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Brasil
21/05/2009 - 12h25

Líderes partidários rejeitam votar proposta que prorroga mandato de Lula até 2012

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GABRIELA GUERREIRO
da Folha Online, em Brasília

Líderes partidários do governo e da oposição descartaram hoje colocar em votação proposta do deputado Sandro Mabel (PR-GO) que permite ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficar no cargo até 2012. O líder do PT na Câmara, deputado Candido Vaccarezza (SP), disse que o partido do presidente é contra qualquer prorrogação de mandato que permita a Lula ficar mais tempo no poder. "O PT é radicalmente contra, isso não é constitucional', afirmou.

O líder do DEM na Câmara, Ronaldo Caiado (GO), classificou a proposta de Mabel de "ilegal e imoral". O deputado disse estar "constrangido" pelo fato de um colega sugerir publicamente uma espécie de golpe para o presidente Lula permanecer no poder.

O líder do PMDB na Câmara, Henrique Eduardo Alves (RN), disse que "falar em prorrogação de mandato é palavrão". "Eu acho que o povo quer votar, o Legislativo tem que ter a ratificação do voto popular", afirmou.

Para Henrique Fontana (PT-RS), líder do governo na Câmara, a proposta de Mabel não tem chance de ser analisada pelo plenário da Casa. "A nossa candidata à presidência é a ministra Dilma Rousseff [Casa Civil]. Não somos a favor de prorrogação nem de terceiro mandato", disse o petista.

O presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), evitou fazer comentários sobre a proposta do líder do PR. Mas sinalizou ser contrário à votação da matéria. "Eu prefiro não colocar esse assunto. Eu acho que o poder emana do povo, portanto é difícil essa tese".

Proposta

Mabel defendeu nesta quinta-feira proposta de unificação das eleições em 2012, o que permitiria ao presidente Lula ficar por mais dois anos no poder.

O deputado defende que, ao invés da realização de eleições majoritárias em 2010 (para governadores, presidente da República, deputados e senadores), a disputa seria realizada em 2012 junto com a escolha de prefeitos e vereadores.

Na prática, se a mudança fosse aprovada, o presidente Lula ficaria no cargo até 2012 --assim como os senadores e deputados federais e estaduais. A mudança seria submetida à população por meio de referendo, o que poderia viabilizar a alteração constitucional até setembro deste ano --prazo máximo para mudanças na legislação eleitoral antes da disputa de 2010.

Segundo Mabel, a economia com a unificação das eleições seria da ordem de R$ 10 bilhões ao país.

Na opinião de Vaccarezza, os parlamentares não podem discutir mudanças que os afetam diretamente. "Não tem cabimento o próprio deputado prorrogar o seu mandato", afirmou.

Comentários dos leitores
T. Morimoto (405) 19/12/2009 14h06
T. Morimoto (405) 19/12/2009 14h06
Vejo muitos acreditando que a maioria do povo é sábio e experiente para votar e escolher bem os nossos presidentes, uns dizem q Fulano vai ganhar, outros dizem que a Fulana será eleita. Povo pode até ser "experiente", mas sinto dizer q ainda a maioria do povo, sofre necessidades cruéis, e assim, votarão ou por "migalhas" ou por paixão, é difícil votar com PATRIOTISMO qdo. se sente acuado, em "estado de necessidade pra sobreviver". Tudo é caótico nos serviços públicos, a maioria carente que sofre com isso, sem dúvida vai votar naquele q "CONVENCER MELHOR" a distribuição de ESMOLAS (já q oportunidades desejadas, parece utopia pra essa maioria q elege). Isso é "compra legalizada de votos", eufemisticamente dita "distribuição de renda". O certo seria administrar com ética, honestidade e competência, pra dar OPORTUNIDADES A TODOS, e Brasil SE administrado honestamente, tem de sobra pra isso. Chances de pescar e não apenas receber um peixe como esmola viciante. Mas, como os carentes NÃO ACREDITAM NISSO, certamente VÃO ELEGER, como SEMPRE, aquele(a) q CONVENCER MELHOR a "maior distribuição de esmolas ou compra legalizada de votos", vulgo "distribuição de renda, ou justiça social". Sempre digo q aquí político bom é aquele q me ajuda, mesmo q prejudique a nação, mas, se ajudar a nação for me prejudicar, esse político "não presta". É com esse sentimento q vejo o povo votando e elegendo. E vejo na imprensa q a "Pátria amada, continua SEMPRE ultrajada" (e com muitas provas). sem opinião
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Francisco Oliveira (459) 19/12/2009 14h01
Francisco Oliveira (459) 19/12/2009 14h01
Os petistas ainda não entenderam, uma coisa é reeleição outra é eleger o sucessor. Povo não vota em partido ou ideologia, mas em quem conhece por obras, por atitudes, carisma, ou porque acredita que fará um bom trabalho de melhoras naquilo que já existe. Dilma e Serra não são carismáticos, mas Serra tem muito o que mostrar, Dilma tem que falar de Lula, que não será o presidente.
Alternância no poder além de civilizado pode ser muito positivo, mudar o modo de ver as coisas pode ser muito positivo, não existem cerdades absolutas, e nada é para sempre.
1 opinião
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Fabrizio Wrolli (209) 19/12/2009 13h59
Fabrizio Wrolli (209) 19/12/2009 13h59
Gostaria de sugerir ao preclaro sr. MARCELO SPENCER DE PAULA que explique ao povo votante o "fato" dos programas que aí estão serem de autoria do governo FHC. O povo sabe muito bem quem timidamente os esboçou para frear, na época, a avalanche-Lula que, mais cedo ou mais tarde, sucederia a FHC e quem teve a coragem de pô-los em prática a nível nacional. Jamais subestimem o povo, por favor. sem opinião
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