Brasil
21/05/2009 - 12h17

Justiça do Rio dobra para R$ 200 mil indenização do Opportunity para juíza

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da Folha Online

O desembargador Gilberto Rêgo, da 6ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça, decidiu aumentar para R$ 200 mil o valor da indenização a ser paga pelo Opportunity para Márcia Cunha, juíza da 2ª Vara Empresarial do Rio. O montante é o dobro do primeiro valor fixado pelo Tribunal --de R$ 100 mil-- em 2008.

A decisão foi tomada no julgamento da apelação. O Opportunity pertence ao banqueiro Daniel Dantas --investigado por supostos crimes financeiros na Operação Satiagraha, da Polícia Federal.

A juíza Márcia Cunha alega que sofreu do grupo ameaças e tentativa de suborno por conta do julgamento, em 2005, em que ela ordenou o afastamento do Opportunity do controle da Brasil Telecom.

Em depoimento à Polícia Federal, a juíza diz ter sofrido, após contrariar o Opportunity, ameaças e até perseguição por homens --precisou andar com uma escolta.

Ainda segundo ela, um dossiê apócrifo circulou no Rio afirmando que ela comprara um apartamento de luxo em Ipanema. Cunha disse que as pressões cessaram ao se afastar do caso do Opportunity.

A juíza também disse que em 2005, antes do julgamento, o banco ofereceu ao marido dela, Sérgio Antonio de Carvalho, uma generosa proposta de emprego, que não foi aceita.

Outro lado

Em nota, o Opportunity informa que pede ao TRF (Tribunal Regional Federal) de São Paulo o direito de compartilhar as provas com o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Informa ainda que recorrerá da decisão de ontem "no tempo oportuno".

"Existem provas nos autos da Satiagraha que esclarecem de forma definitiva e inequívoca o caso da juíza Marcia Cunha", diz a nota.

Com Folha de S.Paulo

Comentários dos leitores
Igor Bevilaqua (711) 08/11/2009 10h01
Igor Bevilaqua (711) 08/11/2009 10h01
Não sei se o Delegado Protógenes vai dar certo como político..., parece que gente "honesta e ética"..., não é benvinda em nenhum dos poderes. sem opinião
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Joel Saraiva (124) 08/11/2009 00h37
Joel Saraiva (124) 08/11/2009 00h37
Até onde, ser correto, honesto, investigativo, leal, imparcial, honrando sua Instituição, o Dr. Protógenes Queiroz, Delegado de Polícia Federal, pode ter "pecado", em suas apurações, no caso em questão? Culpado por ter apurado ao "fundo do poço", colhendo provas, e propondo indiciamentos no caso Satiagraha? Atingiu quem não deveria? Ou seja, "riscou um palito de fósforo, no palheiro"? Que crime cometeu, o Dr. Protógenes? Que Brasil é esse, onde o crime impera, e quando homens do bem, combatem o mal, são cercados e vilipendiados em suas atitudes e decisões? Coma fazer polícia, com mãos atadas? Onde está o direito delegado à Autoridade Policial, para apurar, indiciar, e mandar a Juízo, os envolvidos em crimes e falcatruas, para que o Magistrado, às duras penas da Lei, julgue e condene? Quando as causas preocupam os atingidos, começo a ficar preocupado, não sei o que fazer. Política não deve ser misturada com Polícia, cheira mal. Toda intervenção numa investigação, absolve o culpado. Creio plenamente, que o sr. Ministro Tarso Genro, coerente, sábio, saberá interpretar, as Leis, o anseio do povo por Justiça. O Brasil precisa de homens íntegros, probos, de moral ilibada, para seguir adiante, na caminhada, como um verdadeiro líder do Continente Sulamericano, assim, esperamos. Joel Carlos de Almeida Saraiva, Investigador de Polícia, dos Altos do Jaraguá, São Paulo, Brasil. 3 opiniões
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flavio teodoro (2) 07/11/2009 20h34
flavio teodoro (2) 07/11/2009 20h34
E MEU POVO O BRASIL E UM DOS POUCOS LUGARES DO MUNDO ONDE OS INVESTIGADORES BONS TEM SUA CARREIRA DERRUBADA POR POLITICOS E BANQUEIROS, E UMA PENA, FICA AQUI A MINHA SOLIDARIEDADE AO Sr.PROTOGENES sem opinião
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