prejudicar o andamento da campanha. O tratamento de quimioterapia deve durar ainda mais quatro meses e a recomendação é para que a ministra diminua o ritmo de trabalho.

Incomodados com as incertezas sobre o estado de saúde dela, dirigentes do PMDB que estavam no jantar começaram a discutir a PEC (proposta de emenda constitucional) do deputado Jackson Barreto (PMDB-SE) que propõe o terceiro mandato para o presidente Lula.

Líderes do partido argumentaram que o PT não tem outro nome forte para uma eventual substituição de Dilma e que o ideal seria avançar com a proposta de mais um mandato para o petista.

Barreto explicou a PEC aos correligionários e disse ter conquistado o apoio de 188 deputados. O deputado se comprometeu em ampliar o número de assinatura --são necessária 171-- e sustentou que apresenta o texto no final do mês. Segundo relato de peemedebistas, não houve resistência entre os caciques do PMDB ao texto de Barreto.

Sem plano B

Em viagem à China, Lula descartou nesta quarta-feira disputar um terceiro mandato caso Dilma não tenha condições de manter a sua candidatura. "Eu não discuto essa hipótese. Primeiro porque não tem terceiro mandato. Segundo, porque a Dilma está bem", afirmou.

Reportagem da Folha afirma que Lula ordenou seus principais auxiliares, na China, para que impeçam o PT de abrir qualquer discussão pública sobre a eventual substituição da ministra como candidata ao Planalto. Lula também reforçou a determinação para minimizar o debate congressual sobre um eventual terceiro mandato.

As recomendações do presidente foram transmitidas à cúpula do PT depois de ele se informar com auxiliares sobre o estado de saúde de Dilma, que se sentiu mal anteontem e teve de ser internada em São Paulo.

A Folha afirma que Lula quer evitar a discussão sobre um plano B, apesar de petistas e aliados, especialmente do PMDB, já terem começado nos bastidores a especular sobre nomes que poderiam substituir Dilma como candidata.

Segundo a reportagem, petistas e aliados dizem reservadamente que será preciso aguardar alguns meses para confirmar a candidatura da ministra ou mudar os planos. Dizem que será necessário que, até outubro ou novembro, ela mostre gozar de boa saúde para viabilizar sua postulação. Do contrário, o candidato teria de ser outro. O nome mais forte do PT para esse papel é do ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda).

Comentários dos leitores
Antonio Clarel (110) 09/12/2009 21h17
Antonio Clarel (110) 09/12/2009 21h17
Infelizmente as pessoas de bem que gostariam de se torbar politicos, fica receoso de candidatar.
Tambem acredito numa politica honesta, mas a justiça não pode permitir que "fichas sujas" de candidatos possam concorrer. Todos os fichas sujas, precisam de imunidade, logo, negar sua candidatura já é uma forma de punição.
Até poderia se permitir "fichas sujas", desde que fosse banido a IMUNIDADE ou IMPUNIDADE...PARLAMENTAR
sem opinião
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Elias kuster (56) 09/12/2009 19h00
Elias kuster (56) 09/12/2009 19h00
Olá leitores!
"Sabe, nunca na história deste país" se falou tanto em corrupção, nunca se mostrou na TV tantas imagens de dinheiro público sendo desviado por políticos senvergonhas, nunca... nunca... nunca...
E é aí que mora o perigo senhores, e estou me referindo ao cidadão brasileiro, àquele que dá um duro danado para sobreviver honestamente.
Me sinto quase desiludido com os políticos, mas não deixo de acreditar na POLÍTICA sadia e pura, assim como difundiram os Filósofos, ou seja, a política capaz de transformar a alma humana e de ensinar o homem, honesto é claro, a administrar e gerenciar sem curvar-se à tentação do poder, mas de gerenciar em favor da sociedade igualitária e justa.
Não estou delirando não, nem pensem nisso, mas estou de saco roxo, só em pensar que tudo o que estão fazendo contra essa ladroagem pode dar nada, aí será o fim.
Concordo com a Jovita Rosa, quando diz que precisamos do voto deles agora, e depois nós é que vamos ter esse poder. Mas esse é um projeto de iniciativa popular, só isso, e aí para eles o que vem do povo não tem valor.
Dom Dimas, infelizmente o que vem acontecendo é mais forte e mais importante para eles do que esse remédio a que o senhor se referiu.
Penso, sinceramente, que é muito difícil existir algum político de ficha limpa, porque todas as medidas tomadas contra, não estão em primeiro plano. Conhecem o ditado que diz "que o poder corrompe"
No entanto nos resta sempre escrever como se gritássemos, até alguém nos houvir. FUI
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M Mig (2172) 09/12/2009 16h59
M Mig (2172) 09/12/2009 16h59
"Após acordo, CPI mista do MST tem presidente do PMDB e relator do PT"
O esquema usado na CPI da Petrobras para garantir impunidade ao governo lula está sendo usado novamente, só que dessa vez para evitar que o governo pague pelo sustento do MST, nunca nesse pais um presidente da republica garantiu pessoalmente o sustento de um grupo de foras da lei como o MST. Por isso que, apesar de todos condenarmos Arruda, caso ele saia livre, ninguém que defenda o pt pode reclamar ou questionar nada.
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